Em comunhão
Louçã decidiu aduzir argumentos em favor do acordo estabelecido com o PS em Lisboa. Adereçadas por umas quantas afirmações demagógicas, Louçã justificou a coisa zurzindo no PCP. Se por aquelas bandas a expectativa com a presente crónica seria a de ver nela insinuado que, com tal acordo, o seu vereador buscou ocupação e o respectivo partido guarida para o pessoal político, desenganados fiquem. Nem tão pouco a verberação pelo singelo, e absolutamente natural, facto de um vereador em minoria assumir responsabilidades em municípios de maioria de outras forças políticas.
O que aqui se quer é não deixar que a mentira faça caminho e evidenciar três factos. Primeiro, o de Louçã não ter resistido a deitar mão à sua habitual manipulação de conceitos e palavras para acusar o PCP de, pelo simples acto da assunção de pelouros, se coligar ou aliar com o PSD em outros municípios, para assim justificar o acordo do BE com o PS.
Segundo, o de notar que em rigor há algo que distingue com toda a clareza as condições de intervenção da CDU em municípios de minoria daquelas que o BE assumiu em Lisboa: o da total independência traduzida na recusa de qualquer compromisso prévio para dar acordo aos principais instrumentos de gestão. Ao dar garantias por antecipação à aprovação dos planos e orçamentos o BE não só se dispõe ao papel de refém do PS como é sinal de bem mais que um mero acordo para assunção de pelouros e responsabilidade.
Por último, mas o mais importante, é que afastada a cortina de frases sonantes sem sentido como os pré-anunciados «grandes confrontos com o próprio PS na Câmara», ou a do papel que o vereador atribui à amêijoa do Tejo para equilibrar as contas municipais, a verdade é que BE e Sá Fernandes assumiram já de corpo inteiro o pior da política nacional do governo do PS: o ataque aos trabalhadores e à sua estabilidade de emprego. A decisão de congelar uma dezena de concursos para admissão de jardineiros (pelouro do vereador do BE) e as lamúrias sobre o excesso de pessoal são, a par da prenunciada revisão da actual maioria da política sobre empresas municipais, um exemplo de que, mais maduras do que parecem, podem estar as condições para intensas comunhões com o partido do Governo.
O que aqui se quer é não deixar que a mentira faça caminho e evidenciar três factos. Primeiro, o de Louçã não ter resistido a deitar mão à sua habitual manipulação de conceitos e palavras para acusar o PCP de, pelo simples acto da assunção de pelouros, se coligar ou aliar com o PSD em outros municípios, para assim justificar o acordo do BE com o PS.
Segundo, o de notar que em rigor há algo que distingue com toda a clareza as condições de intervenção da CDU em municípios de minoria daquelas que o BE assumiu em Lisboa: o da total independência traduzida na recusa de qualquer compromisso prévio para dar acordo aos principais instrumentos de gestão. Ao dar garantias por antecipação à aprovação dos planos e orçamentos o BE não só se dispõe ao papel de refém do PS como é sinal de bem mais que um mero acordo para assunção de pelouros e responsabilidade.
Por último, mas o mais importante, é que afastada a cortina de frases sonantes sem sentido como os pré-anunciados «grandes confrontos com o próprio PS na Câmara», ou a do papel que o vereador atribui à amêijoa do Tejo para equilibrar as contas municipais, a verdade é que BE e Sá Fernandes assumiram já de corpo inteiro o pior da política nacional do governo do PS: o ataque aos trabalhadores e à sua estabilidade de emprego. A decisão de congelar uma dezena de concursos para admissão de jardineiros (pelouro do vereador do BE) e as lamúrias sobre o excesso de pessoal são, a par da prenunciada revisão da actual maioria da política sobre empresas municipais, um exemplo de que, mais maduras do que parecem, podem estar as condições para intensas comunhões com o partido do Governo.