Voos de Guantánamo - a hipocrisia sem limites
A determinação do PCP na busca da verdade resultou em novos elementos de análise à real dimensão da transferência de prisioneiros ilegais para as masmorras iníquas de Guantánamo e para o apuramento da cumplicidade dos Governos PSD/CDS e PS neste crime brutal das guerras de rapina e recolonização do imperialismo.
Ficou-se a saber que, entre 18.07.05 e 28.12.07, 56 voos com origem/destino conhecido em Guantánamo sobrevoaram o espaço aéreo nacional. Foram quase todos voos militares USA, mas os callsign indiciam também aparelhos de «aliados árabes». Em muitos casos a rota dos voos passou pelo Iraque, Afeganistão, Yemen, Marrocos, ..., cuja «relação militar» normal com Guantánamo se limita ao tráfico de prisioneiros ilegais.
Destes 56 voos, 5 fizeram escala nas Lages, vindos da Turquia e Albânia e com destino a Guantánamo, ou vindos desta base para destino desconhecido. Regista-se ainda o voo N248AB, um indicativo civil, que em 08.09.05 fez uma breve escala na discreta ilha de Santa Maria, vindo de algures para Guantánamo – recorda-se o testemunho dum «arrependido da AlQaeda» sobre a escala em Santa Maria do tráfico de prisioneiros.
Toda esta informação, que assim se junta ao acervo obtido pelo PCP a partir da AR - apesar da recusa das nossas propostas de inquérito parlamentar - aos relatórios do Parlamento Europeu, do Conselho da Europa e do «Reprieve», deve ser esclarecida, para apurar toda a verdade.
Mas o Governo PS, com a cobertura PSD/CDS - todos eles cúmplices deste crime de Bush & CIA - já veio dizer que «não há nada de novo». Foi apoiado pelo embaixador USA - o que é esclarecedor - e escondeu-se atrás dos «voos militares», como se o «crime contra a humanidade» indiciado não impusesse a fiscalização soberana desses voos, ou ao menos o pedido de explicações, como fez Espanha e outros países UE/NATO, ou a sua proibição, como fez a Dinamarca.
É a hipocrisia sem limites. O PS está marreco de saber dos voos dos prisioneiros e das cumplicidades. Até o «líder açoreano» Carlos César o reconhece. As aldrabices desmoronam-se, os próprios USA confirmam voos e põem em causa as mentiras britânicas. Sócrates chega a descair-se que a verdade seria «extremamente lamentável», mas ainda insiste na impostura.
É inútil. O tempo da verdade está a chegar.
Ficou-se a saber que, entre 18.07.05 e 28.12.07, 56 voos com origem/destino conhecido em Guantánamo sobrevoaram o espaço aéreo nacional. Foram quase todos voos militares USA, mas os callsign indiciam também aparelhos de «aliados árabes». Em muitos casos a rota dos voos passou pelo Iraque, Afeganistão, Yemen, Marrocos, ..., cuja «relação militar» normal com Guantánamo se limita ao tráfico de prisioneiros ilegais.
Destes 56 voos, 5 fizeram escala nas Lages, vindos da Turquia e Albânia e com destino a Guantánamo, ou vindos desta base para destino desconhecido. Regista-se ainda o voo N248AB, um indicativo civil, que em 08.09.05 fez uma breve escala na discreta ilha de Santa Maria, vindo de algures para Guantánamo – recorda-se o testemunho dum «arrependido da AlQaeda» sobre a escala em Santa Maria do tráfico de prisioneiros.
Toda esta informação, que assim se junta ao acervo obtido pelo PCP a partir da AR - apesar da recusa das nossas propostas de inquérito parlamentar - aos relatórios do Parlamento Europeu, do Conselho da Europa e do «Reprieve», deve ser esclarecida, para apurar toda a verdade.
Mas o Governo PS, com a cobertura PSD/CDS - todos eles cúmplices deste crime de Bush & CIA - já veio dizer que «não há nada de novo». Foi apoiado pelo embaixador USA - o que é esclarecedor - e escondeu-se atrás dos «voos militares», como se o «crime contra a humanidade» indiciado não impusesse a fiscalização soberana desses voos, ou ao menos o pedido de explicações, como fez Espanha e outros países UE/NATO, ou a sua proibição, como fez a Dinamarca.
É a hipocrisia sem limites. O PS está marreco de saber dos voos dos prisioneiros e das cumplicidades. Até o «líder açoreano» Carlos César o reconhece. As aldrabices desmoronam-se, os próprios USA confirmam voos e põem em causa as mentiras britânicas. Sócrates chega a descair-se que a verdade seria «extremamente lamentável», mas ainda insiste na impostura.
É inútil. O tempo da verdade está a chegar.