Milhões para ricos
O governo norte americano revelou, no sábado, um plano de 700 mil milhões de dólares que permitirá aos bancos e outras instituições financeiras descarregar no Estado os seus activos fortemente desvalorizados.
Estado compra dívidas dos grupos financeiros
Depois de ter intervencionado gigantes do sector financeiro e patrocinado a compra de entidades privadas falidas, a administração Bush adoptou o maior plano de sempre para sanear a contabilidade dos bancos e outras instituições de crédito e investimento à beira da ruptura.
Segundo a Associated Press, o governo norte-americano terá poderes alargados para comprar as dívidas de qualquer entidade financeira nos próximos dois anos. Para tanto deverá aumentar o limite da dívida nacional fixada por lei de 10 600 mil milhões de dólares para 11 300 mil milhões de dólares. A diferença de 700 mil milhões de dólares (500 mil milhões de euros), mais de duas vezes o PIB de Portugal, irá subvencionar a alta finança que jogou forte nos últimos anos em operações especulativas.
No plano, de acordo com a mesma fonte, não há qualquer referência a contrapartidas devidas ao Estado por parte das empresas beneficiárias da ajuda pública. Mas pior que isso, é o facto de a administração Bush, tão solícita com os banqueiros, não revelar qualquer preocupação com os milhões de famílias que já perderam as suas casas ou que estão em perigo de as perder por não poderem suportar os crescentes encargos com as hipotecas.
Em tempo de campanha eleitoral, esta insensibilidade de Bush não passou despercebida aos democratas, os quais, embora manifestando acordo geral com o plano, sugerem alguns retoques de carácter social.
Chuck Shumer, senador democrata de Nova Iorque, lamentou que no pacote do governo não haja «nenhuma protecção para os contribuintes e proprietários», desejando que se incluam medidas de apoio às famílias que não podem pagar as prestações com vista a evitar que percam as casas.
Sobre o mesmo tema, o candidato presidencial Barack Obama clamou, no sábado, que não basta ajudar Wall Street, é preciso também olhar pela população americana. «Temos de nos assegurar que o plano de salvamento não irá beneficiar certas empresas em particular ou operadores irresponsáveis e gestores que contribuíram para criar o caos».
Segundo a Associated Press, o governo norte-americano terá poderes alargados para comprar as dívidas de qualquer entidade financeira nos próximos dois anos. Para tanto deverá aumentar o limite da dívida nacional fixada por lei de 10 600 mil milhões de dólares para 11 300 mil milhões de dólares. A diferença de 700 mil milhões de dólares (500 mil milhões de euros), mais de duas vezes o PIB de Portugal, irá subvencionar a alta finança que jogou forte nos últimos anos em operações especulativas.
No plano, de acordo com a mesma fonte, não há qualquer referência a contrapartidas devidas ao Estado por parte das empresas beneficiárias da ajuda pública. Mas pior que isso, é o facto de a administração Bush, tão solícita com os banqueiros, não revelar qualquer preocupação com os milhões de famílias que já perderam as suas casas ou que estão em perigo de as perder por não poderem suportar os crescentes encargos com as hipotecas.
Em tempo de campanha eleitoral, esta insensibilidade de Bush não passou despercebida aos democratas, os quais, embora manifestando acordo geral com o plano, sugerem alguns retoques de carácter social.
Chuck Shumer, senador democrata de Nova Iorque, lamentou que no pacote do governo não haja «nenhuma protecção para os contribuintes e proprietários», desejando que se incluam medidas de apoio às famílias que não podem pagar as prestações com vista a evitar que percam as casas.
Sobre o mesmo tema, o candidato presidencial Barack Obama clamou, no sábado, que não basta ajudar Wall Street, é preciso também olhar pela população americana. «Temos de nos assegurar que o plano de salvamento não irá beneficiar certas empresas em particular ou operadores irresponsáveis e gestores que contribuíram para criar o caos».