Denunciar ilegalidades e valorizar vitórias
No último número do seu boletim Força do Trabalho, o Sector de Empresas de Loures do PCP analisa vários processos de luta em curso em várias empresas do concelho.
Nas empresas do concelho de Loures, a luta de classes é intensa
Na Gráfica Mirandela, afirma-se, «os trabalhadores é que estão a pagar a factura dos maus investimentos da administração. Há cerca de um ano que não lhes é pago trabalho suplementar, subsídios de turno e alimentação, desde Abril os salários são pagos a prestações».
Na Caetano Auto (ex-Salvador Caetano), «a administração não gosta de sindicatos nem de sindicalistas». A liberdade de organização sindical «fica à porta», garante o PCP. No Prior Velho, denuncia-se no boletim, a distribuição de documentos e o contacto com os trabalhadores é proibida dentro da empresa. As instalações de Sacavém encerraram há quase dois anos. Por lá ficou um trabalhador, por sinal o delegado sindical.
Na Havione, do sector químico e farmacêutico, a administração «decidiu pôr o carro à frente dos bois», agindo como se as alterações ao Código do Trabalho defendidas pelo Governo e patronato estivessem em vigor e o contrato colectivo do sector estivesse caducado. «Fazendo uso do Contrato Colectivo de Trabalho assinado pela UGT não quer pagar como trabalho suplementar o trabalho prestado aos feriados».
O boletim não esquece a situação na Saint-Gobain Sekurit, onde os trabalhadores conquistaram um novo acordo salarial de 0,7 por cento acima da inflação efectivamente verificada. Foram também acordadas actualizações do subsídio de trabalho ao fim-de-semana e prémios de turno. O patronato pretendia negociar apenas com base na inflação prevista, lembra o PCP. Mas a «determinação para a luta dos trabalhadores, que já tinham convocado uma greve de dois dias, obrigou a administração a recuar».
Na Dyrup, lê-se também no boletim, a Comissão Sindical obrigou, através do Ministério do Trabalho, a administração a «sentar-se à mesa para discutir os actos abusivos praticados na empresa». Segundo o acordo alcançado, a partir de agora a empresa «não voltará a colocar impedimentos à participação de qualquer dirigente sindical em reuniões e plenários com os trabalhadores» e passa a reconhecer que os direitos consagrados no contrato colectivo estão em vigor. A Comissão Sindical deu aval, entretanto, à actualização salarial de 2,5 por cento, garantindo um aumento mínimo de 45 euros.
Finalmente, na Valorsul, foi possível chegar a acordo salarial para 2008, com aumentos base de 2,75 por cento, após o arrastamento das negociações por parte da administração.
Na Caetano Auto (ex-Salvador Caetano), «a administração não gosta de sindicatos nem de sindicalistas». A liberdade de organização sindical «fica à porta», garante o PCP. No Prior Velho, denuncia-se no boletim, a distribuição de documentos e o contacto com os trabalhadores é proibida dentro da empresa. As instalações de Sacavém encerraram há quase dois anos. Por lá ficou um trabalhador, por sinal o delegado sindical.
Na Havione, do sector químico e farmacêutico, a administração «decidiu pôr o carro à frente dos bois», agindo como se as alterações ao Código do Trabalho defendidas pelo Governo e patronato estivessem em vigor e o contrato colectivo do sector estivesse caducado. «Fazendo uso do Contrato Colectivo de Trabalho assinado pela UGT não quer pagar como trabalho suplementar o trabalho prestado aos feriados».
O boletim não esquece a situação na Saint-Gobain Sekurit, onde os trabalhadores conquistaram um novo acordo salarial de 0,7 por cento acima da inflação efectivamente verificada. Foram também acordadas actualizações do subsídio de trabalho ao fim-de-semana e prémios de turno. O patronato pretendia negociar apenas com base na inflação prevista, lembra o PCP. Mas a «determinação para a luta dos trabalhadores, que já tinham convocado uma greve de dois dias, obrigou a administração a recuar».
Na Dyrup, lê-se também no boletim, a Comissão Sindical obrigou, através do Ministério do Trabalho, a administração a «sentar-se à mesa para discutir os actos abusivos praticados na empresa». Segundo o acordo alcançado, a partir de agora a empresa «não voltará a colocar impedimentos à participação de qualquer dirigente sindical em reuniões e plenários com os trabalhadores» e passa a reconhecer que os direitos consagrados no contrato colectivo estão em vigor. A Comissão Sindical deu aval, entretanto, à actualização salarial de 2,5 por cento, garantindo um aumento mínimo de 45 euros.
Finalmente, na Valorsul, foi possível chegar a acordo salarial para 2008, com aumentos base de 2,75 por cento, após o arrastamento das negociações por parte da administração.