Defender o emprego
Duas centenas e meia de pessoas, militantes e simpatizantes do PCP, participaram no domingo, em Peniche, no almoço de Verão, que contou com a presença de Jerónimo de Sousa.
O PCP tem propostas para defender os sectores tradicionais
A difícil situação social do distrito de Leiria, e do concelho de Peniche em particular, estiveram presentes na intervenção do secretário-geral do Partido. Jerónimo de Sousa referiu-se à chamada «crise dos produtos alimentares», afirmando que esta revela o que o PCP sempre disse quando defendia a «necessidade imperiosa de Portugal garantir a sua soberania alimentar e a necessidade de defender os sectores produtivos nacionais».
E acusou o Governo de «continuar o mesmo caminho do abate da frota pesqueira em ritmo acelerado, da liquidação de explorações agrícolas e das falências em crescendo nos outros sectores». No que respeita à pesca, sector fundamental da economia do concelho de Peniche, e apesar de o País ter um «brutal défice entre o peixe que consome e o peixe que pesca a sua frota», avaliado em cerca de 900 milhões de euros, prossegue a política de abate de barcos.
O secretário-geral do PCP estendeu as críticas à política agrícola do Governo, acusando-o de agravar, no plano interno, as já pesadas consequências da PAC. Em sua opinião, o Governo fala como se fosse da responsabilidade dos agricultores o «aumento brutal dos preços dos bens alimentares». Sendo verdade que a generalidade dos portugueses está a pagar mais cara a sua alimentação, não o é menos que os agricultores cada vez recebem menos. Entre a lavoura e os consumidores há uma grande rede de intermediários, denunciou Jerónimo de Sousa.
Indústria em declínio
Antes do secretário-geral do PCP, já Rui Raposo, da Comissão Concelhia de Peniche, tinha realçado a «fragilidade» do aparelho produtivo no distrito. Esta, em sua opinião, reflecte-se no progressivo encerramento das empresas da indústria. E realçou os casos mais recentes, da VitroIbérica, na Marinha Grande, da Secla, nas Caldas da Rainha, e da Terserra, em Castanheira de Pêra.
E, como os encerramentos não parecem ficar por aqui, o dirigente local do Partido sublinhou que a situação em todo o sector da cerâmica é preocupante, «com evidentes perigos para a indústria tradicional e para as centenas de postos de trabalho que dela dependem».
Assim, e contrariamente ao que o Governo e o grande capital defendem, não é a precariedade, os baixos salários e a redução de direitos dos trabalhadores que torna as empresas mais competitivas. A prova está na situação na cerâmica, onde, «apesar da exploração desenfreada dos trabalhadores, as empresas não têm perspectivas de futuro».
Para fazer face ao agravar da situação do distrito, o PCP apresentou um conjunto de propostas e urgentes em defesa do sector do vidro manual e da cerâmica decorativa e para o lar, sublinhou Rui Raposo.
E acusou o Governo de «continuar o mesmo caminho do abate da frota pesqueira em ritmo acelerado, da liquidação de explorações agrícolas e das falências em crescendo nos outros sectores». No que respeita à pesca, sector fundamental da economia do concelho de Peniche, e apesar de o País ter um «brutal défice entre o peixe que consome e o peixe que pesca a sua frota», avaliado em cerca de 900 milhões de euros, prossegue a política de abate de barcos.
O secretário-geral do PCP estendeu as críticas à política agrícola do Governo, acusando-o de agravar, no plano interno, as já pesadas consequências da PAC. Em sua opinião, o Governo fala como se fosse da responsabilidade dos agricultores o «aumento brutal dos preços dos bens alimentares». Sendo verdade que a generalidade dos portugueses está a pagar mais cara a sua alimentação, não o é menos que os agricultores cada vez recebem menos. Entre a lavoura e os consumidores há uma grande rede de intermediários, denunciou Jerónimo de Sousa.
Indústria em declínio
Antes do secretário-geral do PCP, já Rui Raposo, da Comissão Concelhia de Peniche, tinha realçado a «fragilidade» do aparelho produtivo no distrito. Esta, em sua opinião, reflecte-se no progressivo encerramento das empresas da indústria. E realçou os casos mais recentes, da VitroIbérica, na Marinha Grande, da Secla, nas Caldas da Rainha, e da Terserra, em Castanheira de Pêra.
E, como os encerramentos não parecem ficar por aqui, o dirigente local do Partido sublinhou que a situação em todo o sector da cerâmica é preocupante, «com evidentes perigos para a indústria tradicional e para as centenas de postos de trabalho que dela dependem».
Assim, e contrariamente ao que o Governo e o grande capital defendem, não é a precariedade, os baixos salários e a redução de direitos dos trabalhadores que torna as empresas mais competitivas. A prova está na situação na cerâmica, onde, «apesar da exploração desenfreada dos trabalhadores, as empresas não têm perspectivas de futuro».
Para fazer face ao agravar da situação do distrito, o PCP apresentou um conjunto de propostas e urgentes em defesa do sector do vidro manual e da cerâmica decorativa e para o lar, sublinhou Rui Raposo.