Os mais discriminados
Portugal vai na vanguarda dos acidentes de trabalho na Europa, sendo um dos poucos países onde os acidentes de trabalho são entregues às companhias de seguros e não à Segurança Social.
A afirmação foi feita no Forum, domingo à tarde, durante o debate sobre o Ano Internacional do Deficiente, criado devido «à falta de sensibilização que existe nas sociedades para o problema», segundo Humberto Santos, na mesa acompanhado de Manuel Subtil e Ilda Figueiredo.
De facto, a deficiência assume foros dramáticos, conforme indicam os números: 600 milhões de pessoas deficientes em todo o mundo – 82 por cento das quais nos países menos desenvolvidos –, 35 milhões na Europa e um milhão em Portugal, «com tendência para aumentar». Mas os governos continuam, indiferentes, a tomar medidas paliativas que não favorecem de forma alguma a inserção da pessoa deficiente na sociedade, que entretanto, por falta de sensibilização, os discrimina.
Designadamente em Portugal, no decurso deste Ano Internacional do Deficiente, «o Governo não está a cumprir minimamente o que foi definido» nem os quadros legais que existem, trata as questões da pessoa deficiente sempre em legislação à parte, toma as suas iniciativas «em função da agenda mediática».
Ilda Figueiredo, na sua intervenção, deu porém nota do que os deputados do PCP no Parlamento Europeu têm feito, apesar de serem apenas dois. «Pedimos meças aos outros partidos», disse, referindo concretamente alguns relatórios por si elaborados.
O problema, denunciou, é que a resolução dos problemas dos deficientes «choca com os interesses do capitalismo», essa uma das razões por que os vários governos não querem aprovar a directiva que obriga ao cumprimento do artigo 13 dos Direitos Humanos para as pessoas com deficiência.
As denúncias não vieram, porém, apenas da mesa. Um conjunto de pessoas presentes no debate, muitas delas portadoras de deficiência, fizeram questão de ir ao microfone, dar o seu testemunho. Um testemunho gritante e comovente que terminou num apelo à união entre organizações de deficientes para a luta em defesa dos seus direitos e à sensibilização da sociedade, nomeadamente da comunicação social, a quem cabe dar visibilidade aos seus problemas e à sua luta.
A afirmação foi feita no Forum, domingo à tarde, durante o debate sobre o Ano Internacional do Deficiente, criado devido «à falta de sensibilização que existe nas sociedades para o problema», segundo Humberto Santos, na mesa acompanhado de Manuel Subtil e Ilda Figueiredo.
De facto, a deficiência assume foros dramáticos, conforme indicam os números: 600 milhões de pessoas deficientes em todo o mundo – 82 por cento das quais nos países menos desenvolvidos –, 35 milhões na Europa e um milhão em Portugal, «com tendência para aumentar». Mas os governos continuam, indiferentes, a tomar medidas paliativas que não favorecem de forma alguma a inserção da pessoa deficiente na sociedade, que entretanto, por falta de sensibilização, os discrimina.
Designadamente em Portugal, no decurso deste Ano Internacional do Deficiente, «o Governo não está a cumprir minimamente o que foi definido» nem os quadros legais que existem, trata as questões da pessoa deficiente sempre em legislação à parte, toma as suas iniciativas «em função da agenda mediática».
Ilda Figueiredo, na sua intervenção, deu porém nota do que os deputados do PCP no Parlamento Europeu têm feito, apesar de serem apenas dois. «Pedimos meças aos outros partidos», disse, referindo concretamente alguns relatórios por si elaborados.
O problema, denunciou, é que a resolução dos problemas dos deficientes «choca com os interesses do capitalismo», essa uma das razões por que os vários governos não querem aprovar a directiva que obriga ao cumprimento do artigo 13 dos Direitos Humanos para as pessoas com deficiência.
As denúncias não vieram, porém, apenas da mesa. Um conjunto de pessoas presentes no debate, muitas delas portadoras de deficiência, fizeram questão de ir ao microfone, dar o seu testemunho. Um testemunho gritante e comovente que terminou num apelo à união entre organizações de deficientes para a luta em defesa dos seus direitos e à sensibilização da sociedade, nomeadamente da comunicação social, a quem cabe dar visibilidade aos seus problemas e à sua luta.