Ninhada de ovos gorados
Quando os pintos nasciam dos ovos que as galinhas chocavam, havia sempre ovos que não davam pintos. Dizia-se que «estavam gorados». Ou que saíam «goros».
Pois foi assim que saiu este governo do PS.
Também se pode dizer: a cada cavadela – minhoca.
Ou, comparando o que disse e o que faz, que não dá a bota com a perdigota.
E poderíamos ficar aqui a contrapor muito do que dizia a velha sabedoria popular àquilo que faz – e ao que não faz – esta ninhada de ovos goros que o PS pôs a chocar no governo.
São compromissos eleitorais falsificados «porque agora o título posto no papel é outro». São promessas deitadas ao lixo «porque não são compatíveis com «a Europa». São direitos contrabandeados «para o mercado», para «sanear as finanças públicas»...
Mas quem poderá admirar-se de tal coisa?
Só quem não deu atenção àquilo que tem sido o comportamento político do PS.
Ano após ano, eleição após eleição, ele vem aplicando uma política que reduz os partidos da burguesia capitalista (o que o PS se esforça por comprovar ser) a uma simples máquina eleitoral cada vez mais dependente do clientelismo, do dinheiro, e portanto, cada vez mais subordinados ao capital.
Como é lógico, esta orientação transforma os partidos que a praticam em acérrimos defensores da teologia neoliberal, a nova vulgata planetária que lhes devora o cérebro. E, assim, podemos ouvi-los descrever as transformações contemporâneas das sociedades avançadas como frutos pendentes de uma série de oposições e de equivalências que se sustentam e respondem umas às outras: descomprometimento económico e social do Estado e reforço das suas componentes policiais, penais e fiscais, desregulação dos fluxos financeiros e desenquadramento do mercado de emprego, redução da protecção social e exaltação entusiasta daquilo a que eles chamam a «responsabilidade individual».
Numa extraordinária inversão de papéis, denunciam agora como «conservadoras» as reivindicações populares que defendem direitos e pretende apresentar como «progresso» e «reformas necessárias» a regressão social, a desregulamentação generalizada, a mercantilização dos direitos.
A prática demonstra que este tipo de partidos concentram a sua actividade em processos de partilha de carreiras e de cargos institucionais do Estado, dando origem ao surgimento de problemas éticos e transformando a democracia burguesa num ritual cada vez mais vazio de conteúdo ideológico, social e político.
Por isso os ovos que as ninhadas governamentais do PS vão chocando – «saem goros»...
Era bom que as pessoas pensassem nisto.
Pois foi assim que saiu este governo do PS.
Também se pode dizer: a cada cavadela – minhoca.
Ou, comparando o que disse e o que faz, que não dá a bota com a perdigota.
E poderíamos ficar aqui a contrapor muito do que dizia a velha sabedoria popular àquilo que faz – e ao que não faz – esta ninhada de ovos goros que o PS pôs a chocar no governo.
São compromissos eleitorais falsificados «porque agora o título posto no papel é outro». São promessas deitadas ao lixo «porque não são compatíveis com «a Europa». São direitos contrabandeados «para o mercado», para «sanear as finanças públicas»...
Mas quem poderá admirar-se de tal coisa?
Só quem não deu atenção àquilo que tem sido o comportamento político do PS.
Ano após ano, eleição após eleição, ele vem aplicando uma política que reduz os partidos da burguesia capitalista (o que o PS se esforça por comprovar ser) a uma simples máquina eleitoral cada vez mais dependente do clientelismo, do dinheiro, e portanto, cada vez mais subordinados ao capital.
Como é lógico, esta orientação transforma os partidos que a praticam em acérrimos defensores da teologia neoliberal, a nova vulgata planetária que lhes devora o cérebro. E, assim, podemos ouvi-los descrever as transformações contemporâneas das sociedades avançadas como frutos pendentes de uma série de oposições e de equivalências que se sustentam e respondem umas às outras: descomprometimento económico e social do Estado e reforço das suas componentes policiais, penais e fiscais, desregulação dos fluxos financeiros e desenquadramento do mercado de emprego, redução da protecção social e exaltação entusiasta daquilo a que eles chamam a «responsabilidade individual».
Numa extraordinária inversão de papéis, denunciam agora como «conservadoras» as reivindicações populares que defendem direitos e pretende apresentar como «progresso» e «reformas necessárias» a regressão social, a desregulamentação generalizada, a mercantilização dos direitos.
A prática demonstra que este tipo de partidos concentram a sua actividade em processos de partilha de carreiras e de cargos institucionais do Estado, dando origem ao surgimento de problemas éticos e transformando a democracia burguesa num ritual cada vez mais vazio de conteúdo ideológico, social e político.
Por isso os ovos que as ninhadas governamentais do PS vão chocando – «saem goros»...
Era bom que as pessoas pensassem nisto.