Aviação em luta
Durante todo o mês de Julho, o pessoal de terra da TAP e da SPdH recusa trabalho suplementar e trocas de horário, faz greves parciais durante duas semanas e uma greve total no dia 19, antecedida de uma concentração, em Lisboa, no dia 16.
No dia 19 a greve será total
«Os trabalhadores recusam o congelamento salarial e só a solução desta situação poderá concorrer para diálogos mais alargados», afirma-se num comunicado conjunto do Sitava/CGTP-IN, do SIMA, do Sintac e do SQAC. Os sindicatos, que na semana passada reafirmaram o recurso às formas de luta, recordaram que estas foram aprovadas no dia 18 de Junho, numa concentração de trabalhadores, mas neste período a administração revelou «insensibilidade» quanto à reivindicação de uma correcção imediata dos salários.
Nesse comunicado, emitido dia 2, os sindicatos rejeitam que um «prémio», que a administração decidiu «unilateralmente e sem quaisquer cuidados de equidade», possa substituir a actualização salarial para 2008, «devida por contratação e por lei e da qual os trabalhadores não abdicam».
Nessa quarta-feira, os representantes dos trabalhadores da TAP e da Sociedade Portuguesa de Handling (SPdH/Groundforce) reuniram com o presidente do conselho de administração. Mas, a reunião com Fernando Pinto não deu qualquer resultado, pelo que a exigência de negociação e de respeito pela contratação colectiva foi endereçada ao ministro dos Transportes, como referiram no dia seguinte, em conferência de imprensa, aqueles quatro sindicatos e o STH, que abrange pessoal da assistência a passageiros.
Também no dia 3, a Comissão de Trabalhadores da TAP emitiu um comunicado a considerar «inaceitável» o incumprimento da lei e dos acordos de empresa em vigor. Defendendo que seja retomada «como prática corrente a negociação com os sindicatos», a CT comentou os «cenários catastróficos» que têm sido erguidos pela administração, quer na comunicação social, quer junto dos trabalhadores.
«Custa-nos a crer que este negativismo tenha a ver unicamente com os preços do combustível», alerta a CT, avançando outros factores que influenciam as contas da TAP: «encargos extraordinários resultantes da situação financeira da VEM, custos da compra da Portugália (dizem-nos agora que ficou a custo zero!), compra das acções da Globalia na SPdH e custos com as irregularidades inconcebíveis no aeroporto de Lisboa».
Sendo do conhecimento geral os constantes aumentos do preço do petróleo, à Comissão de Trabalhadores não foram fornecidos «dados que permitam determinar os seus reflexos nos custos da operação», pois ainda não foi enviado à CT o relatório de gestão do primeiro trimestre de 2008. Nestes primeiros três meses, a CT afirma saber que «a TAP transportou mais 450 mil passageiros do que no período homólogo do ano anterior», o que implica um aumento da receita.
Segmentação pausada na SATA
O arranque do processo de segmentação da SATA Air Açores, que seria a criação da SATA Handling, estava anunciado para 1 de Julho. Mas foi suspenso nesse mesmo dia, o que foi reiterado numa reunião que o secretário regional da Economia teve nesse dia com uma delegação do Sitava. «O descontentamento dos trabalhadores falou mais alto e, para não se criarem atritos antes das eleições de Outubro, alguém mandou a segmentação às malvas durante uns preciosos tempinhos», comentou o sindicato, num comunicado que divulgou sexta-feira.
Ao relatar o essencial da reunião com Duarte Ponte, o Sitava refere que o secretário regional asseverou, mais do que uma vez, que nos próximos três meses nada será feito nesta matéria e até manifestou preocupações que o sindicato considera «legítimas», quanto ao futuro da SPdH/Groundforce, cuja situação resultou do «desastroso caminho que agora alguns pretendem para a SATA».
Contudo, «a ideia ainda não foi posta de parte», embora aquele membro do Governo regional não tenha adiantado «qualquer argumento», quando o sindicato pediu «pelo menos uma razão que justifique a necessidade de segmentar a empresa». A insistência sindical em que não possa vir a haver trabalhadores que, executando as mesmas tarefas lado a lado, possam estar sujeitos a regras laborais distintas, apenas por serem de empresas diferentes, levou Duarte Ponte a defender que o actual acordo seria «demasiado pesado» para que venha a ser aplicado em todo o Grupo SATA. «Competirá, pois, a todos nós, e mais cedo do que tarde, demonstrar que o peso não é tão grande assim», apela o sindicato, reafirmando que «os trabalhadores lutarão pelos seus direitos, mesmo que isso interrompa a paz social pretendida pelo Governo regional nestes três meses ou para além deles».
Nesse comunicado, emitido dia 2, os sindicatos rejeitam que um «prémio», que a administração decidiu «unilateralmente e sem quaisquer cuidados de equidade», possa substituir a actualização salarial para 2008, «devida por contratação e por lei e da qual os trabalhadores não abdicam».
Nessa quarta-feira, os representantes dos trabalhadores da TAP e da Sociedade Portuguesa de Handling (SPdH/Groundforce) reuniram com o presidente do conselho de administração. Mas, a reunião com Fernando Pinto não deu qualquer resultado, pelo que a exigência de negociação e de respeito pela contratação colectiva foi endereçada ao ministro dos Transportes, como referiram no dia seguinte, em conferência de imprensa, aqueles quatro sindicatos e o STH, que abrange pessoal da assistência a passageiros.
Também no dia 3, a Comissão de Trabalhadores da TAP emitiu um comunicado a considerar «inaceitável» o incumprimento da lei e dos acordos de empresa em vigor. Defendendo que seja retomada «como prática corrente a negociação com os sindicatos», a CT comentou os «cenários catastróficos» que têm sido erguidos pela administração, quer na comunicação social, quer junto dos trabalhadores.
«Custa-nos a crer que este negativismo tenha a ver unicamente com os preços do combustível», alerta a CT, avançando outros factores que influenciam as contas da TAP: «encargos extraordinários resultantes da situação financeira da VEM, custos da compra da Portugália (dizem-nos agora que ficou a custo zero!), compra das acções da Globalia na SPdH e custos com as irregularidades inconcebíveis no aeroporto de Lisboa».
Sendo do conhecimento geral os constantes aumentos do preço do petróleo, à Comissão de Trabalhadores não foram fornecidos «dados que permitam determinar os seus reflexos nos custos da operação», pois ainda não foi enviado à CT o relatório de gestão do primeiro trimestre de 2008. Nestes primeiros três meses, a CT afirma saber que «a TAP transportou mais 450 mil passageiros do que no período homólogo do ano anterior», o que implica um aumento da receita.
Segmentação pausada na SATA
O arranque do processo de segmentação da SATA Air Açores, que seria a criação da SATA Handling, estava anunciado para 1 de Julho. Mas foi suspenso nesse mesmo dia, o que foi reiterado numa reunião que o secretário regional da Economia teve nesse dia com uma delegação do Sitava. «O descontentamento dos trabalhadores falou mais alto e, para não se criarem atritos antes das eleições de Outubro, alguém mandou a segmentação às malvas durante uns preciosos tempinhos», comentou o sindicato, num comunicado que divulgou sexta-feira.
Ao relatar o essencial da reunião com Duarte Ponte, o Sitava refere que o secretário regional asseverou, mais do que uma vez, que nos próximos três meses nada será feito nesta matéria e até manifestou preocupações que o sindicato considera «legítimas», quanto ao futuro da SPdH/Groundforce, cuja situação resultou do «desastroso caminho que agora alguns pretendem para a SATA».
Contudo, «a ideia ainda não foi posta de parte», embora aquele membro do Governo regional não tenha adiantado «qualquer argumento», quando o sindicato pediu «pelo menos uma razão que justifique a necessidade de segmentar a empresa». A insistência sindical em que não possa vir a haver trabalhadores que, executando as mesmas tarefas lado a lado, possam estar sujeitos a regras laborais distintas, apenas por serem de empresas diferentes, levou Duarte Ponte a defender que o actual acordo seria «demasiado pesado» para que venha a ser aplicado em todo o Grupo SATA. «Competirá, pois, a todos nós, e mais cedo do que tarde, demonstrar que o peso não é tão grande assim», apela o sindicato, reafirmando que «os trabalhadores lutarão pelos seus direitos, mesmo que isso interrompa a paz social pretendida pelo Governo regional nestes três meses ou para além deles».