Comunistas denunciam agravamento da situação

Caos financeiro em Gaia

A CDU de Gaia vai realizar, dia 3 de Novembro, um Encontro Autárquico Concelhio para denunciar o agravamento da situação social do concelho.

Acentuou-se a cedência à especulação imobiliária

No passado dia 12 de Outubro, os eleitos do PCP alertaram, em conferência de imprensa, para o «crescimento do endividamento da autarquia, o aumento de empresas municipais, fundações e agências, acompanhado de multiplicações de lugares para novos amigos e velhos compromissos, o recurso crescente a aumentos excessivos de taxas e tarifas sobrecarregando cada vez mais os munícipes, com destaque para a factura da água, saneamento e lixos, taxas de acesso, taxas de feiras e mercados, e o registo dos contadores de água nos bairros municipais».
Entretanto, acrescenta o texto, «aumentaram os buracos nas ruas, agravou-se a situação dos pavimentos e dos poucos passeios existentes, persistem as carências de equipamentos para crianças e idosos, mantendo-se Gaia como um dos municípios do país com pior cobertura em termos de centros de dia, jardins de infância públicos e parques infantis».
Reconhecendo que algumas obras, «pelas quais lutámos durante anos», foram concluídas, como o Cine-Teatro Brazão, em Valadares, ainda se programa permanente, e a Piscina de Lever, os comunistas lamentam a construção lenta «de alguns equipamentos e infra-estruturas da responsabilidade da Administração Central e de empresas públicas, com destaque para o Metro, o Centro de Saúde de Canidelo, o nó da Arrábida e as vias da marginal».
Continuam ainda a faltar obras importantes como o centro de saúde de Pedroso, as novas esquadras da PSP e da GNR, o novo hospital público, a reabilitação do centro histórico.
«Acentuou-se a cedência à especulação imobiliária e aos grandes interesses económicos com reflexo no aumento do caos urbanístico, mesmo em zonas que tinham resistido ao longo dos anos, como a Granja e outras zonas do litoral e da beira-rio, agravando as desigualdades e assimetrias no crescimento do concelho, enquanto prossegue a campanha de propaganda de obras muitas vezes prometidas e sucessivamente adiadas», acusam os eleitos do PCP, acrescentando: Perspectiva-se um agravamento da especulação imobiliária com a arrastar da aprovação do PDM, à espera que os grupos financeiros apresentem os seus projectos de construção para que, só depois, o executivo decida sobre os planos de urbanização, como está a acontecer em Canidelo».


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