Petróleo ao serviço da soberania
O estado venezuelano tomou posse da exploração petrolífera na Faixa de Orinoco. Ao processo de nacionalização de hidrocarbonetos, Chavez junta ainda a parceria com outro grande produtor mundial, o Irão.
A estatal PDVSA passa a deter a maioria do capital em Orinoco
A meio da semana passada, o governo da Venezuela anunciou que quatro das seis empresas responsáveis pela exploração de crude nas jazidas da Faixa de Orinoco aceitaram as condições impostas pela Lei de Nacionalização dos Hidrocarbonetos, aprovada em Janeiro deste ano.
Com esta medida, a estatal venezuelana do sector petrolífero, PDVSA, passa a deter a maioria do capital, cerca de 78 por cento, das companhias responsáveis pela extracção de «ouro negro» naquela região da Venezuela.
Estima-se que o volume de negócios atinja, só naquela zona de aproximadamente 55 mil quilómetros quadrados, qualquer coisa como 600 mil barris por dia, mas o executivo bolivariano não exclui a hipótese de investir no incremento da produção, aumentando assim o fluxo de matéria-prima no mercado mundial.
Contrariamente à francesa Total-Elf-Fina, à norueguesa Statoil, à britânica BP e a norte-americana Chevron, cuja participação passa a ser minoritária no consórcio com a PDVSA, as multinacionais ExxonMobil e ConocoPhillios rejeitaram a proposta de Caracas. Segue-se agora um processo de negociação tendo como objecto o estabelecimento de uma verba consensual de compensação.
Laços reforçados com o Irão
Posteriormente à nacionalização dos recursos do subsolo de Orinoco, Hugo Chávez deslocou-se em visita oficial ao Irão. Do encontro com o homólogo persa, Mahmoud Amadinejad, resultou a assinatura de 14 novos acordos de cooperação, com destaque para os firmados na área da energia, os quais se juntam a mais de 160 textos similares anteriormente subscritos por ambas as nações.
Dos vínculos bilaterais vão surgir empresas e projectos conjuntos de exploração, investigação e investimento na área da extracção de petróleo e gás natural, mas também nas esferas de produção alimentar, comércio de produtos, ou construção de maquinaria pesada e industrial.
No final do périplo, numa conferência de imprensa realizada em Teerão, Chávez reafirmou a vontade de, com estes contactos, reforçar a aliança na defesa da soberania e dignidade dos povos resistindo à dominação económica e política ao imperialismo norte-americano. Antes, o presidente venezuelano esteve na Rússia e na Bielorrússia.
Com esta medida, a estatal venezuelana do sector petrolífero, PDVSA, passa a deter a maioria do capital, cerca de 78 por cento, das companhias responsáveis pela extracção de «ouro negro» naquela região da Venezuela.
Estima-se que o volume de negócios atinja, só naquela zona de aproximadamente 55 mil quilómetros quadrados, qualquer coisa como 600 mil barris por dia, mas o executivo bolivariano não exclui a hipótese de investir no incremento da produção, aumentando assim o fluxo de matéria-prima no mercado mundial.
Contrariamente à francesa Total-Elf-Fina, à norueguesa Statoil, à britânica BP e a norte-americana Chevron, cuja participação passa a ser minoritária no consórcio com a PDVSA, as multinacionais ExxonMobil e ConocoPhillios rejeitaram a proposta de Caracas. Segue-se agora um processo de negociação tendo como objecto o estabelecimento de uma verba consensual de compensação.
Laços reforçados com o Irão
Posteriormente à nacionalização dos recursos do subsolo de Orinoco, Hugo Chávez deslocou-se em visita oficial ao Irão. Do encontro com o homólogo persa, Mahmoud Amadinejad, resultou a assinatura de 14 novos acordos de cooperação, com destaque para os firmados na área da energia, os quais se juntam a mais de 160 textos similares anteriormente subscritos por ambas as nações.
Dos vínculos bilaterais vão surgir empresas e projectos conjuntos de exploração, investigação e investimento na área da extracção de petróleo e gás natural, mas também nas esferas de produção alimentar, comércio de produtos, ou construção de maquinaria pesada e industrial.
No final do périplo, numa conferência de imprensa realizada em Teerão, Chávez reafirmou a vontade de, com estes contactos, reforçar a aliança na defesa da soberania e dignidade dos povos resistindo à dominação económica e política ao imperialismo norte-americano. Antes, o presidente venezuelano esteve na Rússia e na Bielorrússia.