Só há razões para o protesto
Quando centenas de milhares de trabalhadores nas ruas da capital davam corpo há uma semana à gigantesca manifestação organizada pela CGTP-IN, no Parlamento, à mesma hora, o PCP, pela voz do deputado Eugénio Rosa, expressava o seu «total apoio» a esta inolvidável jornada por «mais justiça social».
Esta política conduz o País e os portugueses à ruína
«Milhares de trabalhadores estão na rua manifestando-se por uma Europa e por um Portugal com mais Justiça Social», afirmou, considerando «urgente que o PS ouça e compreenda este protesto da sociedade e mude de rumo, para bem de Portugal e dos portugueses».
Sobre as razões do protesto disse Eugénio Rosa serem mais que justas perante «uma política que está a conduzir o País e os portugueses à ruína». Pôs em evidência o facto de a média de crescimento económico (0,8 %) ter sido 2,5 vezes inferior à taxa média de crescimento comunitário, o que significou «uma taxa próxima da estagnação», enquanto as desigualdades nunca aumentaram tanto depois do 25 de Abril como agora.
Entre os muitos indicadores que o comprovam, lembrou, está o que revela que em 2005 os rendimentos dos 20 por cento mais ricos da população foram oito vezes superiores aos rendimentos dos 20 por cento mais pobres, quando, um ano antes, esse diferencial era de sete vezes, ou seja, em um ano apenas de governo PS, este indicador de desigualdade aumentou 14 por cento.
Condições de vida pioram
Outro dado que não joga a seu favor é o que se refere aos vencimentos dos trabalhadores das administração pública, que tiveram em 2006 um aumento de 1,5 por cento, com uma taxa de inflação de 3,1 por cento, o que determinou uma perda generalizada de poder de compra, enquanto no mesmo período os lucros das 500 maiores empresas não financeiras aumentaram 67 por cento e, entre 2004 e 2006, os lucros da banca cresceram 135 por cento.
Lucros astronómicos das grandes empresas que, segundo Eugénio Rosa, estão a ser obtidos também à custa de receitas do Estado, uma vez que, explicou, de acordo com o Relatório do Orçamento, entre 2005 e 2008, portanto em quatro anos de governo PS, «as receitas perdidas pelo Estado devido aos benefícios fiscais concedidos atingirão 10 318 milhões de euros», 71 por cento dos quais concedidos a empresas e fundamentalmente a grandes empresas.
Denunciada pelo parlamentar do PCP foi ainda a circunstância de a banca, ao contrário do que chegou a afirmar no ano passado o ministro das Finanças, ter pago em 2006 uma taxa efectiva de IRC de apenas 15 por cento, ou seja, dez pontos percentuais abaixo da taxa legal.
Eugénio Rosa recordou ainda que a miséria não atinge apenas os idosos e os desempregados (que compunham na sua grande maioria os dois milhões de portugueses que viviam em 2005 abaixo do limiar da pobreza) mas também trabalhadores empregados. «De acordo com o INE, no ano de 2006, vinte por cento dos trabalhadores por conta de outrem, ou seja, 700 mil, recebiam um salário inferior a 400 euros por mês», exemplificou o deputado do PCP, antes de reiterar que a «ciência económica e a experiência empírica ensinam que a consolidação orçamental nunca deverá ser realizada em alturas de crise económica».
Sobre as razões do protesto disse Eugénio Rosa serem mais que justas perante «uma política que está a conduzir o País e os portugueses à ruína». Pôs em evidência o facto de a média de crescimento económico (0,8 %) ter sido 2,5 vezes inferior à taxa média de crescimento comunitário, o que significou «uma taxa próxima da estagnação», enquanto as desigualdades nunca aumentaram tanto depois do 25 de Abril como agora.
Entre os muitos indicadores que o comprovam, lembrou, está o que revela que em 2005 os rendimentos dos 20 por cento mais ricos da população foram oito vezes superiores aos rendimentos dos 20 por cento mais pobres, quando, um ano antes, esse diferencial era de sete vezes, ou seja, em um ano apenas de governo PS, este indicador de desigualdade aumentou 14 por cento.
Condições de vida pioram
Outro dado que não joga a seu favor é o que se refere aos vencimentos dos trabalhadores das administração pública, que tiveram em 2006 um aumento de 1,5 por cento, com uma taxa de inflação de 3,1 por cento, o que determinou uma perda generalizada de poder de compra, enquanto no mesmo período os lucros das 500 maiores empresas não financeiras aumentaram 67 por cento e, entre 2004 e 2006, os lucros da banca cresceram 135 por cento.
Lucros astronómicos das grandes empresas que, segundo Eugénio Rosa, estão a ser obtidos também à custa de receitas do Estado, uma vez que, explicou, de acordo com o Relatório do Orçamento, entre 2005 e 2008, portanto em quatro anos de governo PS, «as receitas perdidas pelo Estado devido aos benefícios fiscais concedidos atingirão 10 318 milhões de euros», 71 por cento dos quais concedidos a empresas e fundamentalmente a grandes empresas.
Denunciada pelo parlamentar do PCP foi ainda a circunstância de a banca, ao contrário do que chegou a afirmar no ano passado o ministro das Finanças, ter pago em 2006 uma taxa efectiva de IRC de apenas 15 por cento, ou seja, dez pontos percentuais abaixo da taxa legal.
Eugénio Rosa recordou ainda que a miséria não atinge apenas os idosos e os desempregados (que compunham na sua grande maioria os dois milhões de portugueses que viviam em 2005 abaixo do limiar da pobreza) mas também trabalhadores empregados. «De acordo com o INE, no ano de 2006, vinte por cento dos trabalhadores por conta de outrem, ou seja, 700 mil, recebiam um salário inferior a 400 euros por mês», exemplificou o deputado do PCP, antes de reiterar que a «ciência económica e a experiência empírica ensinam que a consolidação orçamental nunca deverá ser realizada em alturas de crise económica».