Protestos em Aveiro

À última hora e pela segunda vez, o primeiro-ministro desmarcou anteontem uma deslocação à fábrica da Vulcano (Bosch Termotecnologia), em Cacia, uma decisão «reveladora do seu receio de ser confrontado com os problemas dos trabalhadores do distrito», comentou a União dos Sindicatos de Aveiro. A estrutura distrital da CGTP-IN tinha anunciado que iria promover uma «recepção» de protesto a José Sócrates, para o confrontar com os principais problemas e preocupações dos trabalhadores e para reafirmar as suas reivindicações.
O enviado do Governo, à inauguração do novo Centro de Desenvolvimento da multinacional alemã, acabou por ser o ministro da Economia. Manuel Pinho foi também o destinatário dos protestos dos representantes dos trabalhadores, aos quais se juntou um numeroso grupo de pescadores de bivalves da Ria de Aveiro.
A notícia de uma nova interdição da sua actividade, conhecida no sábado, durante o encontro deste sector, que reuniu centena de meia de pescadores, na Murtosa, suscitou grande indignação, como referiu o Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Norte. Um plenário ficou marcado para ontem, na Torreira.

Despedimentos

Um «Natal pobre» vão ter os trabalhadores da Yazaki Saltano, em Ovar, protestou anteontem o STIENC/CGTP-IN, num comunicado em que reagiu ao anúncio do terceiro despedimento colectivo deste ano, a concretizar pela multinacional até final de Novembro. Pelas contas do sindicato, deverão ser atingidos cerca de 500 trabalhadores. O facto de estar de saída a directora dos Recursos Humanos «não augura nada de bom». O sindicato revelou ainda que a empresa não vai realizar a tradicional festa de Natal para os filhos dos trabalhadores, iniciativa que tinha lugar desde há cerca de duas dezenas de anos.


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