Ocupantes fora do Iraque!
Mais de duas dezenas de organizações, incluindo o PCP e a JCP, promovem depois de amanhã uma iniciativa no Largo de Camões, assinalando os cinco anos de invasão do Iraque e exigindo o fim da ocupação.
O real motivo da invasão foi ocultado sob mentiras
A concentração está marcada para as 16 horas e deverão ali ser apresentados testemunhos sobre as razões da guerra, as violações do Direito Internacional, os pontos de vista de mulheres, jovens e trabalhadores. Entre as organizações promotoras - que já levaram a cabo outras iniciativas, como a que teve lugar no dia 20, junto à embaixada dos EUA em Lisboa - figuram ainda o Conselho Português para a Paz e Cooperação, o Partido Ecologista «Os Verdes» e a Ecolojovem, o Tribunal Mundial Iraque, o MPPM (movimento de solidariedade com o povo da Palestina), a Opus Gay, o Colectivo Mumia Abu-Jamal, o Movimento Democrático de Mulheres, a CGTP-IN e várias estruturas do movimento sindical unitário.
Cúmplice activo
«Portugal tem sido cúmplice activo na guerra que levou à destruição de um país, ao sofrimento e morte de um povo e ao agravamento da situação do Médio Oriente», acusa-se na carta-aberta que o núcleo organizador enviou ao primeiro-ministro no dia do quinto aniversário da invasão.
No documento, as organizações recordam que «Durão Barroso, que como primeiro-ministro teve especiais responsabilidades na campanha a favor da guerra, procurou limpar a face declarando que se enganara»; «Paulo Portas, então ministro da Defesa, que “tinha visto provas” da existência das armas de destruição maciça, refugia-se no silêncio»; «Jorge Sampaio, que enquanto Presidente da República aceitou o envolvimento português, nada diz diante da catástrofe».
Nestes cinco anos de ocupação, «o Iraque conta mais de um milhão de mortos e cinco milhões de exilados e deslocados», e «muitos mais morrerão enquanto persistir a ocupação, e em sua consequência, vítimas da fome e da doença, da contaminação radioactiva, das catástrofes ambientais e humanitárias e do terrorismo de Estado e do promovido por indivíduos ou grupos».
Mas, acrescentam, «à destruição do Iraque somam-se a destruição do Afeganistão, o genocídio do povo palestiniano, o ataque ao Líbano, as ameaças ao Irão, o escândalo dos “voos da CIA” e das prisões secretas criadas pelos EUA à margem de qualquer lei», factos que «fazem parte de um mesmo plano de domínio do Médio Oriente» e que «configuram violações do Direito Internacional, crimes contra a Humanidade e crimes de guerra, a que Portugal não deve nem pode estar associado».
A José Sócrates é exigido «mudar de rumo», salientando-se na carta-aberta que, «no cumprimento do espírito e da letra da nossa Constituição, é imperioso que o Governo se demarque daqueles actos e desenvolva todos os esforços diplomáticos e políticos para acabar com os crimes citados e para respeitar os países e povos agredidos».
Cúmplice activo
«Portugal tem sido cúmplice activo na guerra que levou à destruição de um país, ao sofrimento e morte de um povo e ao agravamento da situação do Médio Oriente», acusa-se na carta-aberta que o núcleo organizador enviou ao primeiro-ministro no dia do quinto aniversário da invasão.
No documento, as organizações recordam que «Durão Barroso, que como primeiro-ministro teve especiais responsabilidades na campanha a favor da guerra, procurou limpar a face declarando que se enganara»; «Paulo Portas, então ministro da Defesa, que “tinha visto provas” da existência das armas de destruição maciça, refugia-se no silêncio»; «Jorge Sampaio, que enquanto Presidente da República aceitou o envolvimento português, nada diz diante da catástrofe».
Nestes cinco anos de ocupação, «o Iraque conta mais de um milhão de mortos e cinco milhões de exilados e deslocados», e «muitos mais morrerão enquanto persistir a ocupação, e em sua consequência, vítimas da fome e da doença, da contaminação radioactiva, das catástrofes ambientais e humanitárias e do terrorismo de Estado e do promovido por indivíduos ou grupos».
Mas, acrescentam, «à destruição do Iraque somam-se a destruição do Afeganistão, o genocídio do povo palestiniano, o ataque ao Líbano, as ameaças ao Irão, o escândalo dos “voos da CIA” e das prisões secretas criadas pelos EUA à margem de qualquer lei», factos que «fazem parte de um mesmo plano de domínio do Médio Oriente» e que «configuram violações do Direito Internacional, crimes contra a Humanidade e crimes de guerra, a que Portugal não deve nem pode estar associado».
A José Sócrates é exigido «mudar de rumo», salientando-se na carta-aberta que, «no cumprimento do espírito e da letra da nossa Constituição, é imperioso que o Governo se demarque daqueles actos e desenvolva todos os esforços diplomáticos e políticos para acabar com os crimes citados e para respeitar os países e povos agredidos».