Fósseis
Ferreira Fernandes e Alberto Gonçalves (FF e AG) são dois cronistas-tipo da nova ordem comunicacional e operam no Diário de Notícias.
AG celebriza-se aos domingos com textos laboriosamente extraídos das profundezas do reaccionarismo profundo. Quanto a FF, exibe iguais qualidades aos domingos e dias úteis, tendo atingido o cume da celebridade ao introduzir, no recente debate sobre a aparência de Ingrid Betancourt, a já denominada «tese da engorda»: quando algumas pessoas manifestaram surpresa pelo facto de a senhora (em vez de escanzelada e famélica, como todos os DN do planeta nos garantiram que estava) ter aparecido gorda e a vender saúde e energia, FF explicou que a senhora foi propositadamente engordada pelos seus captores para que estes «ficassem bem na fotografia». Sublime!
Propagandistas que são de Uribe – presidente graças ao suborno e ao narcotráfico, assassino e mandante de assassinos peritos na caça a sindicalistas, comunistas e outros democratas – FF e AG lambem os beiços a cada colombiano assassinado e sonham com o Portugal de antes do 25 de Abril...
Um domingo destes, um destes dois, num texto à maneira comum aos dois – baixo, sujo, sórdido, abjecto – disparou sobre o PCP e a Festa do Avante! meia dúzia de rajadas baixas, sujas, sórdidas, abjectas.
O Avante!, em meia dúzia de linhas e identificando o autor por «fóssil», deu o devido destino à suja prosa.
Dias depois, saltou FF interrogando-se sobre quem seria o «fóssil» e concluindo com conhecimento de causa: fóssil que escreve aos domingos no DN, só posso ser eu...
Depois, certamente lembrando-se que de fósseis está o DN cheio e que um desses, em concreto, ali fossiliza em condições e modos semelhantes aos seus, acrescentou: eu, ou o AG que também é fóssil e também escreve aos domingos.
Esta atenção de FF sensibilizou AG, que logo acorreu a confirmar a conclusão do colega e a acrescentar-lhe outros motivos de orgulho: à qualidade de fóssil, AG juntou as de «biltre ou bandalho» - certeiro, como o dominical texto exuberantemente confirmava.
Deixemo-los, então, entregues a si próprios: fósseis por vocação e «biltres ou bandalhos» por vontade própria.
AG celebriza-se aos domingos com textos laboriosamente extraídos das profundezas do reaccionarismo profundo. Quanto a FF, exibe iguais qualidades aos domingos e dias úteis, tendo atingido o cume da celebridade ao introduzir, no recente debate sobre a aparência de Ingrid Betancourt, a já denominada «tese da engorda»: quando algumas pessoas manifestaram surpresa pelo facto de a senhora (em vez de escanzelada e famélica, como todos os DN do planeta nos garantiram que estava) ter aparecido gorda e a vender saúde e energia, FF explicou que a senhora foi propositadamente engordada pelos seus captores para que estes «ficassem bem na fotografia». Sublime!
Propagandistas que são de Uribe – presidente graças ao suborno e ao narcotráfico, assassino e mandante de assassinos peritos na caça a sindicalistas, comunistas e outros democratas – FF e AG lambem os beiços a cada colombiano assassinado e sonham com o Portugal de antes do 25 de Abril...
Um domingo destes, um destes dois, num texto à maneira comum aos dois – baixo, sujo, sórdido, abjecto – disparou sobre o PCP e a Festa do Avante! meia dúzia de rajadas baixas, sujas, sórdidas, abjectas.
O Avante!, em meia dúzia de linhas e identificando o autor por «fóssil», deu o devido destino à suja prosa.
Dias depois, saltou FF interrogando-se sobre quem seria o «fóssil» e concluindo com conhecimento de causa: fóssil que escreve aos domingos no DN, só posso ser eu...
Depois, certamente lembrando-se que de fósseis está o DN cheio e que um desses, em concreto, ali fossiliza em condições e modos semelhantes aos seus, acrescentou: eu, ou o AG que também é fóssil e também escreve aos domingos.
Esta atenção de FF sensibilizou AG, que logo acorreu a confirmar a conclusão do colega e a acrescentar-lhe outros motivos de orgulho: à qualidade de fóssil, AG juntou as de «biltre ou bandalho» - certeiro, como o dominical texto exuberantemente confirmava.
Deixemo-los, então, entregues a si próprios: fósseis por vocação e «biltres ou bandalhos» por vontade própria.