Um novo tempo!
Confrontado com a agudização da crise do capitalismo e com a incapacidade do sistema em lhe dar solução, o grande capital lança-se numa autêntica fuga para a frente, em que a sua ofensiva no campo da luta das ideias assume um papel crucial.
De forma sistemática, procuram impedir qualquer interpretação da realidade que leve à tomada de consciência por parte dos trabalhadores e de outras camadas sociais das reais causas da contínua degradação das suas condições de vida e da crise económica.
Até à exaustão, propagam uma amálgama de «causas» e «consequências» sobre a actual situação nacional e mundial, para melhor ocultar as políticas que lhe estão na origem e absolver os seus responsáveis, criando e disseminando a falsa ideia da sua «inevitabilidade».
Insistentemente, escamoteiam as «causas» da crise, que são o capitalismo e as suas relações de produção, procurando ocultar as soluções para esta, necessariamente as políticas que rompem com o capitalismo.
Continuamente, fomentam o medo, a resignação e a inacção, espalhando e vulgarizando o desemprego, a precariedade e as mais brutais violações dos direitos, mas silenciando e escondendo a expressão da indignação, a resistência e a luta dos trabalhadores, em Portugal, na Europa e Mundo.
Incessantemente, forjam uma distorcida, parcelar e fragmentada imagem da realidade, com que intentam promover a interiorização da responsabilização de cada trabalhador pela sua dramática situação - no «salve-se quem puder», perdem todos os trabalhadores... -, desresponsabilizando as políticas que lhe estão na origem.
Constantemente, promovem a desunião e o isolamento de cada trabalhador, para impedir a conjugação das vontades, forças e capacidades, a unidade, a tomada de consciência colectiva que está na base de qualquer acção transformadora.
Desrespeitam e violam as liberdades e a democracia, reprimem, discriminam, silenciam, desinformam, manipulam, mentem, procurando isolar e derrotar os que, colectiva e consequentemente, mobilizam e organizam a resistência e a luta, os que consciencializam a revolta e unem as vontades e esforços para a construção da alternativa.
Querem que cada trabalhador, cada homem, mulher, jovem ou criança, desacredite, perca a confiança e a esperança, primeiro, em si, e depois, nos outros...
Que esperam(os) de nós?
Neste momento, que nos coloca perante grandes exigências, que esperam(os) de nós?
Que estejamos lá, onde há injustiça, com a nossa força organizada, com a nossa palavra de esperança e de verdade, com a perspectiva do caminho que assegura a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo português e a solução dos problemas do País.
Que falemos e escutemos, que conversemos, que quebremos a solidão de todos aqueles e aquelas que só estão à espera de uma oportunidade para se juntar a nós, que aprofundemos a consciência (de classe), a disponibilidade, o empenhamento e a participação na luta por melhores condições de vida, pela liberdade, pela justiça, por uma vida melhor.
A resposta a estes desafios exige o empenhamento de todo o Partido, isto é, de cada um de nós que - consoante as suas oportunidades, audácia e criatividade - tem um papel determinante a desempenhar.
Para tal, contamos com valiosos instrumentos de análise, reflexão e proposta colectiva ao nosso dispor, como a resolução política do XVIII Congresso, os documentos da Conferência Nacional sobre questões económicas e sociais, os recentes comunicados do Comité Central do PCP ou o Avante!.
Sem dúvida, bem o sabemos, enfrentaremos dificuldades, mas nenhuma será inultrapassável. O que nos move é o repúdio pela injustiça e um projecto de construção de uma sociedade que ponha fim à exploração do homem pelo homem. Temos um caminho que é o de Abril e o do socialismo, com um Partido mais forte.
A resolução dos problemas do País só será possível através da defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores; da defesa da produção nacional; do controlo por parte do Estado das principais alavancas do desenvolvimento económico do País; da justa redistribuição da riqueza criada; do respeito das liberdades e da democracia; da afirmação da soberania e independência nacionais.
Como nos cabe, para a construção deste novo tempo para os trabalhadores e povo português, apesar dos perigos, da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta! Por este novo tempo para os homens, mulheres e crianças do Mundo, apesar dos castigos, de toda fadiga, de toda injustiça, estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas! (1)
(1) "Novo tempo", Ivan Lins
De forma sistemática, procuram impedir qualquer interpretação da realidade que leve à tomada de consciência por parte dos trabalhadores e de outras camadas sociais das reais causas da contínua degradação das suas condições de vida e da crise económica.
Até à exaustão, propagam uma amálgama de «causas» e «consequências» sobre a actual situação nacional e mundial, para melhor ocultar as políticas que lhe estão na origem e absolver os seus responsáveis, criando e disseminando a falsa ideia da sua «inevitabilidade».
Insistentemente, escamoteiam as «causas» da crise, que são o capitalismo e as suas relações de produção, procurando ocultar as soluções para esta, necessariamente as políticas que rompem com o capitalismo.
Continuamente, fomentam o medo, a resignação e a inacção, espalhando e vulgarizando o desemprego, a precariedade e as mais brutais violações dos direitos, mas silenciando e escondendo a expressão da indignação, a resistência e a luta dos trabalhadores, em Portugal, na Europa e Mundo.
Incessantemente, forjam uma distorcida, parcelar e fragmentada imagem da realidade, com que intentam promover a interiorização da responsabilização de cada trabalhador pela sua dramática situação - no «salve-se quem puder», perdem todos os trabalhadores... -, desresponsabilizando as políticas que lhe estão na origem.
Constantemente, promovem a desunião e o isolamento de cada trabalhador, para impedir a conjugação das vontades, forças e capacidades, a unidade, a tomada de consciência colectiva que está na base de qualquer acção transformadora.
Desrespeitam e violam as liberdades e a democracia, reprimem, discriminam, silenciam, desinformam, manipulam, mentem, procurando isolar e derrotar os que, colectiva e consequentemente, mobilizam e organizam a resistência e a luta, os que consciencializam a revolta e unem as vontades e esforços para a construção da alternativa.
Querem que cada trabalhador, cada homem, mulher, jovem ou criança, desacredite, perca a confiança e a esperança, primeiro, em si, e depois, nos outros...
Que esperam(os) de nós?
Neste momento, que nos coloca perante grandes exigências, que esperam(os) de nós?
Que estejamos lá, onde há injustiça, com a nossa força organizada, com a nossa palavra de esperança e de verdade, com a perspectiva do caminho que assegura a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo português e a solução dos problemas do País.
Que falemos e escutemos, que conversemos, que quebremos a solidão de todos aqueles e aquelas que só estão à espera de uma oportunidade para se juntar a nós, que aprofundemos a consciência (de classe), a disponibilidade, o empenhamento e a participação na luta por melhores condições de vida, pela liberdade, pela justiça, por uma vida melhor.
A resposta a estes desafios exige o empenhamento de todo o Partido, isto é, de cada um de nós que - consoante as suas oportunidades, audácia e criatividade - tem um papel determinante a desempenhar.
Para tal, contamos com valiosos instrumentos de análise, reflexão e proposta colectiva ao nosso dispor, como a resolução política do XVIII Congresso, os documentos da Conferência Nacional sobre questões económicas e sociais, os recentes comunicados do Comité Central do PCP ou o Avante!.
Sem dúvida, bem o sabemos, enfrentaremos dificuldades, mas nenhuma será inultrapassável. O que nos move é o repúdio pela injustiça e um projecto de construção de uma sociedade que ponha fim à exploração do homem pelo homem. Temos um caminho que é o de Abril e o do socialismo, com um Partido mais forte.
A resolução dos problemas do País só será possível através da defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores; da defesa da produção nacional; do controlo por parte do Estado das principais alavancas do desenvolvimento económico do País; da justa redistribuição da riqueza criada; do respeito das liberdades e da democracia; da afirmação da soberania e independência nacionais.
Como nos cabe, para a construção deste novo tempo para os trabalhadores e povo português, apesar dos perigos, da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta! Por este novo tempo para os homens, mulheres e crianças do Mundo, apesar dos castigos, de toda fadiga, de toda injustiça, estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas! (1)
(1) "Novo tempo", Ivan Lins