Vigília com resultados
Ao quarto dia, vencidas várias tentativas para desmobilizar a luta, a federação e os sindicatos dos transportes e comunicações suspenderam a vigília frente ao Ministério, porque os objectivos foram alcançados.
A lei e os acordos de empresa têm que ser cumpridos
As estruturas sindicais da CGTP-IN avançaram para a vigília, iniciada dia 3 e que previam prolongar até sexta-feira, dia 7, como forma de exigir do Governo que faça cumprir a lei e os acordos colectivos, perante as persistentes violações ocorridas nas empresas públicas de transportes e comunicações: Carris, CP, EMEF, STCP, Metro do Porto, Metropolitano de Lisboa, CTT, SpdH. A estas, acabaram por se juntar também delegações dos trabalhadores da Soflusa e Transtejo – como noticiámos na semana passada.
Na quinta-feira, dia 6, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações decidiu suspender a iniciativa, «tendo em conta que os objectivos foram conseguidos». De manhã, a Fectrans/CGTP-IN foi convocada para reunir, dia 11, com a secretária de Estado dos Transportes. Foi também marcada por Ana Paula Vitorino uma reunião com o SNTCT, para tratar a situação nos Correios. Durante a tarde de quarta-feira, dia 5, as administrações da Carris e da CP já tinham convocado reuniões com os sindicatos.
Ao suspender a vigília, a Fectrans preveniu que esta iniciativa de protesto «poderá ser retomada, junto ao primeiro-ministro, caso as reuniões marcadas com o Governo e com as empresas não tenham nenhum resultado e continuemos a ter situações de violação da lei nas empresas de transportes e comunicações do sector público».
À força
Os representantes dos trabalhadores foram recebidos, sempre por assessores, durante os três primeiros dias, dedicados à Carris (segunda-feira), CP, EMEF e STCP (terça-feira) e Metro de Lisboa (quarta-feira).
Na quinta-feira, sabendo que o ministro Mário Lino e a secretária de Estado tiveram disponibilidade para se reunirem com patrões do sector privado, com gestores da Mota Engil e com administradores das empresas públicas de transportes, os dirigentes sindicais formaram uma delegação, com representantes do pessoal de todas as empresas, e entraram no Ministério, reclamando ser recebidos por um membro do Governo.
Pouco depois de a delegação ter declarado que só sairia do edifício após obter a marcação de uma reunião com o ministro ou a secretária de Estado, foi chamada a PSP, que forçou a saída dos dirigentes sindicais, cerca das 20 horas.
Já na noite de quarta-feira, a Polícia Municipal de Lisboa tinha tentado desmobilizar a vigília, procurando, sem encontrar, um pretexto para declarar a ilegalidade do protesto. Esta intervenção foi condenada pela CDU da cidade, que, numa nota à comunicação social, afirmou que a acção «decorreu de ordem directa de Marcos Perestrello, vice-presidente da CML e membro do Secretariado Nacional do PS, certamente com conhecimento e acordo – e sempre sob a responsabilidade – de António Costa».
No largo frente ao Ministério, na Rua de São Mamede, a solidariedade do PCP foi transmitida aos trabalhadores pelos deputados João Oliveira e Bruno Dias (que iriam levar o problema à Assembleia da República) e o vereador Ruben de Carvalho.
Na quinta-feira, dia 6, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações decidiu suspender a iniciativa, «tendo em conta que os objectivos foram conseguidos». De manhã, a Fectrans/CGTP-IN foi convocada para reunir, dia 11, com a secretária de Estado dos Transportes. Foi também marcada por Ana Paula Vitorino uma reunião com o SNTCT, para tratar a situação nos Correios. Durante a tarde de quarta-feira, dia 5, as administrações da Carris e da CP já tinham convocado reuniões com os sindicatos.
Ao suspender a vigília, a Fectrans preveniu que esta iniciativa de protesto «poderá ser retomada, junto ao primeiro-ministro, caso as reuniões marcadas com o Governo e com as empresas não tenham nenhum resultado e continuemos a ter situações de violação da lei nas empresas de transportes e comunicações do sector público».
À força
Os representantes dos trabalhadores foram recebidos, sempre por assessores, durante os três primeiros dias, dedicados à Carris (segunda-feira), CP, EMEF e STCP (terça-feira) e Metro de Lisboa (quarta-feira).
Na quinta-feira, sabendo que o ministro Mário Lino e a secretária de Estado tiveram disponibilidade para se reunirem com patrões do sector privado, com gestores da Mota Engil e com administradores das empresas públicas de transportes, os dirigentes sindicais formaram uma delegação, com representantes do pessoal de todas as empresas, e entraram no Ministério, reclamando ser recebidos por um membro do Governo.
Pouco depois de a delegação ter declarado que só sairia do edifício após obter a marcação de uma reunião com o ministro ou a secretária de Estado, foi chamada a PSP, que forçou a saída dos dirigentes sindicais, cerca das 20 horas.
Já na noite de quarta-feira, a Polícia Municipal de Lisboa tinha tentado desmobilizar a vigília, procurando, sem encontrar, um pretexto para declarar a ilegalidade do protesto. Esta intervenção foi condenada pela CDU da cidade, que, numa nota à comunicação social, afirmou que a acção «decorreu de ordem directa de Marcos Perestrello, vice-presidente da CML e membro do Secretariado Nacional do PS, certamente com conhecimento e acordo – e sempre sob a responsabilidade – de António Costa».
No largo frente ao Ministério, na Rua de São Mamede, a solidariedade do PCP foi transmitida aos trabalhadores pelos deputados João Oliveira e Bruno Dias (que iriam levar o problema à Assembleia da República) e o vereador Ruben de Carvalho.