Por políticas públicas
Os trabalhadores dos transportes de Itália aderiram em massa à greve de sexta-feira, 30, exigindo políticas e recursos públicos adequados para recuperar empresas e garantir serviços eficientes.
A paralisação de dia 30 foi a maior dos últimos 25 anos no sector
A paralisação, convocada pelas federações dos transportes das principais centrais sindicais (Cgil, Cisl, Uil e Ugl) registou uma elevada adesão em todos os sectores e em todas as cidades italianas.
Sem precedentes nos últimos 25 anos, em resultado da greve quase nenhum autocarro, comboio ou metro circulou durante as oito horas da greve. Os barcos de passageiros ficaram atracados aos cais e nos aeroportos de Roma e Milão foram cancelados mais de 350 voos. Segundo os sindicatos, em muitos locais de trabalho a percentagem de grevistas foi de 100 por cento. O diário La Repubblica escreveu que aquele foi «o mais negro na história dos transportes italianos».
Até empregados de empresas funerárias, de reboques e pronto-socorro rodoviário se solidarizaram com o movimento, recusando-se a circular.
Nos caminhos-de-ferro, cerca de 90 por cento dos trabalhadores participaram no protesto. As redes de metro de Roma e Milão paralisaram completamente, enquanto os transportes municipais de superfície estiveram reduzidos ao mínimo.
A penúria de transportes foi acentuada em Roma com a manutenção do protesto dos taxistas, em greve desde dia 27, contra as medidas de liberalização aprovadas pelo governo e que as câmaras estão obrigadas a pôr em prática.
Cláudio Claudiana, secretário-geral da federação dos transportes da Cisl, sublinhou, em comunicado, que a grande mobilização impõe ao governo que «afronte de caras» o problema dos transportes, com vista a assegurar aos cidadãos e às empresas serviços eficientes e competitivos.
Todos os sindicatos exigem que o governo do primeiro-ministro Romano Prodi forneça as respostas concretas para resolver «os graves problemas» do sector e reveja as opções do orçamento de Estado para 2008 que prevêem cortes nos recursos a ele destinados.
O mundo do trabalho reclama, nomeadamente, uma maior participação do Estado na resolução da crise que atinge os caminhos-de-ferro e a companhia aérea de bandeira Alitalia. Esta última, que se encontra num atribulado processo de privatização, sofreu prejuízos no ano passado que ascendem a 626 milhões de euros, acumulando outros 211 milhões de euros de perdas no primeiro semestre deste ano.
Sem precedentes nos últimos 25 anos, em resultado da greve quase nenhum autocarro, comboio ou metro circulou durante as oito horas da greve. Os barcos de passageiros ficaram atracados aos cais e nos aeroportos de Roma e Milão foram cancelados mais de 350 voos. Segundo os sindicatos, em muitos locais de trabalho a percentagem de grevistas foi de 100 por cento. O diário La Repubblica escreveu que aquele foi «o mais negro na história dos transportes italianos».
Até empregados de empresas funerárias, de reboques e pronto-socorro rodoviário se solidarizaram com o movimento, recusando-se a circular.
Nos caminhos-de-ferro, cerca de 90 por cento dos trabalhadores participaram no protesto. As redes de metro de Roma e Milão paralisaram completamente, enquanto os transportes municipais de superfície estiveram reduzidos ao mínimo.
A penúria de transportes foi acentuada em Roma com a manutenção do protesto dos taxistas, em greve desde dia 27, contra as medidas de liberalização aprovadas pelo governo e que as câmaras estão obrigadas a pôr em prática.
Cláudio Claudiana, secretário-geral da federação dos transportes da Cisl, sublinhou, em comunicado, que a grande mobilização impõe ao governo que «afronte de caras» o problema dos transportes, com vista a assegurar aos cidadãos e às empresas serviços eficientes e competitivos.
Todos os sindicatos exigem que o governo do primeiro-ministro Romano Prodi forneça as respostas concretas para resolver «os graves problemas» do sector e reveja as opções do orçamento de Estado para 2008 que prevêem cortes nos recursos a ele destinados.
O mundo do trabalho reclama, nomeadamente, uma maior participação do Estado na resolução da crise que atinge os caminhos-de-ferro e a companhia aérea de bandeira Alitalia. Esta última, que se encontra num atribulado processo de privatização, sofreu prejuízos no ano passado que ascendem a 626 milhões de euros, acumulando outros 211 milhões de euros de perdas no primeiro semestre deste ano.