Eleições à vista
No passado dia 29, a CDU apresentou o primeiro nome da sua lista às eleições para o Parlamento Europeu de 7 de Junho deste ano, Ilda Figueiredo, actual deputada do PCP ao Parlamento Europeu. É o primeiro acto eleitoral que a CDU travará, neste ano recheado de actividade política, de debate, de acção e esclarecimento.
Não é segredo que o PCP tem uma visão e um projecto para a União Europeia muito diferentes das restantes forças políticas eleitas no PE. Durante estes mais de 20 anos, o PCP sempre se bateu por uma Europa de estados soberanos, iguais em direitos e deveres, cooperando pela justiça social, pelo desenvolvimento e pela paz.
No sentido de contrariar o conhecido desinteresse da população por estas eleições, que os valores da abstenção habitualmente ilustram, é necessário reforçar uma ideia fundamental: o que é decidido e aprovado lá (nas instituições europeias) inevitavelmente chega-nos cá. Isto significa que quanto maior e mais expressiva for a presença de quem defende os interesses dos trabalhadores e do povo português, maiores são as possibilidades de se travarem ou mesmo eliminarem projectos que atentam contra a nossa soberania, o nosso desenvolvimento, os nossos direitos. Por outro lado, é também importante que quando se fala de «lá, em Bruxelas», se tenha em conta que as decisões tomadas têm autores e apoiantes, ou seja, não são obra de uma entidade desconhecida e supranacional. As principais decisões são tomadas pelo Conselho, onde estão representantes de todos os governos da UE (obviamente também do Governo de Sócrates), muitas vezes por proposta da Comissão (cujo presidente até é português), sendo ouvido o Parlamento Europeu onde estão deputados eleitos de todos os países (de Portugal são 24). Por tudo isto, «o que vem da Europa» é criado, construído e aprovado com a participação de portugueses, que têm de assumir as suas responsabilidades. E é aqui que, mais uma vez, o PCP reafirma o seu projecto. Exigindo do Governo português uma postura vertical e responsável na UE, questionando a Comissão Europeia sobre opções e políticas prejudiciais aos interesses do nosso País, refutando no PE propostas nocivas e por vezes até nefastas para o futuro de Portugal.
Uma candidatura reconhecida
Ilda Figueiredo encabeça uma lista que irá a votos em Junho, depois de uma campanha que se quer de esclarecimento, de mobilização e de propostas. Na apresentação do seu nome, na passada quinta-feira, foram referidas muitas áreas e intervenções em que o PCP se destacou na defesa de Portugal e dos portugueses, no espaço das instituições europeias. Aquela sessão seria, no entanto, curta (como esta coluna) para elencar o vastíssimo espectro de intervenção dos deputados do PCP no PE e a sua luta persistente contra uma maioria de direita, com um caderno de encargos determinado pelo grande capital.
Os cinco anos desta legislatura foram pautados por muitas batalhas travadas pelos deputados do PCP em comissões parlamentares, reuniões de intergrupos, sessões plenárias, audições e delegações no PE, fazendo propostas que corporizam a Declaração Programática assumida perante os eleitores em 2004 e rechaçando projectos que lesam os cidadãos e o País. Mas acima de tudo, e esta sim é uma marca distintiva do trabalho do PCP seja em que patamar for, toda esta actividade parlamentar decorreu da ligação profunda aos problemas e necessidades dos portugueses, através de um conjunto de contactos por todo o País (mas mesmo todo!), nas mais diversas áreas temáticas. Assim se conseguiu debater no PE o papel da mulher na indústria, diversas questões em torno do fundamental sector das pescas e a defesa da agricultura nacional, a exigência de mais apoios e melhores condições para as regiões ultraperiféricas de que beneficiam as nossas regiões autónomas, a necessária igualdade entre mulheres e homens, as acções em torno do têxtil, vestuário e calçado (que esta semana voltou a ser debatido na sessão plenária por proposta do PCP), o direito ao trabalho com direitos, a protecção dos serviços públicos acessíveis, gratuitos e de qualidade, os direitos das pessoas com deficiência ou dos imigrantes, a luta contra a pobreza e a exclusão social, entre muitas, muitas outras questões.
Por todo o trabalho desenvolvido, pela seriedade e o empenhamento, esta é uma candidatura com reconhecimento, a nível nacional, e na qual o colectivo partidário deposita a sua confiança e entrega o seu esforço nos próximos meses. Pelos portugueses, por uma outra Europa.
Não é segredo que o PCP tem uma visão e um projecto para a União Europeia muito diferentes das restantes forças políticas eleitas no PE. Durante estes mais de 20 anos, o PCP sempre se bateu por uma Europa de estados soberanos, iguais em direitos e deveres, cooperando pela justiça social, pelo desenvolvimento e pela paz.
No sentido de contrariar o conhecido desinteresse da população por estas eleições, que os valores da abstenção habitualmente ilustram, é necessário reforçar uma ideia fundamental: o que é decidido e aprovado lá (nas instituições europeias) inevitavelmente chega-nos cá. Isto significa que quanto maior e mais expressiva for a presença de quem defende os interesses dos trabalhadores e do povo português, maiores são as possibilidades de se travarem ou mesmo eliminarem projectos que atentam contra a nossa soberania, o nosso desenvolvimento, os nossos direitos. Por outro lado, é também importante que quando se fala de «lá, em Bruxelas», se tenha em conta que as decisões tomadas têm autores e apoiantes, ou seja, não são obra de uma entidade desconhecida e supranacional. As principais decisões são tomadas pelo Conselho, onde estão representantes de todos os governos da UE (obviamente também do Governo de Sócrates), muitas vezes por proposta da Comissão (cujo presidente até é português), sendo ouvido o Parlamento Europeu onde estão deputados eleitos de todos os países (de Portugal são 24). Por tudo isto, «o que vem da Europa» é criado, construído e aprovado com a participação de portugueses, que têm de assumir as suas responsabilidades. E é aqui que, mais uma vez, o PCP reafirma o seu projecto. Exigindo do Governo português uma postura vertical e responsável na UE, questionando a Comissão Europeia sobre opções e políticas prejudiciais aos interesses do nosso País, refutando no PE propostas nocivas e por vezes até nefastas para o futuro de Portugal.
Uma candidatura reconhecida
Ilda Figueiredo encabeça uma lista que irá a votos em Junho, depois de uma campanha que se quer de esclarecimento, de mobilização e de propostas. Na apresentação do seu nome, na passada quinta-feira, foram referidas muitas áreas e intervenções em que o PCP se destacou na defesa de Portugal e dos portugueses, no espaço das instituições europeias. Aquela sessão seria, no entanto, curta (como esta coluna) para elencar o vastíssimo espectro de intervenção dos deputados do PCP no PE e a sua luta persistente contra uma maioria de direita, com um caderno de encargos determinado pelo grande capital.
Os cinco anos desta legislatura foram pautados por muitas batalhas travadas pelos deputados do PCP em comissões parlamentares, reuniões de intergrupos, sessões plenárias, audições e delegações no PE, fazendo propostas que corporizam a Declaração Programática assumida perante os eleitores em 2004 e rechaçando projectos que lesam os cidadãos e o País. Mas acima de tudo, e esta sim é uma marca distintiva do trabalho do PCP seja em que patamar for, toda esta actividade parlamentar decorreu da ligação profunda aos problemas e necessidades dos portugueses, através de um conjunto de contactos por todo o País (mas mesmo todo!), nas mais diversas áreas temáticas. Assim se conseguiu debater no PE o papel da mulher na indústria, diversas questões em torno do fundamental sector das pescas e a defesa da agricultura nacional, a exigência de mais apoios e melhores condições para as regiões ultraperiféricas de que beneficiam as nossas regiões autónomas, a necessária igualdade entre mulheres e homens, as acções em torno do têxtil, vestuário e calçado (que esta semana voltou a ser debatido na sessão plenária por proposta do PCP), o direito ao trabalho com direitos, a protecção dos serviços públicos acessíveis, gratuitos e de qualidade, os direitos das pessoas com deficiência ou dos imigrantes, a luta contra a pobreza e a exclusão social, entre muitas, muitas outras questões.
Por todo o trabalho desenvolvido, pela seriedade e o empenhamento, esta é uma candidatura com reconhecimento, a nível nacional, e na qual o colectivo partidário deposita a sua confiança e entrega o seu esforço nos próximos meses. Pelos portugueses, por uma outra Europa.