Para grandes perigos, grandes lutas
O Código do Trabalho insere-se numa ofensiva mais geral, que coloca em causa a própria democracia, afirmou Jerónimo de Sousa, no debate de sexta-feira à noite, no Forum do Pavilhão Central. Alertando que este não é apenas mais um pacote laboral, como outros que o precederam desde os anos de contra-revolução, chamou a atenção para o facto de a aprovação do Código ter por companhia o ataque à Segurança Social, à saúde e à Administração Pública, e também às organizações dos trabalhadores e ao Partido dos trabalhadores.
Com particular crítica ao PS, por sempre ter condenado o Código do Trabalho e agora recusar-se a contribuir para que seja accionada a fiscalização sucessiva da lei promulgada pelo Presidente da República, o dirigente comunista apelou a que as forças políticas acompanhem a luta dinamizada pelo movimento sindical para construírem uma alternativa ao actual Governo.
Joaquim Almeida salientou a dimensão da ofensiva, apontando o exemplo dos dirigentes sindicais, a quem a nova lei não só limita o crédito de horas para trabalho sindical, como não considera esta actividade como justificativa de faltas. Luís Garra, ao apontar os passos que precederam este ataque, condenou o ataque ao aparelho produtivo, que tem também motivações políticas, e acusou o Governo de usar como instrumento de propaganda a crise que a sua política gerou. João Torres citou a afirmação de que é difícil recuperar as perdas, feita numas jornadas parlamentares do PS, para notar que a idade de reforma das mulheres, colocada por Cavaco nos 65 anos, não foi reposta nos 62 pelos governos de Guterres.
Entramos num semestre muito difícil, que vai exigir acrescidos esforços de esclarecimento e mobilização. Jerónimo de Sousa encerrou o debate com um apelo à confiança na capacidade de intervenção dos comunistas e dos trabalhadores, recordando que quando se luta nem sempre se ganha, mas quando não se luta perde-se sempre.
Com particular crítica ao PS, por sempre ter condenado o Código do Trabalho e agora recusar-se a contribuir para que seja accionada a fiscalização sucessiva da lei promulgada pelo Presidente da República, o dirigente comunista apelou a que as forças políticas acompanhem a luta dinamizada pelo movimento sindical para construírem uma alternativa ao actual Governo.
Joaquim Almeida salientou a dimensão da ofensiva, apontando o exemplo dos dirigentes sindicais, a quem a nova lei não só limita o crédito de horas para trabalho sindical, como não considera esta actividade como justificativa de faltas. Luís Garra, ao apontar os passos que precederam este ataque, condenou o ataque ao aparelho produtivo, que tem também motivações políticas, e acusou o Governo de usar como instrumento de propaganda a crise que a sua política gerou. João Torres citou a afirmação de que é difícil recuperar as perdas, feita numas jornadas parlamentares do PS, para notar que a idade de reforma das mulheres, colocada por Cavaco nos 65 anos, não foi reposta nos 62 pelos governos de Guterres.
Entramos num semestre muito difícil, que vai exigir acrescidos esforços de esclarecimento e mobilização. Jerónimo de Sousa encerrou o debate com um apelo à confiança na capacidade de intervenção dos comunistas e dos trabalhadores, recordando que quando se luta nem sempre se ganha, mas quando não se luta perde-se sempre.