Oligarquia contra o povo
A estatal petrolífera boliviana tomou posse de duas refinarias nos departamentos de Cochabamba e Santa Cruz. A medida foi tomada depois dos governo ter pago uma indemnização de 170 milhões de dólares à Petrobras .
No acto oficial, o presidente, Evo Morales, lembrou que sempre que as companhias não cumpram os contratos em vigor, o caminho será a nacionalização. Morales pediu ainda aos deputados que incluam na nova constituição um artigo que proíba a privatização dos recursos do país, norma que impediria «que os vendedores da pátria os entregassem às transnacionais».
A constituição é, neste momento, o principal foco de conflito entre o governo do MAS, apoiado pelo povo e pelas principais estruturas políticas, sindicais e sociais, e a oligarquia, no poder nas províncias de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.
O executivo de La Paz continua a ser alvo de uma guerra permanente movida pelo capital. Na última semana, o maior latifundiário do país, Branco Marinkovic, ameaçou, em nome dos governadores da chamada Meia Lua, recorrer às armas e declarar independência caso avance a proposta do MAS relativamente às autonomias. Na prática, esta retiraria ao grande capital e às suas aliadas multinacionais o acesso privilegiado à propriedade do solo e aos recursos do subsolo.
No acto oficial, o presidente, Evo Morales, lembrou que sempre que as companhias não cumpram os contratos em vigor, o caminho será a nacionalização. Morales pediu ainda aos deputados que incluam na nova constituição um artigo que proíba a privatização dos recursos do país, norma que impediria «que os vendedores da pátria os entregassem às transnacionais».
A constituição é, neste momento, o principal foco de conflito entre o governo do MAS, apoiado pelo povo e pelas principais estruturas políticas, sindicais e sociais, e a oligarquia, no poder nas províncias de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.
O executivo de La Paz continua a ser alvo de uma guerra permanente movida pelo capital. Na última semana, o maior latifundiário do país, Branco Marinkovic, ameaçou, em nome dos governadores da chamada Meia Lua, recorrer às armas e declarar independência caso avance a proposta do MAS relativamente às autonomias. Na prática, esta retiraria ao grande capital e às suas aliadas multinacionais o acesso privilegiado à propriedade do solo e aos recursos do subsolo.