A liberdade de Pedro Jorge
Pedro Jorge, jovem electricista e dirigente sindical, foi um dos poucos «Contras» cuja voz já se pôde ouvir no «Prós e Prós» da RTP1. Aconteceu no passado dia 28 de Janeiro. Na sua lúcida intervenção (que pode ver em www.youtube.com/watch?v=v8-XGZ1ogho) denunciou a crescente exploração dos trabalhadores.
A semana passada, a sua entidade patronal, a Cerâmica Torreense, colocou-lhe um processo disciplinar para despedimento pelas declarações proferidas nesse programa, acusando-o – supremo crime na sociedade capitalista – de dizer a verdade.
À denúncia pelo Partido e pelo Movimento Sindical desta flagrante violação da liberdade de Pedro Jorge, respondeu com um esclarecedor silêncio uma comunicação social cuja capacidade de indignação cada vez mais se esgota nas telecomandadas e ciáticas campanhas «pelos direitos humanos».
Este silêncio é natural. Já que, com este ataque à liberdade do Pedro Jorge, até os mais distraídos poderão constatar que a liberdade de expressão e de organização dos trabalhadores não pode coexistir com a liberdade dos patrões despedirem os trabalhadores. Que é o mesmo que dizer que é imperioso para a defesa da Liberdade e da Democracia a derrota do projecto de revisão para pior do Código do Trabalho que o Grande Capital decidiu e Sócrates tenta concretizar.
Mas este silêncio revela um medo mais profundo. É que ao Pedro Jorge nenhuma lei, nenhum processo disciplinar, nenhum instrumento de repressão conseguiu ou conseguirá calar. Porque é «um operário construído». Porque é um comunista. Porque defende a Liberdade exercendo-a. É que os exploradores vivem um pânico secreto – os seus privilégios são defendidos por um aparelho repressivo e pela capacidade de dominação ideológica, assentam na mentira e no medo – cada trabalhador que se liberta é uma ameaça terrível a todo o sistema.
Ao tentar despedir o Pedro Jorge, o capitalismo expõe a sua natureza e o seu falhanço. A liberdade do Pedro Jorge já o derrotou.
A semana passada, a sua entidade patronal, a Cerâmica Torreense, colocou-lhe um processo disciplinar para despedimento pelas declarações proferidas nesse programa, acusando-o – supremo crime na sociedade capitalista – de dizer a verdade.
À denúncia pelo Partido e pelo Movimento Sindical desta flagrante violação da liberdade de Pedro Jorge, respondeu com um esclarecedor silêncio uma comunicação social cuja capacidade de indignação cada vez mais se esgota nas telecomandadas e ciáticas campanhas «pelos direitos humanos».
Este silêncio é natural. Já que, com este ataque à liberdade do Pedro Jorge, até os mais distraídos poderão constatar que a liberdade de expressão e de organização dos trabalhadores não pode coexistir com a liberdade dos patrões despedirem os trabalhadores. Que é o mesmo que dizer que é imperioso para a defesa da Liberdade e da Democracia a derrota do projecto de revisão para pior do Código do Trabalho que o Grande Capital decidiu e Sócrates tenta concretizar.
Mas este silêncio revela um medo mais profundo. É que ao Pedro Jorge nenhuma lei, nenhum processo disciplinar, nenhum instrumento de repressão conseguiu ou conseguirá calar. Porque é «um operário construído». Porque é um comunista. Porque defende a Liberdade exercendo-a. É que os exploradores vivem um pânico secreto – os seus privilégios são defendidos por um aparelho repressivo e pela capacidade de dominação ideológica, assentam na mentira e no medo – cada trabalhador que se liberta é uma ameaça terrível a todo o sistema.
Ao tentar despedir o Pedro Jorge, o capitalismo expõe a sua natureza e o seu falhanço. A liberdade do Pedro Jorge já o derrotou.