Prossegue a luta em Aljustrel

Embora a luta dos mineiros de Aljustrel pela continuação da laboração na mina tenha já resultado na importante vitória que foi a garantia da manutenção dos postos de trabalho para os trabalhadores que tinham contrato efectivo, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira alertou, através de um comunicado de 30 de Dezembro, para o facto de terem ficado sem emprego os cerca de 700 contratados a prazo e exigiu a sua reintegração.
Para a estrutura sindical da CGTP-IN, «é abusivo o aproveitamento político que este Governo faz» da situação, lembrando a deslocação de José Sócrates a Aljustrel, há oito meses, quando afirmou que as minas tinham investimento, aumento de exportações e criação de emprego garantidos por, pelo menos, dez anos. O optimismo do primeiro-ministro fez ainda, segundo o sindicato, com que muitos trabalhadores tenham abdicado de outros empregos para irem trabalhar na mina e contraído empréstimos que agora não podem pagar.
Salientando que «vale sempre a pena lutar», o sindicato lembrou que a mina foi adquirida, no mês passado, pelo Grupo MTO, que, no dia 23, assinou com o Grupo Lundin Mining, a venda da Pirites Alentejanas, tendo, no mesmo dia, assinado o contrato de concessão com o Governo. Mas «os termos e condições do negócio e a concessão da extracção continuam por esclarecer, apesar da insistência do sindicato».


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