São muitos e cada vez mais
São muitos e cada vez mais os que sofrem na pele as consequências desta política. São muitos e cada vez mais os descontentes, os revoltados, os que não suportam mais a redução das suas condições de vida, o violento ataque aos seus direitos e à sua dignidade. Mas também são muitos e cada vez mais aqueles que compreendem que o próximo dia 5 de Junho é o momento para expressar todos os protestos, todos os descontentamentos, toda a revolta.
Há sinais de um profundo descontentamento social
Em poucos momentos da vida contemporânea do nosso país fomos confrontados com uma situação tão dramática para milhões de pessoas e, simultaneamente, com um conjunto de medidas tão perigosas como as que se anunciam para a legislação de trabalho, que ameaçam agravar ainda mais a vida dos trabalhadores e do Povo português e favorecer os interesses dos grandes grupos económicos e do capital financeiro.
De semana para semana, de dia para dia, engrossa a coluna dos desempregados, dos trabalhadores precários, dos que se vêem forçados a sair do país à procura de trabalho, dos que não recebem salário, dos que ficam a prestação ao banco, dos que arranjam um biscate, dos que chegam cada vez mais tarde a casa, dos que saem cada vez mais cedo, dos que ficam sem casa, dos que desesperam numa lista de espera, dos que não têm médico de família, dos que saem da escola, dos que nunca pensaram que se teria de pagar 20.000 euros de propinas, dos que vêem fechar o SAP mais próximo, dos que ficam a dever na loja, dos que têm que fechar a loja, dos que não conseguem cultivar a terra, dos que não conseguem ir para o mar, dos que vão encher o depósito a Espanha, dos que empobrecem, dos que já passam fome.
Há sinais de um profundo descontentamento social. Por mais promessas, anúncios e apelos que o governo PS faça, por mais comentários, teorizações e explicações que os fazedores de opinião emitam, por mais doses cavalares de selecção nacional de futebol, de casos judiciais que percorrem os tribunais, e até, de terríveis catástrofes naturais que se abateram sobre outros povos, não é possível iludir a realidade do nosso país. A vida de milhões impôs-se para além das agendas mediáticas de facilitação da política de direita e de condicionamento das opções das pessoas.
Perante isto, há quem, preocupado em assegurar longa vida ao capitalismo, alerte para os problemas que possam resultar do agravamento deste rumo e aconselhe a uma certa reciclagem das políticas, à necessidade de reforçar os mecanismos de assistência e caridade social, a uma mais refinada e eficaz ofensiva ideológica, tudo isto com o objectivo de conter factores de revolta social e o reforço das forças que mais consequentemente combatem esta política, nomeadamente o PCP. Contudo, perante o perigo real de uma proposta de alteração para pior do código do trabalho e da continuação da escalada no aumento dos preços dos bens e serviços essenciais, um único caminho se coloca aos trabalhadores e ao Povo português: reagir!
Uma resposta à altura
A manifestação convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 5 de Junho, já na próxima semana, assume, pois, face à situação do país, uma enormíssima importância. Podemos dizer que ela será em primeiro lugar uma necessária resposta de massas à ofensiva contra a legislação laboral e decisiva, tal como o foi noutros momentos, para a derrota de processos que também procuravam a redução significativa de direitos como a contratação colectiva, o horário de trabalho ou o salário. Mas os objectivos e a importância desta manifestação estão para além disso. Ela é o espaço para onde deverão convergir todos os legítimos descontentamentos, dando um fortíssimo sinal ao governo da disponibilidade do nosso Povo em fazer frente a esta política. Os comunistas, quer intervindo no movimento sindical ao lado de outros, quer através da intervenção própria das organizações do Partido estão, não apenas conscientes dessa realidade, como sabem que, para além do muito que já fizeram, os próximos dias serão de máximo empenhamento na mobilização para esta grande jornada de luta.
Sabemos que temos que continuar a ir a muitas empresas e, em alguns casos, voltar, falar e convencer milhares de trabalhadores, confirmar presenças, inscrever para os transportes. Sabemos que há reformados, jovens, mulheres que também podem ser mobilizados, populações que se empenharam na defesa dos seus serviços públicos, autarcas que querem estar ao lado dos trabalhadores e das populações das suas terras, pessoas que até há pouco tempo não se viam a participar numa manifestação mas que hoje estão disponíveis para dar esse passo. De facto são muitos e cada vez mais…para participar na luta.
De semana para semana, de dia para dia, engrossa a coluna dos desempregados, dos trabalhadores precários, dos que se vêem forçados a sair do país à procura de trabalho, dos que não recebem salário, dos que ficam a prestação ao banco, dos que arranjam um biscate, dos que chegam cada vez mais tarde a casa, dos que saem cada vez mais cedo, dos que ficam sem casa, dos que desesperam numa lista de espera, dos que não têm médico de família, dos que saem da escola, dos que nunca pensaram que se teria de pagar 20.000 euros de propinas, dos que vêem fechar o SAP mais próximo, dos que ficam a dever na loja, dos que têm que fechar a loja, dos que não conseguem cultivar a terra, dos que não conseguem ir para o mar, dos que vão encher o depósito a Espanha, dos que empobrecem, dos que já passam fome.
Há sinais de um profundo descontentamento social. Por mais promessas, anúncios e apelos que o governo PS faça, por mais comentários, teorizações e explicações que os fazedores de opinião emitam, por mais doses cavalares de selecção nacional de futebol, de casos judiciais que percorrem os tribunais, e até, de terríveis catástrofes naturais que se abateram sobre outros povos, não é possível iludir a realidade do nosso país. A vida de milhões impôs-se para além das agendas mediáticas de facilitação da política de direita e de condicionamento das opções das pessoas.
Perante isto, há quem, preocupado em assegurar longa vida ao capitalismo, alerte para os problemas que possam resultar do agravamento deste rumo e aconselhe a uma certa reciclagem das políticas, à necessidade de reforçar os mecanismos de assistência e caridade social, a uma mais refinada e eficaz ofensiva ideológica, tudo isto com o objectivo de conter factores de revolta social e o reforço das forças que mais consequentemente combatem esta política, nomeadamente o PCP. Contudo, perante o perigo real de uma proposta de alteração para pior do código do trabalho e da continuação da escalada no aumento dos preços dos bens e serviços essenciais, um único caminho se coloca aos trabalhadores e ao Povo português: reagir!
Uma resposta à altura
A manifestação convocada pela CGTP-IN para o próximo dia 5 de Junho, já na próxima semana, assume, pois, face à situação do país, uma enormíssima importância. Podemos dizer que ela será em primeiro lugar uma necessária resposta de massas à ofensiva contra a legislação laboral e decisiva, tal como o foi noutros momentos, para a derrota de processos que também procuravam a redução significativa de direitos como a contratação colectiva, o horário de trabalho ou o salário. Mas os objectivos e a importância desta manifestação estão para além disso. Ela é o espaço para onde deverão convergir todos os legítimos descontentamentos, dando um fortíssimo sinal ao governo da disponibilidade do nosso Povo em fazer frente a esta política. Os comunistas, quer intervindo no movimento sindical ao lado de outros, quer através da intervenção própria das organizações do Partido estão, não apenas conscientes dessa realidade, como sabem que, para além do muito que já fizeram, os próximos dias serão de máximo empenhamento na mobilização para esta grande jornada de luta.
Sabemos que temos que continuar a ir a muitas empresas e, em alguns casos, voltar, falar e convencer milhares de trabalhadores, confirmar presenças, inscrever para os transportes. Sabemos que há reformados, jovens, mulheres que também podem ser mobilizados, populações que se empenharam na defesa dos seus serviços públicos, autarcas que querem estar ao lado dos trabalhadores e das populações das suas terras, pessoas que até há pouco tempo não se viam a participar numa manifestação mas que hoje estão disponíveis para dar esse passo. De facto são muitos e cada vez mais…para participar na luta.