Resistir e lutar
Anteontem, no Ministério da Economia, quase uma semana depois do anúncio do encerramento da Euronadel, ainda não havia informação...
O Governo ignorou os alertas do sindicato
«Naturalmente, informámos os senhores assessores», desabafou ao nosso jornal um dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Lisboa. Durante a reunião, os trabalhadores da fábrica de Cascais do grupo alemão Groz-Beckert mantiveram-se concentrados no Largo de Camões, tal como haviam decidido na quinta-feira, em plenário. A 28 de Janeiro, a empresa tinha anunciado que a casa-mãe decidira iniciar o despedimento colectivo dos 182 trabalhadores, alegando dificuldades criadas pela retracção na procura de agulhas para a indústria têxtil, devido à crise internacional, e iria encerrar esta unidade.
Para o Sindicato dos Metalúrgicos, a «dispensa imediata» da maioria do pessoal é uma violação do direito à ocupação do posto de trabalho e uma tentativa de limitar a participação no processo de despedimento colectivo. A multinacional, recorda o sindicato, da CGTP-IN, tem vindo há anos a deslocalizar a produção para outras unidades, mas o Governo não está isento de responsabilidades neste caso, para o qual foi diversas vezes alertado pelos representantes dos trabalhadores.
O sindicato salienta que o repúdio pela atitude da empresa foi reafirmado no plenário e a determinação de agir em defesa dos postos de trabalho e do futuro da Euronadel, como parte do aparelho produtivo nacional, ficou expressa na decisão unânime de realizar a acção de terça-feira, junto ao Ministério de Manuel Pinho, e na disponibilidade para outras iniciativas.
A empresa é acusada de aproveitar a situação para fazer chantagem sobre os trabalhadores, ao ameaçar não atribuir uma compensação adicional a qualquer trabalhador que venha a ser alvo de processo disciplinar ou que não assine uma declaração a renunciar ao direito legal de impugnar o despedimento.
Para o Sindicato dos Metalúrgicos, a «dispensa imediata» da maioria do pessoal é uma violação do direito à ocupação do posto de trabalho e uma tentativa de limitar a participação no processo de despedimento colectivo. A multinacional, recorda o sindicato, da CGTP-IN, tem vindo há anos a deslocalizar a produção para outras unidades, mas o Governo não está isento de responsabilidades neste caso, para o qual foi diversas vezes alertado pelos representantes dos trabalhadores.
O sindicato salienta que o repúdio pela atitude da empresa foi reafirmado no plenário e a determinação de agir em defesa dos postos de trabalho e do futuro da Euronadel, como parte do aparelho produtivo nacional, ficou expressa na decisão unânime de realizar a acção de terça-feira, junto ao Ministério de Manuel Pinho, e na disponibilidade para outras iniciativas.
A empresa é acusada de aproveitar a situação para fazer chantagem sobre os trabalhadores, ao ameaçar não atribuir uma compensação adicional a qualquer trabalhador que venha a ser alvo de processo disciplinar ou que não assine uma declaração a renunciar ao direito legal de impugnar o despedimento.