Antigo procurador-geral admite torturas
O ex-procurador-geral dos Estados Unidos, John Ashcroft, reconheceu, no dia 18, que durante os anos em que ocupou aquele cargo teve conhecimento de pelos menos três casos de interrogatórios em que os visados foram sujeitos a «afogamento simulado».
Respondendo perante a Comissão de Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes, encarregada de investigar as praticas de tortura da CIA sobre prisioneiros estrangeiros, Ashcroft tentou, no entanto, desvalorizar tais actos, alegando que, tal como foi definida esta prática na altura, «não se podia considerá-la como tortura».
De resto, foi o próprio Ashcroft, como responsável do Departamento de Justiça, que aprovou directivas internas que «legalizaram» esta «técnica» de interrogatório entre 2002 e 2003. Nesses documentos, o conceito de tortura foi definido de forma vaga, como «um acto extremo» causador de uma «dor similar à morte» ou à «falha de um órgão vital».
Práticas como o desnudamento, ameaças com cães ou a simulação de afogamento ficavam assim excluídas do crime de tortura. Mais tarde, quando o escândalo rebentou, o governo norte-americano foi obrigado a retirar estas directivas. «Tornou-se evidente, com o passar do tempo, que havia questões problemáticas nelas», disse Ashcroft admitindo haver «argumentos legais erróneos» nos textos que aprovou.
Contudo, confirmando que os objectivos de Washington não se compadecem com questões de legalidade, o antigo procurador-geral fez questão de salientar que estas «técnicas foram altamente valiosas». «O valor da informação recolhida através do uso destas técnicas de interrogatório eram muito maior do que através de outros métodos», explicou Ashcroft, que dirigiu o Departamento de Justiça entre 2001 e 2005.
Respondendo perante a Comissão de Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes, encarregada de investigar as praticas de tortura da CIA sobre prisioneiros estrangeiros, Ashcroft tentou, no entanto, desvalorizar tais actos, alegando que, tal como foi definida esta prática na altura, «não se podia considerá-la como tortura».
De resto, foi o próprio Ashcroft, como responsável do Departamento de Justiça, que aprovou directivas internas que «legalizaram» esta «técnica» de interrogatório entre 2002 e 2003. Nesses documentos, o conceito de tortura foi definido de forma vaga, como «um acto extremo» causador de uma «dor similar à morte» ou à «falha de um órgão vital».
Práticas como o desnudamento, ameaças com cães ou a simulação de afogamento ficavam assim excluídas do crime de tortura. Mais tarde, quando o escândalo rebentou, o governo norte-americano foi obrigado a retirar estas directivas. «Tornou-se evidente, com o passar do tempo, que havia questões problemáticas nelas», disse Ashcroft admitindo haver «argumentos legais erróneos» nos textos que aprovou.
Contudo, confirmando que os objectivos de Washington não se compadecem com questões de legalidade, o antigo procurador-geral fez questão de salientar que estas «técnicas foram altamente valiosas». «O valor da informação recolhida através do uso destas técnicas de interrogatório eram muito maior do que através de outros métodos», explicou Ashcroft, que dirigiu o Departamento de Justiça entre 2001 e 2005.