Tem dias
«Biografia de um Inspector da PIDE – Fernando Gouveia e o PCP», é o título do novo livro da historiadora Irene Flunser Pimentel (IFP) – que há cerca de uma ano publicou uma «História da PIDE», então amplamente divulgada e elogiada pelos média dominantes.
Lendo a entrevista-anúncio deste novo livro (DN, 27/10), tudo indica estarmos perante mais um trabalho inserido na operação em curso visando o branqueamento do fascismo. Operação multifacetada, envolvendo historiadores das mais diversas áreas, uns assumindo-se claramente de direita, outros reivindicando-se de esquerda, mas todos armados da esponja e da lexívia necessárias ao branqueamento; todos, partindo da conclusão de que em Portugal não existiu fascismo – e, assim, todos deturpando e falsificando o papel singular desempenhado pelo PCP na luta contra o regime fascista.
Ao contrário do que diz o entrevistador de IFP – João Céu e Silva –o aparecimento desta Biografia era esperado: com efeito no seu anterior livro, IFP não esconde simpatia, admiração - enlevo, até, por vezes – pelo sinistro torcionário Gouveia.
Sintomaticamente, a primeira pergunta feita a IFP é sobre se «não receou que esta Biografia de um Inspector da PIDE se transformasse num branqueamento dessa polícia política».
E sintomaticamente, IFP responde: «Claro que sim», para logo acrescentar, cautelarmente que «não faço a defesa de Fernando Gouveia» - no entanto, admite que «fazer a biografia de alguém é sempre enaltecê-la um pouco» e diz aguardar «com curiosidade» as reacções a este livro...
Enfim, assim se vai branqueando o fascismo.
E assim: recentemente, a propósito da eventual instalação de uma pousada na área do Forte de Peniche, IFP veio a público manifestar, a despropósito, as suas preocupações com o facto, argumentando que «qualquer dia ficamos sem qualquer memória museológica do que foi o fascismo em Portugal».
A preocupação é surpreendente vinda de uma pessoa que considera que em Portugal não existiu fascismo... e ficamos a saber que, para IFP, a existência ou não de fascismo em Portugal decorre dos seus interesses de momento.
Ou seja: tem dias...
Lendo a entrevista-anúncio deste novo livro (DN, 27/10), tudo indica estarmos perante mais um trabalho inserido na operação em curso visando o branqueamento do fascismo. Operação multifacetada, envolvendo historiadores das mais diversas áreas, uns assumindo-se claramente de direita, outros reivindicando-se de esquerda, mas todos armados da esponja e da lexívia necessárias ao branqueamento; todos, partindo da conclusão de que em Portugal não existiu fascismo – e, assim, todos deturpando e falsificando o papel singular desempenhado pelo PCP na luta contra o regime fascista.
Ao contrário do que diz o entrevistador de IFP – João Céu e Silva –o aparecimento desta Biografia era esperado: com efeito no seu anterior livro, IFP não esconde simpatia, admiração - enlevo, até, por vezes – pelo sinistro torcionário Gouveia.
Sintomaticamente, a primeira pergunta feita a IFP é sobre se «não receou que esta Biografia de um Inspector da PIDE se transformasse num branqueamento dessa polícia política».
E sintomaticamente, IFP responde: «Claro que sim», para logo acrescentar, cautelarmente que «não faço a defesa de Fernando Gouveia» - no entanto, admite que «fazer a biografia de alguém é sempre enaltecê-la um pouco» e diz aguardar «com curiosidade» as reacções a este livro...
Enfim, assim se vai branqueando o fascismo.
E assim: recentemente, a propósito da eventual instalação de uma pousada na área do Forte de Peniche, IFP veio a público manifestar, a despropósito, as suas preocupações com o facto, argumentando que «qualquer dia ficamos sem qualquer memória museológica do que foi o fascismo em Portugal».
A preocupação é surpreendente vinda de uma pessoa que considera que em Portugal não existiu fascismo... e ficamos a saber que, para IFP, a existência ou não de fascismo em Portugal decorre dos seus interesses de momento.
Ou seja: tem dias...