EUA apertam cerco
A secretária de Estado norte-americana deu ao Irão duas semanas para interromper o seu programa nuclear. O ultimato de Condoleezza Rice avoluma a incerteza sobre um eventual ataque contra o país no contexto da imposição de novas sanções económicas.
Os responsáveis israelitas não se coíbem de acicatar os ânimos
O tom ameaçador e a escalada agressiva contra o Irão, tal como a respeito de outras matérias de fundo quer na política externa, quer na política interna, une, no fundamental Democratas e Republicanos nos EUA. Prova disso é o acordo entre as duas bancadas para a aprovação no Senado de um projecto de lei que visa sancionar economicamente a nação persa e todas as entidades que com ela tenham relações comerciais.
De acordo com o documento, as empresas norte-americanas ficam impedidas de investir em homólogas iranianas que operem no sector dos combustíveis fósseis ou da tecnologia de ponta.
O texto acrescenta ainda à lista já existente no Departamento do Tesouro várias personalidades e instituições cujos bens transaccionáveis e depósitos podem ser congelados por manterem negócios com o governo de Teerão, e proíbe as administrações estatais e locais da América do Norte de estabelecerem negócios com empresas que invistam mais de 20 milhões de dólares no petróleo e gás do Irão ou, no caso das entidades bancárias, concedam semelhante valor em forma de crédito.
Manobras
Enquanto por um lado se afivela o cerco económico ao Irão, no campo militar surgem informações contraditórias sobre a possível preparação de um ataque militar contra o país médio oriental, o qual, de acordo com notícias vindas a público na semana passada, seria conduzido por Israel, com a cobertura diplomática e logística de Washington, mas sem um envolvimento de peso das forças armadas dos EUA na operação.
Segundo o britânico Sunday Times, que cita fonte anónima do Pentágono, o presidente George W. Bush já terá mesmo dado «luz amarela» a Telavive para um eventual ataque, o que significa, diz o jornal, que Israel se deve preparar para uma série de bombardeamentos de longo alcance contra o Irão.
Contrariamente, o Washington Post garante que a Casa Branca não vai permitir que os caças israelitas sobrevoem o espaço aéreo do Iraque, facto que, a confirmar-se, impediria qualquer campanha militar.
Certo é que os responsáveis israelitas não se coíbem de acicatar os ânimos das potências do eixo transatlântico contra o Irão. Ainda a semana passada, o embaixador de Israel junto da administração Bush, Salai Meridor, disse ao Post que são necessárias medidas drásticas e que o tempo urge, muito embora tenha negado qualquer preparação para a guerra.
Acresce a tudo isto que alguns órgãos de comunicação iraquianos garantem que a força aérea israelita há mais de um mês que realiza voos sobre o Iraque, usando mesmo as bases norte-americanas no território como plataforma. Israel e os EUA negam estas notícias.
De acordo com o documento, as empresas norte-americanas ficam impedidas de investir em homólogas iranianas que operem no sector dos combustíveis fósseis ou da tecnologia de ponta.
O texto acrescenta ainda à lista já existente no Departamento do Tesouro várias personalidades e instituições cujos bens transaccionáveis e depósitos podem ser congelados por manterem negócios com o governo de Teerão, e proíbe as administrações estatais e locais da América do Norte de estabelecerem negócios com empresas que invistam mais de 20 milhões de dólares no petróleo e gás do Irão ou, no caso das entidades bancárias, concedam semelhante valor em forma de crédito.
Manobras
Enquanto por um lado se afivela o cerco económico ao Irão, no campo militar surgem informações contraditórias sobre a possível preparação de um ataque militar contra o país médio oriental, o qual, de acordo com notícias vindas a público na semana passada, seria conduzido por Israel, com a cobertura diplomática e logística de Washington, mas sem um envolvimento de peso das forças armadas dos EUA na operação.
Segundo o britânico Sunday Times, que cita fonte anónima do Pentágono, o presidente George W. Bush já terá mesmo dado «luz amarela» a Telavive para um eventual ataque, o que significa, diz o jornal, que Israel se deve preparar para uma série de bombardeamentos de longo alcance contra o Irão.
Contrariamente, o Washington Post garante que a Casa Branca não vai permitir que os caças israelitas sobrevoem o espaço aéreo do Iraque, facto que, a confirmar-se, impediria qualquer campanha militar.
Certo é que os responsáveis israelitas não se coíbem de acicatar os ânimos das potências do eixo transatlântico contra o Irão. Ainda a semana passada, o embaixador de Israel junto da administração Bush, Salai Meridor, disse ao Post que são necessárias medidas drásticas e que o tempo urge, muito embora tenha negado qualquer preparação para a guerra.
Acresce a tudo isto que alguns órgãos de comunicação iraquianos garantem que a força aérea israelita há mais de um mês que realiza voos sobre o Iraque, usando mesmo as bases norte-americanas no território como plataforma. Israel e os EUA negam estas notícias.