A torre do «tio» Belmiro

Enquanto aos trabalhadores e reformados são impostos sacrifícios pesados, alegando as dificuldades financeiras da Segurança Social, «para as negociatas com o sr. eng. Belmiro de Azevedo o dinheiro não falta», protesta o STFPSA/CGTP-IN.
O sindicato emitiu na semana passada uma nota de imprensa, chamando a atenção para a prática de «dois pesos e duas medidas», agora revelada no quadro de um processo de concentração de competências e estruturas da Segurança Social.

Concentrar está a dar

Este é um processo inverso ao que teve lugar em 1996, com o Governo PS de António Guterres, que desconcentrou a estrutura dos serviços e transferiu algumas competências para o nível distrital. «Doze anos volvidos, o Governo PS/Sócrates esvazia tudo o que em matéria de Segurança Social havia sido descentralizado depois da Revolução de Abril», critica o sindicato da Função Pública do Sul e Açores. O Instituto da Segurança Social, que assegura a gestão do sistema, «foi autorizado, por despacho do Ministério do Trabalho, a adquirir um edifício para concentrar todos os serviços públicos de Segurança Social existentes na cidade de Lisboa». Conta ainda o STFPSA que, no âmbito desta re-concentração, está preconizada «a alienação do património da Segurança Social em Lisboa e a compra de uma torre, ainda em construção, frente ao Estádio da Luz». Significa tal que «vende-se ao desbarato o património, para ir entregar ao sr. Belmiro de Azevedo milhões de euros, pela compra da dita torre». O sindicato conclui que «os recursos financeiros da Segurança Social, constituídos pelo dinheiro dos trabalhadores, são assim esbanjados de forma indigna» e que «é fácil perceber quem fica a ganhar, em detrimento dos direitos dos trabalhadores, e de quem são os interesses defendidos por Sócrates e o seu Governo».


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