Fonseca Ferreira assina duas vezes
A mesma assinatura, de António Fonseca Ferreira, surge duas vezes na publicação oficial de uma nova reprogramação financeira do contrato-programa para «requalificação urbana e valorização ambiental de Tomar». Nos três signatários que figuram no Diário da República (28 de Julho, N.º 144, 2.ª série, pág. 33427), aquele responsável surge no papel de presidente da Comissão de Coordenação e Desenvovimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, em representação do Estado, que atribui o financiamento, e também como presidente do conselho de administração da TomarPolis. a sociedade de capitais públicos que executa as acções previstas no contrato-programa.
Para o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, esta «escandaleira» constitui «mais uma flagrante promiscuidade de funções, com utilização de dinheiros públicos». O STFPSA/CGTP-IN escreveu, no dia 1 de Agosto, ao ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, solicitando «a clarificação que considerar pertinente» sobre uma «situação que se afigura de duvidosa legalidade e ética».
Sem resposta de Nunes Correia, o sindicato emitiu segunda-feira uma nota à comunicação social, antecipando que, «ainda que mais uma vez o Governo do eng.º Sócrates venha a recorrer a expedientes jurídicos para justificar a legalidade da manobra, como é seu hábito, a censura ética não pode deixar de ser feita». Anteontem, o sindicato emitiu nova nota, insurgindo-se contra o silêncio em torno deste caso, salientando que «em causa estão só 1.848.297 euros do erário público» e que a denúncia pública «não teve eco na comunicação social».
António Fonseca Ferreira é presidente da CCDR-LVT desde Maio de 1998 (ainda era designada CCR) e preside igualmente a outros conselhos de administração de sociedades Polis.
Para o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, esta «escandaleira» constitui «mais uma flagrante promiscuidade de funções, com utilização de dinheiros públicos». O STFPSA/CGTP-IN escreveu, no dia 1 de Agosto, ao ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, solicitando «a clarificação que considerar pertinente» sobre uma «situação que se afigura de duvidosa legalidade e ética».
Sem resposta de Nunes Correia, o sindicato emitiu segunda-feira uma nota à comunicação social, antecipando que, «ainda que mais uma vez o Governo do eng.º Sócrates venha a recorrer a expedientes jurídicos para justificar a legalidade da manobra, como é seu hábito, a censura ética não pode deixar de ser feita». Anteontem, o sindicato emitiu nova nota, insurgindo-se contra o silêncio em torno deste caso, salientando que «em causa estão só 1.848.297 euros do erário público» e que a denúncia pública «não teve eco na comunicação social».
António Fonseca Ferreira é presidente da CCDR-LVT desde Maio de 1998 (ainda era designada CCR) e preside igualmente a outros conselhos de administração de sociedades Polis.