Um escândalo inaceitável
A Corticeira Amorim, detida pelo que ainda no ano passado era, orgulhosamente, o mais rico dos portugueses, decidiu despedir 200 trabalhadores, por causa dos «efeitos da crise». O PCP exige que o Governo tome medidas para impedir este «escândalo».
A fortuna de Américo Amorim está avaliada em 7 mil milhões de dólares
A Direcção da Organização Regional de Aveiro do PCP, em comunicado de dia 17, manifestou a sua indignação com o anúncio de despedimento de 200 trabalhadores da Corticeira Amorim, sob a alegação dos «efeitos da crise». Para os comunistas, «estes trabalhadores foram os operários da construção de um grupo que vale muitos milhões de euros».
Comentando os lucros alcançados pela empresa em 2008, anunciados recentemente, o PCP realça que ascendem a 6,157 milhões de euros, que se somam aos 23,245 milhões de euros do exercício anterior. As vendas consolidadas, acrescentam os comunistas, foram de 468 milhões de euros, ou seja, mais 3,2 por cento do que no exercício de 2007.
Como se não bastasse, sublinha o PCP, o Governo estabeleceu recentemente um protocolo de investimento entre o Estado português e a Amorim Turismo e outras empresas do sector hoteleiro. O objectivo é a construção de um empreendimento de luxo na Península de Tróia, num investimento que ascende aos 41,7 milhões de euros.
Face a estes números, o PCP considera que os lucros da Corticeira Amorim «demonstram que os despedimentos no grupo são um escândalo, são inaceitáveis e merecem a intervenção rápida do Governo português». Além do mais, questionam os comunistas de Aveiro, «como é possível que este Governo, perante o que se passa em Santa Maria da Feira, continue a injectar fundos públicos num grupo que se serve dos trabalhadores para o processo de acumulação de riqueza e ao primeiro abanão os descarta»?
Mas longe de aceitarem passivamente esta indignidade, os trabalhadores corticeiros do grupo Amorim juntaram-se aos seus colegas de outras empresas naquilo a que o PCP chama uma «continuada e persistente luta». Reafirmando a sua solidariedade com os trabalhadores, o PCP apela à continuação da sua luta «pela dignificação do trabalho, contra os despedimentos, por remunerações justas, contra a discriminação salarial».
Recorde-se que Américo Amorim foi considerado em 2008 pela revista norte-americana Forbes como o português mais rico, com uma fortuna de 7 mil milhões de dólares, o que o situava na 132.ª posição entre os homens mais ricos do mundo.
Comentando os lucros alcançados pela empresa em 2008, anunciados recentemente, o PCP realça que ascendem a 6,157 milhões de euros, que se somam aos 23,245 milhões de euros do exercício anterior. As vendas consolidadas, acrescentam os comunistas, foram de 468 milhões de euros, ou seja, mais 3,2 por cento do que no exercício de 2007.
Como se não bastasse, sublinha o PCP, o Governo estabeleceu recentemente um protocolo de investimento entre o Estado português e a Amorim Turismo e outras empresas do sector hoteleiro. O objectivo é a construção de um empreendimento de luxo na Península de Tróia, num investimento que ascende aos 41,7 milhões de euros.
Face a estes números, o PCP considera que os lucros da Corticeira Amorim «demonstram que os despedimentos no grupo são um escândalo, são inaceitáveis e merecem a intervenção rápida do Governo português». Além do mais, questionam os comunistas de Aveiro, «como é possível que este Governo, perante o que se passa em Santa Maria da Feira, continue a injectar fundos públicos num grupo que se serve dos trabalhadores para o processo de acumulação de riqueza e ao primeiro abanão os descarta»?
Mas longe de aceitarem passivamente esta indignidade, os trabalhadores corticeiros do grupo Amorim juntaram-se aos seus colegas de outras empresas naquilo a que o PCP chama uma «continuada e persistente luta». Reafirmando a sua solidariedade com os trabalhadores, o PCP apela à continuação da sua luta «pela dignificação do trabalho, contra os despedimentos, por remunerações justas, contra a discriminação salarial».
Recorde-se que Américo Amorim foi considerado em 2008 pela revista norte-americana Forbes como o português mais rico, com uma fortuna de 7 mil milhões de dólares, o que o situava na 132.ª posição entre os homens mais ricos do mundo.