Isolados? Não, do lado certo!
Esta semana, em torno do voto «de congratulação pela libertação de Ingrid Bettencourt» assistiu-se a mais uma campanha contra o PCP que «se deixou isolar» ao votar contra a resolução do PS, PSD e PP. E mais uma vez se usou «a máquina» para levar às massas a mentira, neste caso, que o PCP apoia o terrorismo, o narcotráfico, o rapto de civis e o diabo a sete.
O terrorismo mediático generalizou uma imagem falsa da realidade colombiana. Em Portugal reina a ignorância sobre o que de facto aí se passa. Afirmações tão estruturantes e verdadeiras como que quem é narcotraficante na Colômbia é o Presidente Uribe, ou, que no conflito colombiano a oligarquia sempre promoveu a guerra e as FARC sempre procuraram as soluções pacíficas, suscitam dúvidas e resistências cuja superação exige um espaço de debate e esclarecimento, espaço que não existe fora do Partido.
A tentação é evidente e surge regularmente: porque não assobiámos para o lado? Porque votámos contra? Era tããããão fácil agir «à bloco», ou seja, votar a favor da moção dos partidos de direita e depois considerar o texto que acabam de apoiar com «lamentável a vários títulos». Sempre se podiam salvar uns votozitos desde que a comunicação social ajudasse.
Esta tentação oportunista é permanente. Este nosso colectivo partidário reconhece-a e combate-a todos os dias. Como a Europa está recheada de exemplos, a única diferença entre um comportamento parlamentar oportunista e a total rendição à burguesia, é uma curta diferença temporal. Sabemos que não é fácil lutar e resistir. Sabemos que no Parlamento burguês o partido proletário e internacionalista ficará isolado muitas vezes. Mas esse natural reflexo da luta de classes é ainda um abraço fraterno que transmitimos a todos os que resistem e lutam contra o imperialismo, tantas vezes em condições mais difíceis que as nossas.
Apoiar o PCP nunca será fácil, exigirá sempre coragem, consciência e disponibilidade. Opção que por isso mesmo é tão importante!
O terrorismo mediático generalizou uma imagem falsa da realidade colombiana. Em Portugal reina a ignorância sobre o que de facto aí se passa. Afirmações tão estruturantes e verdadeiras como que quem é narcotraficante na Colômbia é o Presidente Uribe, ou, que no conflito colombiano a oligarquia sempre promoveu a guerra e as FARC sempre procuraram as soluções pacíficas, suscitam dúvidas e resistências cuja superação exige um espaço de debate e esclarecimento, espaço que não existe fora do Partido.
A tentação é evidente e surge regularmente: porque não assobiámos para o lado? Porque votámos contra? Era tããããão fácil agir «à bloco», ou seja, votar a favor da moção dos partidos de direita e depois considerar o texto que acabam de apoiar com «lamentável a vários títulos». Sempre se podiam salvar uns votozitos desde que a comunicação social ajudasse.
Esta tentação oportunista é permanente. Este nosso colectivo partidário reconhece-a e combate-a todos os dias. Como a Europa está recheada de exemplos, a única diferença entre um comportamento parlamentar oportunista e a total rendição à burguesia, é uma curta diferença temporal. Sabemos que não é fácil lutar e resistir. Sabemos que no Parlamento burguês o partido proletário e internacionalista ficará isolado muitas vezes. Mas esse natural reflexo da luta de classes é ainda um abraço fraterno que transmitimos a todos os que resistem e lutam contra o imperialismo, tantas vezes em condições mais difíceis que as nossas.
Apoiar o PCP nunca será fácil, exigirá sempre coragem, consciência e disponibilidade. Opção que por isso mesmo é tão importante!