O fantasma bateu à porta
Na última semana o fantasma da Crise bateu às portas do mundo. Como os génios maus dos contos de Xerazade que saíam de vasos encontrados à beira-mar, este saiu da Bolsa de Nova Iorque, e logo aterrorizou o mundo com o seu vulto sombrio, que Camões descreveria como «ingente, fero e temeroso».
Desta vez, o susto foi maior que o estrago.
Ao que parece.
Mas o caso merece reflexão.
Observa-se que os EUA, superpotência em decadência histórica, e a sua moeda, começam a sofrer uma implacável concorrência que ressurge e emana da lei do desenvolvimento desigual dos países, que Marx já descrevia como uma das marcas do capitalismo.
O cenário financeiro internacional, dominado pelos EUA, tem apresentado um perfil de extrema volatilidade que traduz as fragilidades deste sistema capitalista que já nos quiseram apresentar como «fim da História». É um preço que ele paga à internacionalização dos fluxos de capitais, que, com a globalização, se tornou bom motor das operações especulativas para acumulação de grandes excedentes de capital especulativo.
Na hierarquia de poderes que comandam a concorrência capitalista impõe-se cada vez mais a dominância do capital financeiro parasitário sobre as formas material e monetária ligadas à produção.
O circuito Dinheiro-Mercadoria-MaisDinheiro, descrito por Marx no Iº volume do Capital assume hoje a sua natureza colectiva e despótica num esquema em que predomina a fórmula Dinheiro-MaisDinheiro. Na sua evolução, o processo de reprodução capitalista torna-se cada vez mais parasitário.
Num mundo em que manam os mercados comandados pelo capital, os vencedores e os perdedores são arrumados socialmente em duas categorias fundamentais: os que acumulam o capital especulativo financeiro, têm «poder de compra» e gozam de «consumo de luxo» - e os que se tornaram dependentes do crédito, por carência de recursos ou obcecam consumista, e, permanentemente ameaçados pelo desemprego, são empurrados para uma competição desesperada pela sobrevivência.
E essas situações, suaves ou despóticas, são apresentadas como prova da soberania e liberdade do indivíduo na sociedade capitalista...
Desta vez, o susto foi maior que o estrago.
Ao que parece.
Mas o caso merece reflexão.
Observa-se que os EUA, superpotência em decadência histórica, e a sua moeda, começam a sofrer uma implacável concorrência que ressurge e emana da lei do desenvolvimento desigual dos países, que Marx já descrevia como uma das marcas do capitalismo.
O cenário financeiro internacional, dominado pelos EUA, tem apresentado um perfil de extrema volatilidade que traduz as fragilidades deste sistema capitalista que já nos quiseram apresentar como «fim da História». É um preço que ele paga à internacionalização dos fluxos de capitais, que, com a globalização, se tornou bom motor das operações especulativas para acumulação de grandes excedentes de capital especulativo.
Na hierarquia de poderes que comandam a concorrência capitalista impõe-se cada vez mais a dominância do capital financeiro parasitário sobre as formas material e monetária ligadas à produção.
O circuito Dinheiro-Mercadoria-MaisDinheiro, descrito por Marx no Iº volume do Capital assume hoje a sua natureza colectiva e despótica num esquema em que predomina a fórmula Dinheiro-MaisDinheiro. Na sua evolução, o processo de reprodução capitalista torna-se cada vez mais parasitário.
Num mundo em que manam os mercados comandados pelo capital, os vencedores e os perdedores são arrumados socialmente em duas categorias fundamentais: os que acumulam o capital especulativo financeiro, têm «poder de compra» e gozam de «consumo de luxo» - e os que se tornaram dependentes do crédito, por carência de recursos ou obcecam consumista, e, permanentemente ameaçados pelo desemprego, são empurrados para uma competição desesperada pela sobrevivência.
E essas situações, suaves ou despóticas, são apresentadas como prova da soberania e liberdade do indivíduo na sociedade capitalista...