«Só com o PCP se construirá a alternativa»
É já no sábado, dia 12 de Abril, que se realiza a VII Assembleia da Organização da Cidade do Porto do PCP, com o lema «Um PCP mais forte para um Porto mais justo». O Avante! foi à conversa com Belmiro Magalhães, responsável pela Organização, e Armindo Vieira, da Direcção da Cidade.
O traço geral é de reforço e de um Partido mais forte
A poucos dias da realização desta Assembleia, qual o balanço do trabalho desenvolvido, como se encontra o Partido na Cidade do Porto?
BM: A última Assembleia da Organização da Cidade do Porto realizou-se em Novembro de 2005. No fundamental, o Partido esteve à altura da situação política e conseguiu reforçar-se. Está hoje em melhores condições de continuar o combate que a realidade exige de um Partido revolucionário. Correspondendo às prioridades estratégicas que o último Congresso delineou, houve um esforço no sentido de fortalecer as organizações de base e a organização do Partido nos sectores profissionais. Há diferenças sector a sector, no entanto o traço geral é de reforço, de mais trabalho e de um Partido mais forte. Exemplo disso foi a dinamização de uma célula do PCP na Câmara Municipal do Porto, que tem tido uma intervenção bastante activa nos diferentes problemas dos cerca de 4500 trabalhadores da autarquia.
Dá um exemplo de prioridades que a realização desta Assembleia coloca à discussão.
AV: Ao nível das prioridades, o Porto tem uma realidade muito específica do ponto de vista demográfico, que se traduz num envelhecimento da maioria da população da cidade e a organização, de certa forma, reflecte também essa característica. O aprofundamento de uma linha de trabalho no sentido do estímulo ao recrutamento orientado, à renovação e ao rejuvenescimento dos próprios organismos do Partido será um tema de destaque na Assembleia.
Como é que o PCP caracteriza a situação política autárquica na Cidade do Porto?
BM: Estes quase três anos de maioria absoluta PSD/CDS foram anos de retrocesso para o Porto. Há cada vez mais um défice democrático, uma tentativa de transformar uma maioria absoluta de mandatos num poder absoluto. Há uma política de privatização de serviços e de equipamentos municipais, como são os casos do Mercado do Bolhão, do Teatro Rivoli, do Pavilhão Rosa Mota e do Mercado do Bom Sucesso. Um traço característico desta coligação PSD/CDS é a convergência no fundamental com o governo do Partido Socialista, aplicando a mesma receita neoliberal.
Foi essa Coligação PSD/CDS que aprovou o Regulamento Municipal sobre Propaganda Política, que muita luta do Partido tem exigido…
AV: Esse regulamento visa exclusivamente calar a voz do Partido e da CGTP-IN. Este regulamento é inconstitucional. O Partido não abdicará em circunstância alguma do direito de propaganda política.
Qual é o trabalho que tem sido realizado pelo Partido no combate a este tipo de medidas?
BM: O PCP tem desenvolvido um trabalho que marca a diferença, não apenas de quantidade de trabalho desenvolvido (dinamização da luta de massas, agitação e propaganda, visitas, requerimentos, funcionamento de um gabinete que atende munícipes) mas também um trabalho de qualidade e de defesa de um projecto de esquerda e de mudança para o Porto.
O PCP tem sido a única força que se tem oposto às políticas de direita, quer sejam da responsabilidade do governo PS ou da coligação PSD/CDS ao nível da CMP, em questões como o processo de reestruturação da rede dos STCP, o encerramento de várias esquadras da PSP, a tentativa de encerramento de alguns postos de urgência de saúde, a concessão de equipamentos municipais, o concurso de privatização da recolha do lixo. Só com o PCP mais forte é possível construir a alternativa política de que o Porto precisa.
BM: A última Assembleia da Organização da Cidade do Porto realizou-se em Novembro de 2005. No fundamental, o Partido esteve à altura da situação política e conseguiu reforçar-se. Está hoje em melhores condições de continuar o combate que a realidade exige de um Partido revolucionário. Correspondendo às prioridades estratégicas que o último Congresso delineou, houve um esforço no sentido de fortalecer as organizações de base e a organização do Partido nos sectores profissionais. Há diferenças sector a sector, no entanto o traço geral é de reforço, de mais trabalho e de um Partido mais forte. Exemplo disso foi a dinamização de uma célula do PCP na Câmara Municipal do Porto, que tem tido uma intervenção bastante activa nos diferentes problemas dos cerca de 4500 trabalhadores da autarquia.
Dá um exemplo de prioridades que a realização desta Assembleia coloca à discussão.
AV: Ao nível das prioridades, o Porto tem uma realidade muito específica do ponto de vista demográfico, que se traduz num envelhecimento da maioria da população da cidade e a organização, de certa forma, reflecte também essa característica. O aprofundamento de uma linha de trabalho no sentido do estímulo ao recrutamento orientado, à renovação e ao rejuvenescimento dos próprios organismos do Partido será um tema de destaque na Assembleia.
Como é que o PCP caracteriza a situação política autárquica na Cidade do Porto?
BM: Estes quase três anos de maioria absoluta PSD/CDS foram anos de retrocesso para o Porto. Há cada vez mais um défice democrático, uma tentativa de transformar uma maioria absoluta de mandatos num poder absoluto. Há uma política de privatização de serviços e de equipamentos municipais, como são os casos do Mercado do Bolhão, do Teatro Rivoli, do Pavilhão Rosa Mota e do Mercado do Bom Sucesso. Um traço característico desta coligação PSD/CDS é a convergência no fundamental com o governo do Partido Socialista, aplicando a mesma receita neoliberal.
Foi essa Coligação PSD/CDS que aprovou o Regulamento Municipal sobre Propaganda Política, que muita luta do Partido tem exigido…
AV: Esse regulamento visa exclusivamente calar a voz do Partido e da CGTP-IN. Este regulamento é inconstitucional. O Partido não abdicará em circunstância alguma do direito de propaganda política.
Qual é o trabalho que tem sido realizado pelo Partido no combate a este tipo de medidas?
BM: O PCP tem desenvolvido um trabalho que marca a diferença, não apenas de quantidade de trabalho desenvolvido (dinamização da luta de massas, agitação e propaganda, visitas, requerimentos, funcionamento de um gabinete que atende munícipes) mas também um trabalho de qualidade e de defesa de um projecto de esquerda e de mudança para o Porto.
O PCP tem sido a única força que se tem oposto às políticas de direita, quer sejam da responsabilidade do governo PS ou da coligação PSD/CDS ao nível da CMP, em questões como o processo de reestruturação da rede dos STCP, o encerramento de várias esquadras da PSP, a tentativa de encerramento de alguns postos de urgência de saúde, a concessão de equipamentos municipais, o concurso de privatização da recolha do lixo. Só com o PCP mais forte é possível construir a alternativa política de que o Porto precisa.