Vitórias e lutas na aviação

Evitar a desregulamentação das relações laborais, para garantir a preservação dos direitos de todos os trabalhadores, foi o objectivo central da luta desenvolvida na TAP e na SPdH/Groundforce, o qual «ficou clara e cabalmente garantido» no «protocolo de entendimento e de actuação» assinado dia 15, permitindo a desconvocação de todas as formas de luta em curso nas duas empresas.
«Este protocolo não resolve todos os problemas que carecem de solução, mas é claramente a materialização de uma vitória na primeira etapa deste caminho», consideram os cinco sindicatos que promoveram a luta. O Sitava/CGTP-IN, o Sima, o Sintac, o SQAC e o STHA, num comunicado conjunto que emitiram dia 17, realçam que «a união histórica e esmagadora obrigou, literalmente, o CA da TAP-SPdH a recuar em todos os pontos». «Se tivéssemos ficado calados e quietos, separados e amedrontados com as loas dos prejuízos incomportáveis e ameaças de despedimentos, estamos convictos de que “outro galo cantaria” e não seria para o nosso lado», comentam os sindicatos.
Sem acordo terminou, dia 18, uma reunião com o presidente da TAP, para discutir a actualização salarial que a empresa afirma não ser possível. Uma nova reunião foi marcada para ontem.
Contra a segmentação da SATA Air Açores, o Sitava mantém a convocação de greves de duas horas, nos dias 30 e 31 de Julho, e 1, 4 e 5 de Agosto, bem como ao trabalho suplementar, entre 30 de Julho e 10 de Agosto.


Mais artigos de: Trabalhadores

À pressa e pela calada

O Governo e a maioria PS na AR querem evitar que a revisão do Código do Trabalho seja discutida amplamente, acusa a CGTP-IN, que insiste em alargar o esclarecimento e a mobilização dos trabalhadores, ainda na época de férias e logo nos primeiros dias de Setembro.

A pior legislação de sempre

Dirigentes e delegados da Frente Comum concentraram-se em protesto, dia 18, diante da Assembleia da República. Após uma sessão de «canto livre», deram um parecer negativo ao novo regime de contrato laboral em funções públicas.

Greves foram legais

O Tribunal da Relação de Évora rejeitou a pretensão da CP de considerar ilegais três pré-avisos de greve e condenou a empresa a devolver aos trabalhadores os dias descontados e a retirar as faltas injustificadas.

Horários sem negociação

Num comunicado de dia 17, a Federação Nacional dos Professores tomou posição sobre as alterações aos horários dos professores do 2.º Ciclo do Ensino Básico, que o Ministério da Educação pretende introduzir no início do próximo ano lectivo, em Setembro. A Fenprof denunciou a «ausência de negociação sobre a matéria em...