Quem vai pagar a factura?
Eis uma pergunta que se pode fazer quando chega a crise para cobrar a conta.
E quem vai pagar?
A resposta já está a senti-la no bolso o cidadão comum: a cobrança já lhe bate à porta.
Mas o que ele paga é apenas uma pequena parcela da conta. Porque em capitalismo, quem paga sempre mais é quem é mais fraco – o que em boa linguagem do capital quer dizer: quem é mais pobre.
Aplicando a regra, a maior parcela do tratamento desses tumores da globalização neoliberal, é sempre paga pelo povo dos países mais pobres.
Não é também assim que faz o patronato em Portugal? Não se dizia, no Minho, por altura da grande crise da têxtil, que a melhor maneira de enriquecer era abrir falência? E enquanto os patrões se safavam nos novos carros comprados com as indemnizações – os operários lá ficavam a roer as côdeas da crise...
A globalização neoliberal tem a curiosa característica de ser concebida para benefício exclusivo de um reduzido número de sociedades e em prejuízo da grande maioria da humanidade. E «as crises» são boas ocasiões para os patrões dos mercados financeiros arrecadarem os milhões e abalarem para outras rapinas..
Segundo dados da ONU as desigualdades entre os ricos e os pobres estão a acentuam-se de ano para ano. A exclusão social adquire proporções assustadoras, mesmo nos países capitalistas mais ricos. Na UE há 35 milhões de pessoas que vivem na pobreza.
Dois milhões são portugueses...
Enquanto isso, no último quarto de século a renda dos mais ricos subiu de 69% para 86%. E as 200 maiores firmas do mundo, que recolheram em 1960 17% do Produto mundial, subiram essa percentagem para 24% em 83 e em 95 superava já os 31%.
Não falando das 500 maiores empresas capitalistas que tiveram em 1996 lucros superiores ao Produto Interno de 43 países com mais de mil milhões de habitantes, e realizam um volume de vendas anual equivalente ao dobro do Produto Interno de 107 países, com mais de 4,5 mil milhões de habitantes, incluindo a China e a Índia.
Os que, como o eng. Sócrates, apresentam o neoliberalismo como expressão da «modernidade», escondem que a «mão invisível do mercado», por eles tão gabada, vai espalhando pelo mundo, a mando do capital, sementes de desigualdades, da miséria, das injustiças. Atingidos por forte miopia social, excluem a exclusão social do seu campo de visão e logicamente do seu modelo de economia. São necessárias fortes lentes correctoras para compensar tais miopias.
Claro que para esse tipo de miopias, as lentes correctoras são graduadas em lutas de massas, indispensáveis para retirar a esses míopes a carta de condução.
Do Estado.
E quem vai pagar?
A resposta já está a senti-la no bolso o cidadão comum: a cobrança já lhe bate à porta.
Mas o que ele paga é apenas uma pequena parcela da conta. Porque em capitalismo, quem paga sempre mais é quem é mais fraco – o que em boa linguagem do capital quer dizer: quem é mais pobre.
Aplicando a regra, a maior parcela do tratamento desses tumores da globalização neoliberal, é sempre paga pelo povo dos países mais pobres.
Não é também assim que faz o patronato em Portugal? Não se dizia, no Minho, por altura da grande crise da têxtil, que a melhor maneira de enriquecer era abrir falência? E enquanto os patrões se safavam nos novos carros comprados com as indemnizações – os operários lá ficavam a roer as côdeas da crise...
A globalização neoliberal tem a curiosa característica de ser concebida para benefício exclusivo de um reduzido número de sociedades e em prejuízo da grande maioria da humanidade. E «as crises» são boas ocasiões para os patrões dos mercados financeiros arrecadarem os milhões e abalarem para outras rapinas..
Segundo dados da ONU as desigualdades entre os ricos e os pobres estão a acentuam-se de ano para ano. A exclusão social adquire proporções assustadoras, mesmo nos países capitalistas mais ricos. Na UE há 35 milhões de pessoas que vivem na pobreza.
Dois milhões são portugueses...
Enquanto isso, no último quarto de século a renda dos mais ricos subiu de 69% para 86%. E as 200 maiores firmas do mundo, que recolheram em 1960 17% do Produto mundial, subiram essa percentagem para 24% em 83 e em 95 superava já os 31%.
Não falando das 500 maiores empresas capitalistas que tiveram em 1996 lucros superiores ao Produto Interno de 43 países com mais de mil milhões de habitantes, e realizam um volume de vendas anual equivalente ao dobro do Produto Interno de 107 países, com mais de 4,5 mil milhões de habitantes, incluindo a China e a Índia.
Os que, como o eng. Sócrates, apresentam o neoliberalismo como expressão da «modernidade», escondem que a «mão invisível do mercado», por eles tão gabada, vai espalhando pelo mundo, a mando do capital, sementes de desigualdades, da miséria, das injustiças. Atingidos por forte miopia social, excluem a exclusão social do seu campo de visão e logicamente do seu modelo de economia. São necessárias fortes lentes correctoras para compensar tais miopias.
Claro que para esse tipo de miopias, as lentes correctoras são graduadas em lutas de massas, indispensáveis para retirar a esses míopes a carta de condução.
Do Estado.