Colômbia

FARC-EP indicam culpados

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular (FARC-EP) rejeitam responsabilidades, em comunicado datado de 23 de Junho, na morte dos 11 deputados detidos desde 2002 e afirmam que o sucedido demonstra a falência da política de rejeição de negociações sérias imposta pelo presidente colombiano.
Quinta-feira da semana passada, o governo de Álvaro Uribe revelou que, a 18 de Junho, 11 parlamentares presos pelas FARC morreram e apontou o dedo à guerrilha pelo sucedido. No mesmo dia, foi divulgado um texto no qual as FARC revelam o que se passou e sublinham que durante cinco anos protegeram com todos os meios a vida dos deputados, mesmo quando o exército e os paramilitares atacavam acampamentos onde estes se encontravam.
Ainda segundo a versão da guerrilha, após meses de movimentações e confrontos promovidos pelas tropas regulares e pelos paramilitares na região, um grupo não identificado lançou uma operação militar contra o quartel onde estavam os sequestrados. Apenas um escapou com vida porque se havia ausentado do grupo, confirmaram as FARC-EP.

Tortura é política de Estado

Paralelamente ao destino dos ex-deputados, várias organizações de direitos humanos confirmaram que a tortura é política de Estado na Colômbia.
No dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura, uma dezena de ONG’s e comités de solidariedade com os presos políticos denunciaram, em Bogotá, que as autoridades «utilizam cada vez mais a tortura como um mecanismo de investigação», sobretudo tendo como alvos dirigentes e activistas políticos, sindicais e estudantis.
As organizações apresentaram à imprensa cerca de 40 casos de entre os muitos documentados nos respectivos arquivos. Estima-se que apenas 30 por cento dos episódios de tortura acabem por ser denunciados.

Empresa matou três sindicalistas

Entretanto, nos EUA, inicia-se o julgamento da norte-americana de extracção de carvão Drummond, responsável pela morte de três dirigentes sindicais, em 2001 no Norte da Colômbia.
Testemunhos de trabalhadores e de um ex-membro da segurança da companhia admitiram recentemente que a Drummond fornecia combustível às Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), e ex-paramiliatres detidos confirmaram que pagamentos desse tipo eram feitos a troco de «protecção» contra militantes e activistas de esquerda, como Valmore Locarno, Víctor Hugo Orcasita e Gustavo Soler.
Recentemente, a Drummond negou perante a justiça norte-americana qualquer das acusações, postura igualmente assumida pela multinacional Chiquita num processo idêntico relativo ao financiamento dos paramilitares, mas que não livrou a empresa bananeira de uma multa de 25 milhões de dólares aplicada pelo juiz.


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