«Alex» foi assassinado há 63 anos
Dezenas de pessoas homenagearam, dia 4, o militante e dirigente comunista Alfredo Diniz (Alex), assassinado por uma brigada da PVDE, antecessora da PIDE. A homenagem contou com a presença de Armindo Miranda, da Comissão Política, e ocorreu no local exacto onde, a 4 de Julho de 1945, tombou «Alex» e onde hoje se encontra, desde 1995, um monumento evocativo erigido pelo PCP.
Alfredo Diniz, operário metalúrigico, ingressou na Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas em 1936, com 19 anos. No mesmo ano, integra o Comité de Lisboa do Socorro Vermelho Internacional. Em 1938, é preso e tem uma conduta firme na polícia. Nesse ano, cumpre dez meses de prisão.
Em 1940, durante a reorganização, assume uma posição firme contra a provocação. No ano seguinte, torna-se responsável pela importante célula do Partido na Parry & Son e integra o Comité Local de Almada.
Já como responsável pelo Comité Local, está na frente da mobilização para as greves que, em 1942, atingem a região de Lisboa. Em 1943, é chamado ao Comité Regional de Lisboa. Em Julho e Agosto desse ano, destaca-se na preparação das grandes greves que abrangeram mais de 50 mil trabalhadores da região de Lisboa. No final do ano, participa no III Congresso do Partido (I ilegal) onde é eleito para o Comité Central. No ano seguinte, integra o comité dirigente das greves e 8 e 9 de Maio e no ano seguinte é chamado ao Bureau Político do Comité Central. Foi assassinado no dia 4 de Julho. Tinha 28 anos.
Virgínia Moura evocada em Gondomar
A exposição itinerante sobre Virgínia Moura promovida pela Direcção da Organização Regional do Porto do PCP (DORP) está patente no Centro Cultural de Rio Tinto, em Gondomar, onde ficará até ao próximo sábado, dia 12 de Julho. A inauguração foi a 28 de Junho, numa iniciativa que contou com dezenas de pessoas, muitas das quais oriundas daquela freguesia, onde Virgínia Moura viveu parte significativa da sua vida.
A seguir à inauguração, realizou-se um colóquio no qual intervieram Paulo Morgado, Mário Mesquita, Silvestre Lacerda e Teresa Lopes. A dirigente regional do Partido apresentou Virgínia Moura como um «rosto legal» do PCP, que esteve sempre activa nas «pequenas e grandes batalhas da Oposição Democrática».
Silvestre Lacerda retratou a repressão e perseguição de que foi alvo Virgínia Moura, através do registo histórico arquivado. Neste é possível constatar a vigilância constante e apertada feita pela PIDE a todos os seus passos. Já Mário Mesquita preferiu realçar o contributo deste tipo de iniciativas para que não haja um branqueamento de pessoas e factos importantes ligados à resistência antifascista. Paulo Morgado lembrou a «noite negra» de Rio Tinto, quando a PIDE agrediu brutalmente democratas como Virgínia Moura, José Morgado, Lobão Vital e Ruy Luís Gomes, aquando da candidatura presidencial deste último.
Alfredo Diniz, operário metalúrigico, ingressou na Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas em 1936, com 19 anos. No mesmo ano, integra o Comité de Lisboa do Socorro Vermelho Internacional. Em 1938, é preso e tem uma conduta firme na polícia. Nesse ano, cumpre dez meses de prisão.
Em 1940, durante a reorganização, assume uma posição firme contra a provocação. No ano seguinte, torna-se responsável pela importante célula do Partido na Parry & Son e integra o Comité Local de Almada.
Já como responsável pelo Comité Local, está na frente da mobilização para as greves que, em 1942, atingem a região de Lisboa. Em 1943, é chamado ao Comité Regional de Lisboa. Em Julho e Agosto desse ano, destaca-se na preparação das grandes greves que abrangeram mais de 50 mil trabalhadores da região de Lisboa. No final do ano, participa no III Congresso do Partido (I ilegal) onde é eleito para o Comité Central. No ano seguinte, integra o comité dirigente das greves e 8 e 9 de Maio e no ano seguinte é chamado ao Bureau Político do Comité Central. Foi assassinado no dia 4 de Julho. Tinha 28 anos.
Virgínia Moura evocada em Gondomar
A exposição itinerante sobre Virgínia Moura promovida pela Direcção da Organização Regional do Porto do PCP (DORP) está patente no Centro Cultural de Rio Tinto, em Gondomar, onde ficará até ao próximo sábado, dia 12 de Julho. A inauguração foi a 28 de Junho, numa iniciativa que contou com dezenas de pessoas, muitas das quais oriundas daquela freguesia, onde Virgínia Moura viveu parte significativa da sua vida.
A seguir à inauguração, realizou-se um colóquio no qual intervieram Paulo Morgado, Mário Mesquita, Silvestre Lacerda e Teresa Lopes. A dirigente regional do Partido apresentou Virgínia Moura como um «rosto legal» do PCP, que esteve sempre activa nas «pequenas e grandes batalhas da Oposição Democrática».
Silvestre Lacerda retratou a repressão e perseguição de que foi alvo Virgínia Moura, através do registo histórico arquivado. Neste é possível constatar a vigilância constante e apertada feita pela PIDE a todos os seus passos. Já Mário Mesquita preferiu realçar o contributo deste tipo de iniciativas para que não haja um branqueamento de pessoas e factos importantes ligados à resistência antifascista. Paulo Morgado lembrou a «noite negra» de Rio Tinto, quando a PIDE agrediu brutalmente democratas como Virgínia Moura, José Morgado, Lobão Vital e Ruy Luís Gomes, aquando da candidatura presidencial deste último.