Fretilin na frente
A Fretilin segue na frente da contagem dos votos das legislativas de sábado em Timor Leste. O partido do ex-presidente Xanana Gusmão é segundo com um diferença de cerca de oito por cento.
Só hoje são conhecidos os resultados finais em Díli
Quando estavam apurados aproximadamente metade dos boletins, a Fretilin do ex-primeiro-ministro, Mari Alkatiri, e do presidente do parlamento e candidato derrotado nas últimas presidenciais, Francisco Guterres «Lu Olo», mantém a vantagem sobre os restantes partidos com cerca de 30 por cento do total dos votos.
Os dados provisórios divulgados anteontem pela Comissão Nacional de Eleições confirmam que os mais de meio milhão de eleitores registados compareceram em bom número às assembleias de voto e depositaram confiança na força política com maior prestígio e um projecto sólido de desenvolvimento e soberania para o país.
Há hora de fecho da nossa redacção, ainda nenhuma das candidaturas havia reagido aos primeiros resultados oficiais. O CNRT de Xanana Gusmão e Ramos-Horta são os mais penalizados pela escolha popular, recolhendo cerca de 20 mil votos menos que a Fretilin.
Não obstante, o CNRT assegura o segundo lugar no sufrágio com 22,1 por cento, destacando-se da ADST/PSD, com 16,7 por cento, e do PD, com 11,6 por cento.
Apesar da fiabilidade dos dados provisórios, só hoje termina a contagem das urnas instaladas no distrito de Díli, explicaram fontes da CNE. O círculo da capital timorense é tido como o fiel da balança para apurar com rigor o vencedor do escrutínio.
Livres e justas
No mesmo dia em que a CNE deu a conhecer os resultados parciais, os observadores encarregues de monitorizarem o acto declaram-no como «livre e justo» e de acordo com os padrões internacionalmente reconhecidos.
Para a missão da União Europeia, composta por 36 elementos e chefiada pela eurodeputada Ana Gomes, os cidadãos timorenses participaram «de forma democrática e num ambiente pacífico», pesem embora alguns incidentes que a equipa considera «graves» mas «isolados», sobretudo durante o período de campanha.
No mesmo sentido pronunciou-se a missão liderada pelo antigo presidente da CNE da África do Sul. Os sul-africanos estiveram no terreno em alguns dos mais importantes distritos de Timor Leste, tais como Baucau, Díli, Aileu e Liquiçá, e constataram que «as mesas de voto abriram à hora certa, que o pessoal da comissão eleitoral estava perfeitamente identificado e trabalhou de forma diligente evitando longas filas de espera e demoras desnecessárias aos eleitores, estando presentes na maioria das assembleias de voto funcionários dos partidos concorrentes».
Recorde-se que depois da vitória de José Ramos-Horta nas presidenciais de Abril passado, o novo partido do ex-chefe de Estado, Xanana Gusmão, era apontado como o mais que provável sucessor da Fretilin na liderança do governo, isto apesar da Fretilin ter sempre rejeitado tais projecções afirmando-se confiante na capacidade de escolha do povo.
Os dados provisórios divulgados anteontem pela Comissão Nacional de Eleições confirmam que os mais de meio milhão de eleitores registados compareceram em bom número às assembleias de voto e depositaram confiança na força política com maior prestígio e um projecto sólido de desenvolvimento e soberania para o país.
Há hora de fecho da nossa redacção, ainda nenhuma das candidaturas havia reagido aos primeiros resultados oficiais. O CNRT de Xanana Gusmão e Ramos-Horta são os mais penalizados pela escolha popular, recolhendo cerca de 20 mil votos menos que a Fretilin.
Não obstante, o CNRT assegura o segundo lugar no sufrágio com 22,1 por cento, destacando-se da ADST/PSD, com 16,7 por cento, e do PD, com 11,6 por cento.
Apesar da fiabilidade dos dados provisórios, só hoje termina a contagem das urnas instaladas no distrito de Díli, explicaram fontes da CNE. O círculo da capital timorense é tido como o fiel da balança para apurar com rigor o vencedor do escrutínio.
Livres e justas
No mesmo dia em que a CNE deu a conhecer os resultados parciais, os observadores encarregues de monitorizarem o acto declaram-no como «livre e justo» e de acordo com os padrões internacionalmente reconhecidos.
Para a missão da União Europeia, composta por 36 elementos e chefiada pela eurodeputada Ana Gomes, os cidadãos timorenses participaram «de forma democrática e num ambiente pacífico», pesem embora alguns incidentes que a equipa considera «graves» mas «isolados», sobretudo durante o período de campanha.
No mesmo sentido pronunciou-se a missão liderada pelo antigo presidente da CNE da África do Sul. Os sul-africanos estiveram no terreno em alguns dos mais importantes distritos de Timor Leste, tais como Baucau, Díli, Aileu e Liquiçá, e constataram que «as mesas de voto abriram à hora certa, que o pessoal da comissão eleitoral estava perfeitamente identificado e trabalhou de forma diligente evitando longas filas de espera e demoras desnecessárias aos eleitores, estando presentes na maioria das assembleias de voto funcionários dos partidos concorrentes».
Recorde-se que depois da vitória de José Ramos-Horta nas presidenciais de Abril passado, o novo partido do ex-chefe de Estado, Xanana Gusmão, era apontado como o mais que provável sucessor da Fretilin na liderança do governo, isto apesar da Fretilin ter sempre rejeitado tais projecções afirmando-se confiante na capacidade de escolha do povo.