Exame à Nação
Talvez influenciados pela época de exames em que estão mergulhados centenas de milhares de estudantes e professores, os empresários do Compromisso Portugal decidiram fazer eles próprios um exame à nação. Comprovando que tudo o que estes senhores pensam e dizem atingiu fama de ciência inquestionável nalguns sectores da comunicação social portuguesa, mereceram honras de página inteira nos jornais.
À boa maneira das apresentações em power point com que devem deslumbrar os seus Conselhos de Administração, transformaram a actuação do Governo PS em gráficos com percentagens, bolas e queijos, comparando com as promessas feitas nas legislativas de 2005. Para concluir que o Governo cumpriu, «no geral», o programa inicial e que «há na sociedade portuguesa uma compreensão da necessidade de reformas dolorosas e uma disponibilidade para as absorver.»
Quanto à «compreensão» e «disponibilidade» para a absorção destas dolorosas políticas, as grandiosas acções de massas que nestes três anos se têm desenrolado em todo o país, aí ficam para as desmentir e lhes dar combate.
Estes beneméritos e desinteressados senhores opinam sobre a política do PS exactamente o oposto daquilo que a esmagadora maioria da população diria de Sócrates e do seu Governo. Tudo leva nota positiva: a redução do défice seja à custa do for, a redução do número de funcionários públicos em 75 mil na legislatura, a «coragem» demonstrada nalgumas medidas das áreas da Educação, Justiça e Saúde, a contenção da despesa da Segurança Social - apesar da «quebra brutal das pensões em relação ao regime anterior», que reconhecem. E pedem mais: pedem que uma «comissão multidisciplinar» – decerto formada e paga pelos interesses do Compromisso Portugal – recomende quais as obras públicas a concretizar. Pedem que se aprofunde mais e mais este caminho e esta política de submissão à União Europeia e ao grande capital.
Seria difícil encontrar um exemplo tão perfeito e acabado de como os interesses de classe são decisivos na hora de dar opiniões. Se fossem os trabalhadores e o povo português a examinar este Governo e esta política, não haveria recurso ao chumbo rotundo.
À boa maneira das apresentações em power point com que devem deslumbrar os seus Conselhos de Administração, transformaram a actuação do Governo PS em gráficos com percentagens, bolas e queijos, comparando com as promessas feitas nas legislativas de 2005. Para concluir que o Governo cumpriu, «no geral», o programa inicial e que «há na sociedade portuguesa uma compreensão da necessidade de reformas dolorosas e uma disponibilidade para as absorver.»
Quanto à «compreensão» e «disponibilidade» para a absorção destas dolorosas políticas, as grandiosas acções de massas que nestes três anos se têm desenrolado em todo o país, aí ficam para as desmentir e lhes dar combate.
Estes beneméritos e desinteressados senhores opinam sobre a política do PS exactamente o oposto daquilo que a esmagadora maioria da população diria de Sócrates e do seu Governo. Tudo leva nota positiva: a redução do défice seja à custa do for, a redução do número de funcionários públicos em 75 mil na legislatura, a «coragem» demonstrada nalgumas medidas das áreas da Educação, Justiça e Saúde, a contenção da despesa da Segurança Social - apesar da «quebra brutal das pensões em relação ao regime anterior», que reconhecem. E pedem mais: pedem que uma «comissão multidisciplinar» – decerto formada e paga pelos interesses do Compromisso Portugal – recomende quais as obras públicas a concretizar. Pedem que se aprofunde mais e mais este caminho e esta política de submissão à União Europeia e ao grande capital.
Seria difícil encontrar um exemplo tão perfeito e acabado de como os interesses de classe são decisivos na hora de dar opiniões. Se fossem os trabalhadores e o povo português a examinar este Governo e esta política, não haveria recurso ao chumbo rotundo.