Motoristas obrigados a pagar tacógrafos
Os tacógrafos digitais vão ser pagos pelos trabalhadores e não pelas empresas, por culpa de uma postura «vergonhosa» do Governo e do patronato do sector, acusou a Federação Nacional dos Transportes Rodoviários e Urbanos, num comunicado, condenando a decisão.
Estes instrumentos registam os tempos de condução e de repouso dos motoristas rodoviários e eram há muito reivindicados pela federação sindical, para garantir que os dados não sejam falseados e os tempos de descanso dos trabalhadores respeitados.
De acordo com um regulamento comunitário, desde 1 de Maio que os veículos rodoviários tem de estar equipados com estes tacógrafos, mais avançados tecnologicamente. Os velhos, sempre foram adquiridos pelas empresas, sem que houvessem encargos para os trabalhadores. Agora, por culpa de uma redacção «habilidosa» e «confusa» da lei, os motoristas são obrigados a pagar o novo instrumento, «do seu bolso», no valor de 50 euros. Caso não o façam, ficarão impossibilitados de exercer a profissão. Em Março, a Festru alertou o ministro da tutela para esta realidade e apelou para que, na lei, ficasse explicitado que a obrigação da compra deve ser das empresas, o que não foi feito, lamentou a federação.
Estes instrumentos registam os tempos de condução e de repouso dos motoristas rodoviários e eram há muito reivindicados pela federação sindical, para garantir que os dados não sejam falseados e os tempos de descanso dos trabalhadores respeitados.
De acordo com um regulamento comunitário, desde 1 de Maio que os veículos rodoviários tem de estar equipados com estes tacógrafos, mais avançados tecnologicamente. Os velhos, sempre foram adquiridos pelas empresas, sem que houvessem encargos para os trabalhadores. Agora, por culpa de uma redacção «habilidosa» e «confusa» da lei, os motoristas são obrigados a pagar o novo instrumento, «do seu bolso», no valor de 50 euros. Caso não o façam, ficarão impossibilitados de exercer a profissão. Em Março, a Festru alertou o ministro da tutela para esta realidade e apelou para que, na lei, ficasse explicitado que a obrigação da compra deve ser das empresas, o que não foi feito, lamentou a federação.