Com Abril, sempre!
Por todo o País, as organizações do Partido assinalaram os 34 anos da Revolução dos cravos. E fizeram-no lembrando o passado, mas sobretudo projectando o futuro.
O PCP assinalou o 25 de Abril em centenas de iniciativas
A noite de 24 para 25 de Abril foi assinalada pela Organização Regional do Porto com um jantar que reuniu 130 militantes do PCP de todo o distrito. Numa iniciativa marcada pela evocação do 25 de Abril de 1974, a intervenção do maestro José Luís Borges Coelho, eleito na Assembleia Municipal do Porto, recordou o pré e o pós-Revolução dos Cravos, numa intervenção apaixonada e apaixonante, entrecortada com poemas que deram um brilho especial à alocução, que emocionou o auditório.
O maestro focou grandes figuras do panorama artístico e cultural nacional que resistiram ao fascismo e terminou com um poema de Armindo Rodrigues: «Ser livre é querer ir e ter um rumo/e ir sem medo/ mesmo que sejam vãos os passos (...) É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto/ e, mesmo assim, só de pensar gritar/ e só de pensar ir/ ir e chegar ao fim.» A concluir, Borges Coelho termina com uma frase plena de significado, como que dando o mote para os tempos que se avizinham: «É certo: a esperança não pode morrer; mas mais necessário é o combate.»
Ainda no Porto, e integrada aos mesmo tempo nas comemorações do 25 de Abril e nos 10 anos da sua morte, foi inaugurada no passado sábado, dia 26 de Abril, a exposição evocativa da vida e luta de Virgínia Moura, no Centro Unesco do Porto. Estiveram presentes mais de uma centena de pessoas, entre os quais vários destacados democratas da cidade do Porto.
Esta exposição, promovida pela Organização Regional do Porto do PCP, consiste na reprodução de fotografias e documentos, muitos dos quais inéditos, cedidos pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo e relacionados com a actividade política de Virgínia Moura, desde a sua adesão ao PCP, com 18 anos, em 1933, até ao pós 25 de Abril.
Bem retratada está uma fase muito particular da sua vida, ligada à repressão fascista de que foi alvo, através do registo histórico arquivado. Em documentação exposta é possível ver-se, por exemplo, a vigilância constante e apertada feita pela PIDE a todos os seus passos.
Presente na inauguração esteve Albano Nunes, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central. Na sua intervenção, o dirigente comunista salientou a dedicação e fidelidade de Virgínia Moura ao Partido. Em seguida, lembrou pequenas e grandes batalhas da Oposição Democrática, em que participou sempre activamente, na prática constituindo um «rosto legal» do PCP.
«Vigiada, perseguida, caluniada, dezasseis vezes presa pela polícia fascista, Virgínia Moura deu sempre provas de exemplar coerência, dignidade e firmeza perante o inimigo», afirmou Albano Nunes, lembrando a mulher, a antifascista, a intelectual comprometida com o sofrimento e as aspirações libertadoras do seu povo, a revolucionária comunista que foi Virgínia Moura.
O dirigente comunista realçou ainda o importante contributo que esta exposição constitui para o conhecimento da história da resistência ao fascismo, das forças que a protagonizaram e da natureza de classe da ditadura. A exposição está patente, tendo em conta as cada vez maiores tentativas de branqueamento do fascismo, da diminuição dos seus crimes e da reabilitação de Salazar.
Esta Exposição encontra-se no Centro Unesco do Porto até ao próximo sábado, dia 3 de Maio. Em seguida, andará por diversos locais da cidade.
O maestro focou grandes figuras do panorama artístico e cultural nacional que resistiram ao fascismo e terminou com um poema de Armindo Rodrigues: «Ser livre é querer ir e ter um rumo/e ir sem medo/ mesmo que sejam vãos os passos (...) É estar atado, amordaçado, em sangue, exausto/ e, mesmo assim, só de pensar gritar/ e só de pensar ir/ ir e chegar ao fim.» A concluir, Borges Coelho termina com uma frase plena de significado, como que dando o mote para os tempos que se avizinham: «É certo: a esperança não pode morrer; mas mais necessário é o combate.»
Ainda no Porto, e integrada aos mesmo tempo nas comemorações do 25 de Abril e nos 10 anos da sua morte, foi inaugurada no passado sábado, dia 26 de Abril, a exposição evocativa da vida e luta de Virgínia Moura, no Centro Unesco do Porto. Estiveram presentes mais de uma centena de pessoas, entre os quais vários destacados democratas da cidade do Porto.
Esta exposição, promovida pela Organização Regional do Porto do PCP, consiste na reprodução de fotografias e documentos, muitos dos quais inéditos, cedidos pelo Arquivo Nacional da Torre do Tombo e relacionados com a actividade política de Virgínia Moura, desde a sua adesão ao PCP, com 18 anos, em 1933, até ao pós 25 de Abril.
Bem retratada está uma fase muito particular da sua vida, ligada à repressão fascista de que foi alvo, através do registo histórico arquivado. Em documentação exposta é possível ver-se, por exemplo, a vigilância constante e apertada feita pela PIDE a todos os seus passos.
Presente na inauguração esteve Albano Nunes, da Comissão Política e do Secretariado do Comité Central. Na sua intervenção, o dirigente comunista salientou a dedicação e fidelidade de Virgínia Moura ao Partido. Em seguida, lembrou pequenas e grandes batalhas da Oposição Democrática, em que participou sempre activamente, na prática constituindo um «rosto legal» do PCP.
«Vigiada, perseguida, caluniada, dezasseis vezes presa pela polícia fascista, Virgínia Moura deu sempre provas de exemplar coerência, dignidade e firmeza perante o inimigo», afirmou Albano Nunes, lembrando a mulher, a antifascista, a intelectual comprometida com o sofrimento e as aspirações libertadoras do seu povo, a revolucionária comunista que foi Virgínia Moura.
O dirigente comunista realçou ainda o importante contributo que esta exposição constitui para o conhecimento da história da resistência ao fascismo, das forças que a protagonizaram e da natureza de classe da ditadura. A exposição está patente, tendo em conta as cada vez maiores tentativas de branqueamento do fascismo, da diminuição dos seus crimes e da reabilitação de Salazar.
Esta Exposição encontra-se no Centro Unesco do Porto até ao próximo sábado, dia 3 de Maio. Em seguida, andará por diversos locais da cidade.