Envolver todos na preparação do XVIII Congresso
A preparação e realização do XVIII Congresso do Partido dominaram a intervenção de Jerónimo de Sousa no grande jantar que se realizou, sábado, na Amadora.
«Temos essencialmente que contar connosco, com a nossa militância»
O XVIII Congresso é a «grande tarefa partidária e a questão central da actividade partidária deste ano de 2008 e a que precisamos de dar uma muito particular atenção», afirmou Jerónimo de Sousa. Em sua opinião, todo o colectivo partidário será chamado à análise, ao debate e a tomar decisões «da mais alta importância para a vida do nosso Partido e em todos os domínios da sua intervenção».
Os objectivos do Congresso são, entre outros, proceder a uma análise à situação internacional e nacional e à evolução da União Europeia e consequências que daí advêm para Portugal. Avaliar o desenvolvimento da luta e contribuir para a sua dinamização será outro dos seus grandes desígnios, afirmou. Para Jerónimo de Sousa, o Congresso deverá afirmar ainda mais o Partido como «força indispensável e insubstituível para uma nova política e uma alternativa para o País, e identificar as linhas de acção susceptíveis de promover a necessária ruptura com a política de direita».
A situação do Partido será avaliada, avançou Jerónimo de Sousa, com o Congresso a ser chamado a «adoptar as orientações e medidas para o seu reforço nos planos ideológico, político, organizativo, visando a ampliação da sua capacidade de mobilização e atracção». A reunião magna dos comunistas deverá também «contribuir para o alargamento do combate ao capitalismo e ao imperialismo e para a afirmação do ideal e do projecto comunista», reafirmou o secretário-geral do PCP.
Lembrando que a primeira fase de preparação do Congresso acaba de ser aberta pelo Comité Central, com o lançamento da discussão das linhas essenciais a considerar e a resolver pelo Congresso, Jerónimo de Sousa manifestou a necessidade de que esta fase seja o mais «ampla e participada possível». Em seguida, enunciou algumas das questões fundamentais que estão, desde já, à discussão em todo o Partido.
Mês de luta
No mês de Março, mês de «aniversário e de luta», ficou bem patente, afirmou Jerónimo de Sousa, que o PCP é a «grande força de oposição à política de direita». O PCP, acrescentou, esteve «sempre na linha da frente no combate contra as desigualdades e as injustiças sociais e pelo desenvolvimento do País».
O «bom momento» que o Partido vive deve-se também, segundo o dirigente comunista, «porque estamos na luta e com a luta dos trabalhadores e das populações que reconhecem o papel insubstituível do PCP na batalha que todos os dias se trava». Em sua opinião, são lutas «justas e necessárias que se desenvolvem de Norte a Sul do País» em empresas e sectores como os vidros, a Sisáqua, os CTT, a Euroresinas, entre outras.
Lembrando que «há quem tudo faça para silenciar e omitir a intervenção e a luta do nosso Partido», o secretário-geral do PCP alertou: «para os tempos que aí vêm não podemos esperar facilidades.» Assim, avançou, «temos que essencialmente contar connosco, com o nosso empenhamento, a nossa militância, o nosso esforço».
Luta desgasta Governo
Manobras e malabarismos
O grande capital apostara há muito na manutenção do PS e de José Sócrates à frente dos destinos do País. Mas estes seus planos estão a ser «postos em causa pela forte, ampla e combativa luta de resistência dos trabalhadores e das populações», afirmou, na Amadora, Jerónimo de Sousa. A política de direita e a solução governativa que se «anunciavam como as únicas viáveis», prosseguiu, «são hoje questionadas por amplas massas e por largas camadas do nosso povo que aspiram a uma verdadeira mudança política».
É por isso, continuou Jerónimo de Sousa, que «assistimos neste momento ao mais descarado manobrismo político por parte do actual governo e dos que nele apostam». Tentam agora fazer crer que se está perante um «novo ciclo da acção governativa». Ou seja, que «depois de três anos de violenta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e das populações, nos serviços públicos, na saúde, na educação, na segurança social, vêm agora dar ares de esquerda e mostrar inquietação social em relação aos problemas que a sua própria política criou».
Disto são exemplos a «mudança de agulha» em relação à política de saúde. Após três anos de encerramentos de serviços de saúde, aumentos nas taxas moderadoras, descomparticipação de medicamentos e favorecimento claro do sector privado, anuncia agora a devolução de uma pequena parte das taxas que eles próprios impôs. O mesmo em relação ao anúncio de gestão pública no Amadora-Sintra, «para dar a ilusória ideia de que virou à esquerda».
Os objectivos do Congresso são, entre outros, proceder a uma análise à situação internacional e nacional e à evolução da União Europeia e consequências que daí advêm para Portugal. Avaliar o desenvolvimento da luta e contribuir para a sua dinamização será outro dos seus grandes desígnios, afirmou. Para Jerónimo de Sousa, o Congresso deverá afirmar ainda mais o Partido como «força indispensável e insubstituível para uma nova política e uma alternativa para o País, e identificar as linhas de acção susceptíveis de promover a necessária ruptura com a política de direita».
A situação do Partido será avaliada, avançou Jerónimo de Sousa, com o Congresso a ser chamado a «adoptar as orientações e medidas para o seu reforço nos planos ideológico, político, organizativo, visando a ampliação da sua capacidade de mobilização e atracção». A reunião magna dos comunistas deverá também «contribuir para o alargamento do combate ao capitalismo e ao imperialismo e para a afirmação do ideal e do projecto comunista», reafirmou o secretário-geral do PCP.
Lembrando que a primeira fase de preparação do Congresso acaba de ser aberta pelo Comité Central, com o lançamento da discussão das linhas essenciais a considerar e a resolver pelo Congresso, Jerónimo de Sousa manifestou a necessidade de que esta fase seja o mais «ampla e participada possível». Em seguida, enunciou algumas das questões fundamentais que estão, desde já, à discussão em todo o Partido.
Mês de luta
No mês de Março, mês de «aniversário e de luta», ficou bem patente, afirmou Jerónimo de Sousa, que o PCP é a «grande força de oposição à política de direita». O PCP, acrescentou, esteve «sempre na linha da frente no combate contra as desigualdades e as injustiças sociais e pelo desenvolvimento do País».
O «bom momento» que o Partido vive deve-se também, segundo o dirigente comunista, «porque estamos na luta e com a luta dos trabalhadores e das populações que reconhecem o papel insubstituível do PCP na batalha que todos os dias se trava». Em sua opinião, são lutas «justas e necessárias que se desenvolvem de Norte a Sul do País» em empresas e sectores como os vidros, a Sisáqua, os CTT, a Euroresinas, entre outras.
Lembrando que «há quem tudo faça para silenciar e omitir a intervenção e a luta do nosso Partido», o secretário-geral do PCP alertou: «para os tempos que aí vêm não podemos esperar facilidades.» Assim, avançou, «temos que essencialmente contar connosco, com o nosso empenhamento, a nossa militância, o nosso esforço».
Luta desgasta Governo
Manobras e malabarismos
O grande capital apostara há muito na manutenção do PS e de José Sócrates à frente dos destinos do País. Mas estes seus planos estão a ser «postos em causa pela forte, ampla e combativa luta de resistência dos trabalhadores e das populações», afirmou, na Amadora, Jerónimo de Sousa. A política de direita e a solução governativa que se «anunciavam como as únicas viáveis», prosseguiu, «são hoje questionadas por amplas massas e por largas camadas do nosso povo que aspiram a uma verdadeira mudança política».
É por isso, continuou Jerónimo de Sousa, que «assistimos neste momento ao mais descarado manobrismo político por parte do actual governo e dos que nele apostam». Tentam agora fazer crer que se está perante um «novo ciclo da acção governativa». Ou seja, que «depois de três anos de violenta ofensiva contra os direitos dos trabalhadores e das populações, nos serviços públicos, na saúde, na educação, na segurança social, vêm agora dar ares de esquerda e mostrar inquietação social em relação aos problemas que a sua própria política criou».
Disto são exemplos a «mudança de agulha» em relação à política de saúde. Após três anos de encerramentos de serviços de saúde, aumentos nas taxas moderadoras, descomparticipação de medicamentos e favorecimento claro do sector privado, anuncia agora a devolução de uma pequena parte das taxas que eles próprios impôs. O mesmo em relação ao anúncio de gestão pública no Amadora-Sintra, «para dar a ilusória ideia de que virou à esquerda».