Bolívia

Lozada acusado de genocídio

O ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada foi acusado de genocídio pelas autoridades judiciais da Bolívia. Em causa está a repressão, em 2003, dos protestos populares contra um projecto do governo para a exportação de gás natural envolvendo empresas como a Repsol e a BP.
Cerca de 70 pessoas morreram em resultado da violência, a última das quais, Eulogio Samo, há duas semanas após quatro anos de internamento hospitalar.
Juntamente com Lozada, ou «Goni», como é conhecido pelo povo, foram ainda acusados oito antigos ministros e cinco altos chefes militares, apontados como co-responsáveis pelos crimes cometidos.
Todos enfrentam acusações de massacre sangrento, homicídio, lesões gravíssimas, lesões graves e leves, privação de liberdade, humilhações e torturas, atentado à liberdade de imprensa, invasões e resoluções contrárias à lei. O cumulativo das penas chega aos 25 anos de prisão.

Povo exige extradição

Dia 18, em Sucre, onde a procuradoria-geral apresentou o processo junto da Corte Suprema, familiares e amigos das vítimas lembraram o massacre e reivindicaram a extradição de «Goni», exilado nos EUA.
No mesmo dia, na capital do país, La Paz, mais de três mil pessoas concentraram-se frente à embaixada norte-americana para exigirem que Washington entregue «Goni» à justiça boliviana. Os manifestantes prometeram incendiar a representação diplomática da Casa Branca se tal não acontecer até Dezembro.
Durante os próximos dias o embaixador da Bolívia nos EUA deverá entregar toda a documentação necessária à extradição de Lozada.


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