BCE aumenta taxas de juro

Governo é cúmplice

O PCP considera que a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de voltar a subir as taxas de juro de referência, fixando-a em 4,25 por cento, é um «novo factor de penalização para os trabalhadores, as populações e os micro e pequenos empresários.

Este é o nono aumento das taxas de juro em pouco mais de dois anos

Os comunistas, em nota do seu Gabinete de Imprensa de dia 3, lembram que é o nono aumento em pouco mais de dois anos. Para o PCP, o silêncio do Governo (face a este aumento e ao «escândalo» dos lucros do sistema financeiro), confirma a sua «cumplicidade e indiferença perante as decisões do BCE e as graves implicações para o País».
Este aumento, prossegue o PCP, corresponde às «pretensões de concentração e acumulação capitalista por parte dos grandes grupos económicos e do capital financeiro». E penaliza as economias «mais frágeis e dependentes», como é o caso da portuguesa.
Esta decisão do BCE traduz-se num «novo agravamento das condições de vida das famílias portuguesas», em particular das que possuem empréstimos à habitação. Os comunistas lembram que este novo aumento sucede num quadro em que se «avolumam as dificuldades para fazer face ao desemprego, à precariedade, aos baixos salários e à subida generalizada dos preços». O nível de endividamento atinge já 129 por cento do rendimento disponível das famílias, destaca a nota de imprensa.
Na opinião do PCP, a medida «não só coloca um novo garrote às micro, pequenas e médias empresas como acentuará a tendência (que se vinha verificando desde o 1.º trimestre de 2007) de agravamento do deficit da balança comercial e da dependência do País».
No quadro da «luta por uma necessária ruptura com a política de direita», o PCP reafirma a necessidade de ser revisto o estatuto do Banco Central Europeu e defende a assumpção de medidas que, no imediato, «dêem resposta à crescente asfixia das famílias e das empresas». Os comunistas defendem, por exemplo, a fixação, por via da intervenção do Estado na Caixa Geral de Depósitos, de um spread máximo de 0,5 pontos percentuais nos empréstimos à habitação.

– Nos últimos quatro anos, entre 2004 e 2007, os lucros do sistema bancário cresceram 155,4 por cento, atingindo no ano passado dos 4,467 mil milhões de euros;
– O nível de endividamento da economia nacional atinge já 114 por cento do PIB;
– O nível de endividamento das famílias representa 129 por cento do seu rendimento disponível.


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