Erros na inflação
Cerca de 120 milhões de euros foi quanto em 2007 os trabalhadores receberam a menos nos seus salários, fruto do «erro» do Governo de 0,2 pontos percentuais na previsão da taxa de inflação. O seu valor real no ano passado foi de 2,7 % e não os 2,5 % que serviram de base ao Executivo para proceder ao cálculo da actualização salarial.
O pior de tudo é que o Governo tem sido reincidente na subestimação grosseira da taxa de inflação, conforme denunciou no Parlamento o deputado comunista Agostinho Lopes, a partir de uma leitura aos dados do Inquérito Quinquenal às Despesas das Famílias, realizado entre 2005 e 2006, mas só divulgados no passado dia 31 de Março, depois de mais de ano e meio de atraso.
Entre os anos de 2003 e 2007 (à excepção de 2006, em que houve coincidência entre o previsto e o verificado), verificou-se sempre uma subestimação média de 0,2 pontos percentuais na inflação, a que se juntou ainda o desacerto do seu valor devido à desactualização do cabaz de compras (despesas) das famílias.
Agostinho Lopes, numa declaração política proferida em nome da bancada do PCP, pôs ainda em evidência o facto de as alterações na estrutura das despesas das famílias revelarem a «continuada subida do peso» das despesas com a saúde (de 5,2% para 6,1%) e com a educação (de 1,3% para 1,7%), em resultado da crescente transferência de encargos dos sistemas públicos para as famílias.
Particularmente grave é ainda o caso da habitação, que subiu de 19,8 % em 2000 para 26,6 % em 2005, lembrou o deputado comunista, sublinhando que tais dados indicam que mais de um quarto das despesas das famílias são hoje com a casa.
A análise ao Inquérito às Despesas com as Famílias permite ainda ver com «outra visibilidade e nitidez», na opinião de Agostinho Lopes, um outro aspecto que concorre para a subestimação da taxa de inflação e que decorre da estrutura do cabaz utilizado pelo INE não incluir até hoje na classe de habitação a «inflação das prestações pagas pelas famílias que contraíram empréstimos para aquisição de habitação própria. Este problema abrange hoje cerca de um milhão e meio de famílias (cerca de 40% do universo total), as quais, devido às taxas de juro, têm visto as suas prestações mensais subir em flecha.
O que levou Agostinho Lopes a concluir que a estrutura do Índice de Preços no Consumidor não corresponde à estrutura das despesas das famílias. «A não inclusão das despesas que grande parte das famílias tem com os empréstimos à habitação faz com que os valores da inflação divulgados estejam fortemente subavaliados, sustentou, defendendo, por isso, com base nos novos ponderadores agora divulgados pelo INE para as despesas das famílias, a revalorização, já este ano, dos valores dos salários e pensões e do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) que foram actualizados na base de uma taxa de inflação fictícia.
A década dos ricos
A «Década dos Ricos», assim definiu a bancada comunista o período entre 1995 e 2006, no que respeita à repartição de rendimentos, em quase duplicou o fosso entre ricos e pobres.
Em 2006, o rendimento médio anual das famílias dez por cento mais pobres era de 8,9 vezes inferior aos ganhos dos dez por cento mais ricos, quando a diferença há uma década era de 4,6 vezes.
Apoiando-se ainda nos dados dos orçamentos familiares agora disponibilizados pelo INE, o deputado comunista Agostinho Lopes lembrou que o número de pobres no nosso País se situa entre o milhão e meio e os dois milhões.
Uma dramática realidade que se acentuou numa década – de 1995 a 2005 - , que é uma década de governos PS, com o pequeno intervalo de 2002/2003/2004 de governos PSD/CDS-PP.
«A década das desigualdades, a década dos ricos, é o resultado evidente das políticas de direita, neoliberais, prosseguidas por esses governos, e a que o actual Governo PS Sócrates procura dar a máxima expressão», acusou o deputado do PCP.
O pior de tudo é que o Governo tem sido reincidente na subestimação grosseira da taxa de inflação, conforme denunciou no Parlamento o deputado comunista Agostinho Lopes, a partir de uma leitura aos dados do Inquérito Quinquenal às Despesas das Famílias, realizado entre 2005 e 2006, mas só divulgados no passado dia 31 de Março, depois de mais de ano e meio de atraso.
Entre os anos de 2003 e 2007 (à excepção de 2006, em que houve coincidência entre o previsto e o verificado), verificou-se sempre uma subestimação média de 0,2 pontos percentuais na inflação, a que se juntou ainda o desacerto do seu valor devido à desactualização do cabaz de compras (despesas) das famílias.
Agostinho Lopes, numa declaração política proferida em nome da bancada do PCP, pôs ainda em evidência o facto de as alterações na estrutura das despesas das famílias revelarem a «continuada subida do peso» das despesas com a saúde (de 5,2% para 6,1%) e com a educação (de 1,3% para 1,7%), em resultado da crescente transferência de encargos dos sistemas públicos para as famílias.
Particularmente grave é ainda o caso da habitação, que subiu de 19,8 % em 2000 para 26,6 % em 2005, lembrou o deputado comunista, sublinhando que tais dados indicam que mais de um quarto das despesas das famílias são hoje com a casa.
A análise ao Inquérito às Despesas com as Famílias permite ainda ver com «outra visibilidade e nitidez», na opinião de Agostinho Lopes, um outro aspecto que concorre para a subestimação da taxa de inflação e que decorre da estrutura do cabaz utilizado pelo INE não incluir até hoje na classe de habitação a «inflação das prestações pagas pelas famílias que contraíram empréstimos para aquisição de habitação própria. Este problema abrange hoje cerca de um milhão e meio de famílias (cerca de 40% do universo total), as quais, devido às taxas de juro, têm visto as suas prestações mensais subir em flecha.
O que levou Agostinho Lopes a concluir que a estrutura do Índice de Preços no Consumidor não corresponde à estrutura das despesas das famílias. «A não inclusão das despesas que grande parte das famílias tem com os empréstimos à habitação faz com que os valores da inflação divulgados estejam fortemente subavaliados, sustentou, defendendo, por isso, com base nos novos ponderadores agora divulgados pelo INE para as despesas das famílias, a revalorização, já este ano, dos valores dos salários e pensões e do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) que foram actualizados na base de uma taxa de inflação fictícia.
A década dos ricos
A «Década dos Ricos», assim definiu a bancada comunista o período entre 1995 e 2006, no que respeita à repartição de rendimentos, em quase duplicou o fosso entre ricos e pobres.
Em 2006, o rendimento médio anual das famílias dez por cento mais pobres era de 8,9 vezes inferior aos ganhos dos dez por cento mais ricos, quando a diferença há uma década era de 4,6 vezes.
Apoiando-se ainda nos dados dos orçamentos familiares agora disponibilizados pelo INE, o deputado comunista Agostinho Lopes lembrou que o número de pobres no nosso País se situa entre o milhão e meio e os dois milhões.
Uma dramática realidade que se acentuou numa década – de 1995 a 2005 - , que é uma década de governos PS, com o pequeno intervalo de 2002/2003/2004 de governos PSD/CDS-PP.
«A década das desigualdades, a década dos ricos, é o resultado evidente das políticas de direita, neoliberais, prosseguidas por esses governos, e a que o actual Governo PS Sócrates procura dar a máxima expressão», acusou o deputado do PCP.