Fenprof insiste na suspensão
A primeira reunião com o Ministério da Educação, sobre a revisão do Estatuto da Carreira Docente, veio dar mais razão ao apelo da Federação Nacional dos Professores, para que mais escolas decidam suspender a avaliação de desempenho, como já o fizeram mais de meio milhar de estabelecimentos, e que mais docentes se juntem às dezenas de milhares que não entregaram os objectivos individuais.
No início das negociações, a 28 de Janeiro, a Fenprof propôs para o Continente o sistema transitório de avaliação do desempenho, aplicado pelo Governo Regional (também PS) dos Açores, uma vez que o Ministério de Lurdes Rodrigues e a maioria PS no Parlamento têm recusado as propostas apresentadas por sindicatos e pela oposição, como explicou Mário Nogueira aos jornalistas. Rejeitando o ME esta proposta, resta aos professores «manter suspensa a avaliação nas escolas e não entregar os objectivos individuais», disse o secretário-geral da Fenprof.
Já no dia 23, quando na AR a maioria PS reprovou um projecto de lei que suspenderia o modelo de avaliação e abriria uma solução transitória, a federação tinha feito o mesmo apelo.
Para esclarecer «a confusão que tem sido criada junto dos professores, com a publicação do Decreto-Regulamentar 1-A/2009, de 5 de Janeiro, e com as ameaças de exercício de acção disciplinar, caso não sejam avaliados», a Fenprof publicou no seu sítio na Internet (www.fenprof.pt) um documento com nove perguntas e respostas, sobre a avaliação do desempenho e as obrigações dos professores, contrariando a legalidade daquelas pressões.
Mistificação
«A redução do desemprego no ensino é uma mistificação» e «a manipulação dos números do desemprego visa encobrir o insucesso das políticas do Governo», acusou segunda-feira o Sindicato dos Professores da Região Centro. Reagindo aos dados do IEFP, divulgados no fim-de-semana, o SPRC afirma que há cerca de 25 mil professores «impedidos de se inscreverem nos centros de emprego, não auferindo qualquer subsídio» (20 mil novos licenciados, nos últimos três anos, que já não tiveram estágios profissionais remunerados, e cinco mil que não têm obtido colocação). Nas actividades extra-curriculares estão outros 15 mil docentes, como trabalhadores independentes e auferindo remunerações que chegam a ser menos que o salário mínimo nacional.
Estimando que cinco mil tenham abandonado o ensino, restam mais de 35 mil docentes desempregados e em situação precária ou provisória, contrapõe o sindicato, indicando que, para apoio na procura de emprego, há 2146 inscritos na sua base de dados, praticamente o mesmo valor, para a região Centro, que o divulgado pelo IEFP para todo o País (2671).
No início das negociações, a 28 de Janeiro, a Fenprof propôs para o Continente o sistema transitório de avaliação do desempenho, aplicado pelo Governo Regional (também PS) dos Açores, uma vez que o Ministério de Lurdes Rodrigues e a maioria PS no Parlamento têm recusado as propostas apresentadas por sindicatos e pela oposição, como explicou Mário Nogueira aos jornalistas. Rejeitando o ME esta proposta, resta aos professores «manter suspensa a avaliação nas escolas e não entregar os objectivos individuais», disse o secretário-geral da Fenprof.
Já no dia 23, quando na AR a maioria PS reprovou um projecto de lei que suspenderia o modelo de avaliação e abriria uma solução transitória, a federação tinha feito o mesmo apelo.
Para esclarecer «a confusão que tem sido criada junto dos professores, com a publicação do Decreto-Regulamentar 1-A/2009, de 5 de Janeiro, e com as ameaças de exercício de acção disciplinar, caso não sejam avaliados», a Fenprof publicou no seu sítio na Internet (www.fenprof.pt) um documento com nove perguntas e respostas, sobre a avaliação do desempenho e as obrigações dos professores, contrariando a legalidade daquelas pressões.
Mistificação
«A redução do desemprego no ensino é uma mistificação» e «a manipulação dos números do desemprego visa encobrir o insucesso das políticas do Governo», acusou segunda-feira o Sindicato dos Professores da Região Centro. Reagindo aos dados do IEFP, divulgados no fim-de-semana, o SPRC afirma que há cerca de 25 mil professores «impedidos de se inscreverem nos centros de emprego, não auferindo qualquer subsídio» (20 mil novos licenciados, nos últimos três anos, que já não tiveram estágios profissionais remunerados, e cinco mil que não têm obtido colocação). Nas actividades extra-curriculares estão outros 15 mil docentes, como trabalhadores independentes e auferindo remunerações que chegam a ser menos que o salário mínimo nacional.
Estimando que cinco mil tenham abandonado o ensino, restam mais de 35 mil docentes desempregados e em situação precária ou provisória, contrapõe o sindicato, indicando que, para apoio na procura de emprego, há 2146 inscritos na sua base de dados, praticamente o mesmo valor, para a região Centro, que o divulgado pelo IEFP para todo o País (2671).