Partido de luta e de proposta
Uma das principais linhas de ataque ao nosso Partido é a de que está sempre no contra, só por estar. Assim como se a sua ideologia, os seus valores e os seus princípios se resumissem à facilidade com que se rejeita tudo o que esteja, sem ter a capacidade de propor o que quer que seja.
Por mais propostas que faça, o PCP será sempre acusado de ser só «do contra»
Sendo esta matéria muito profunda, uma vez que há cada vez mais gente que, embora não consiga formular muito bem qual o caminho que quer percorrer, sabe muito bem que rejeita este que lhe querem impor, e será a partir daí que procura o seu seu próprio caminho, importa agora assinalar que os últimos tempos foram férteis em confirmar exactamente o contrário dessa velha e estafada tese.
Ancorado num poderoso movimento de massas, que o Comité Central assinala como «uma intensa, e das mais expressivas dos últimos anos, vaga de protesto e de luta contra a política de direita», o Partido olha para a realidade e vem apresentando ao povo um conjunto de propostas para enfrentar a dura situação em que este vive, em consequência do aprofundar da política de direita de submissão aos interesses do grande capital.
Ainda há poucos meses, realizámos a Conferência Nacional sobre questões Económicas e Sociais, acontecimento ímpar na vida nacional, em que definimos caminhos para a ruptura com esta política e para um outro rumo e uma nova política ao serviço do povo e do País.
Agora, e quando deveria ter acabado o período de sacrifícios que o Governo do PS tinha pedido para enfrentar o défice que, tal como o PCP vinha prevenindo, tornaram o País mais vulnerável à grave crise internacional, porque mais dependente e mais endividado, mais injusto e mais desigual no plano social, e quando pedem mais sacrifícios aos mesmos do costume, novamente o PCP apresenta um conjunto de propostas – medidas extraordinárias para fazer face a uma situação extraordinária que os trabalhadores, os pensionistas e reformados, enfim, os que menos têm, sentem de forma aguda.
No Avante! já vieram bem tratadas as sete propostas que apresentámos na Assembleia da República pelo que as assinalaremos apenas como auxiliar de memória para que se perceba do que se está a tratar.
São propostas que procuram atenuar os efeitos da continuada subida dos preços dos bens e serviços essenciais, desde logo por via do aumento geral dos salários, designadamente o salário mínimo nacional e dos salários da Administração Pública, e pelos aumentos das pensões e reformas. Mas também por uma intervenção directa nos preços, fixando um cabaz com preços máximos tabelados. Pensemos no pão, no arroz, nas massas alimentícias ou no leite e veremos do que estamos a falar. Contenção que também propusemos para os títulos dos transportes públicos. Incluímos ainda medidas para conter o custo do crédito à habitação, que já esta semana voltou a subir, limitando o spread que a CGD utiliza para os seus clientes. Propusemos também medidas para atenuar o crescimento galopante dos preços dos combustíveis, nomeadamente impedindo a especulação e retomando o sistema de preços regulados. Por fim, procurámos dar resposta ao crescente número de desempregados alargando os critérios para a atribuição do subsídio de desemprego que, com as últimas restrições, deixa de fora a maioria deles.
Identificação com os trabalhadores
Perante propostas tão elementares, o que fazem as forças da política da direita? Não as consideram no seu todo, assim como não aprovam nenhuma delas isoladamente. Chumbam-nas sem apelo nem agravo.
Envergonhados por nada terem a dizer ao seu povo numa hora tão difícil, PSD e CDS-PP ainda se abstiveram em duas propostas. O PS chumbou todas.
Mas basta falar com quem connosco se cruza na rua para se perceber a profunda identificação destas propostas com os mais amplos sentimentos dos afectados por esta política.
Perante isto, duas lições há a tirar. A primeira é que não há, porque não pode haver, no nosso país outro partido que assim reflicta sobre os problemas dos trabalhadores e do povo. A natureza deste Partido, partido da classe operária e de todos os trabalhadores, forjou-se, mesmo nos momentos mais difíceis, nessa ligação profunda com as massas populares, na permanente auscultação sobre os seus problemas e aspirações.
A segunda é que, perante um caminho que serve objectivamente os interesses dos grandes senhores do dinheiro, que permite escandalosas acumulações de lucros nos bolsos dos outros mesmos de sempre, por mais propostas que o PCP faça, será sempre acusado de nada propor e de só estar no contra.
Pois eles, que sabem que estas propostas contrariam os seus objectivos e lhes são, por isso, inconvenientes, querem que elas passem como se nada fossem. Nós, que somos um Partido de luta e de proposta, lutaremos por elas.
Ancorado num poderoso movimento de massas, que o Comité Central assinala como «uma intensa, e das mais expressivas dos últimos anos, vaga de protesto e de luta contra a política de direita», o Partido olha para a realidade e vem apresentando ao povo um conjunto de propostas para enfrentar a dura situação em que este vive, em consequência do aprofundar da política de direita de submissão aos interesses do grande capital.
Ainda há poucos meses, realizámos a Conferência Nacional sobre questões Económicas e Sociais, acontecimento ímpar na vida nacional, em que definimos caminhos para a ruptura com esta política e para um outro rumo e uma nova política ao serviço do povo e do País.
Agora, e quando deveria ter acabado o período de sacrifícios que o Governo do PS tinha pedido para enfrentar o défice que, tal como o PCP vinha prevenindo, tornaram o País mais vulnerável à grave crise internacional, porque mais dependente e mais endividado, mais injusto e mais desigual no plano social, e quando pedem mais sacrifícios aos mesmos do costume, novamente o PCP apresenta um conjunto de propostas – medidas extraordinárias para fazer face a uma situação extraordinária que os trabalhadores, os pensionistas e reformados, enfim, os que menos têm, sentem de forma aguda.
No Avante! já vieram bem tratadas as sete propostas que apresentámos na Assembleia da República pelo que as assinalaremos apenas como auxiliar de memória para que se perceba do que se está a tratar.
São propostas que procuram atenuar os efeitos da continuada subida dos preços dos bens e serviços essenciais, desde logo por via do aumento geral dos salários, designadamente o salário mínimo nacional e dos salários da Administração Pública, e pelos aumentos das pensões e reformas. Mas também por uma intervenção directa nos preços, fixando um cabaz com preços máximos tabelados. Pensemos no pão, no arroz, nas massas alimentícias ou no leite e veremos do que estamos a falar. Contenção que também propusemos para os títulos dos transportes públicos. Incluímos ainda medidas para conter o custo do crédito à habitação, que já esta semana voltou a subir, limitando o spread que a CGD utiliza para os seus clientes. Propusemos também medidas para atenuar o crescimento galopante dos preços dos combustíveis, nomeadamente impedindo a especulação e retomando o sistema de preços regulados. Por fim, procurámos dar resposta ao crescente número de desempregados alargando os critérios para a atribuição do subsídio de desemprego que, com as últimas restrições, deixa de fora a maioria deles.
Identificação com os trabalhadores
Perante propostas tão elementares, o que fazem as forças da política da direita? Não as consideram no seu todo, assim como não aprovam nenhuma delas isoladamente. Chumbam-nas sem apelo nem agravo.
Envergonhados por nada terem a dizer ao seu povo numa hora tão difícil, PSD e CDS-PP ainda se abstiveram em duas propostas. O PS chumbou todas.
Mas basta falar com quem connosco se cruza na rua para se perceber a profunda identificação destas propostas com os mais amplos sentimentos dos afectados por esta política.
Perante isto, duas lições há a tirar. A primeira é que não há, porque não pode haver, no nosso país outro partido que assim reflicta sobre os problemas dos trabalhadores e do povo. A natureza deste Partido, partido da classe operária e de todos os trabalhadores, forjou-se, mesmo nos momentos mais difíceis, nessa ligação profunda com as massas populares, na permanente auscultação sobre os seus problemas e aspirações.
A segunda é que, perante um caminho que serve objectivamente os interesses dos grandes senhores do dinheiro, que permite escandalosas acumulações de lucros nos bolsos dos outros mesmos de sempre, por mais propostas que o PCP faça, será sempre acusado de nada propor e de só estar no contra.
Pois eles, que sabem que estas propostas contrariam os seus objectivos e lhes são, por isso, inconvenientes, querem que elas passem como se nada fossem. Nós, que somos um Partido de luta e de proposta, lutaremos por elas.