É política senhores!
O candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, está em visita ao Médio Oriente e à Europa.
O «boneco do dia» que na passada terça-feira ilustrava num diário português a deslocação e a passagem pelo Iraque falava por si: o candidato num helicóptero da força aérea dos EUA com o general Petreaus, o principal responsável militar pelas tropas de ocupação norte-americanas no Iraque, em amena risota e cavaqueira depois de, num discurso que precedeu a sua visita, ter elogiado o trabalho do próprio Petreaus e das forças de ocupação.
Reconhecendo a subjectividade da anterior afirmação, pelo menos na parte do passeio na referida aeronave, e porque sabemos que ficando por aqui seríamos imediatamente brindados com acusações de má vontade, sectarismo, anti-americanismo, e de não perceber peva de estratégias eleitorais, resolvemos deixar ao leitor e a alguns que se enfurecem com algumas verdades escritas no Avante! alguns contributos para a reflexão sobre a forma como olha a candidatura de Obama para vários assuntos importantes da situação internacional.
Afeganistão: Obama pensa que a guerra em curso «deve ser o objectivo principal dos EUA, a frente central da luta contra o terrorismo» e por isso defende «mais tropas, mais helicópteros, mais satélites, mais aviões teleguiados “predator” e o aumento do esforço militar dos parceiros da NATO». E pra já! Palestina: Já não é de agora a sua já célebre declaração de fidelidade indiscutível a Israel, feita perante o mais poderoso lobby israelita nos EUA e a sua afirmação – que conseguiu ir mais longe que o discurso dos próprios falcões israelitas – da «indivisibilidade de Jerusalém como capital de Israel». Iraque: Obama foi passo a passo recuando no seu apaixonado ímpeto inicial da retirada imediata das tropas e defende agora «“uma retirada responsável e progressiva» feita a um ritmo «ditado pela segurança das nossas tropas e pela necessidade de manter a estabilidade». E avança mais, ou melhor recua mais: ficarão tropas para defender as instalações norte-americanas e para treinar e apoiar as forças de segurança admitindo ainda o reenvio de tropas se a situação se deteriorar.
De facto a referência ao passeio de helicóptero era desnecessária… tudo o resto é da autoria de Obama. Qual estratégia eleitoral, é política senhores! Política imperialista!
O «boneco do dia» que na passada terça-feira ilustrava num diário português a deslocação e a passagem pelo Iraque falava por si: o candidato num helicóptero da força aérea dos EUA com o general Petreaus, o principal responsável militar pelas tropas de ocupação norte-americanas no Iraque, em amena risota e cavaqueira depois de, num discurso que precedeu a sua visita, ter elogiado o trabalho do próprio Petreaus e das forças de ocupação.
Reconhecendo a subjectividade da anterior afirmação, pelo menos na parte do passeio na referida aeronave, e porque sabemos que ficando por aqui seríamos imediatamente brindados com acusações de má vontade, sectarismo, anti-americanismo, e de não perceber peva de estratégias eleitorais, resolvemos deixar ao leitor e a alguns que se enfurecem com algumas verdades escritas no Avante! alguns contributos para a reflexão sobre a forma como olha a candidatura de Obama para vários assuntos importantes da situação internacional.
Afeganistão: Obama pensa que a guerra em curso «deve ser o objectivo principal dos EUA, a frente central da luta contra o terrorismo» e por isso defende «mais tropas, mais helicópteros, mais satélites, mais aviões teleguiados “predator” e o aumento do esforço militar dos parceiros da NATO». E pra já! Palestina: Já não é de agora a sua já célebre declaração de fidelidade indiscutível a Israel, feita perante o mais poderoso lobby israelita nos EUA e a sua afirmação – que conseguiu ir mais longe que o discurso dos próprios falcões israelitas – da «indivisibilidade de Jerusalém como capital de Israel». Iraque: Obama foi passo a passo recuando no seu apaixonado ímpeto inicial da retirada imediata das tropas e defende agora «“uma retirada responsável e progressiva» feita a um ritmo «ditado pela segurança das nossas tropas e pela necessidade de manter a estabilidade». E avança mais, ou melhor recua mais: ficarão tropas para defender as instalações norte-americanas e para treinar e apoiar as forças de segurança admitindo ainda o reenvio de tropas se a situação se deteriorar.
De facto a referência ao passeio de helicóptero era desnecessária… tudo o resto é da autoria de Obama. Qual estratégia eleitoral, é política senhores! Política imperialista!