Setúbal

Repor a verdade

A renúncia dos mandatos do presidente da Câmara e do vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Setúbal não decorreu de qualquer «imposição», como a Federação Distrital do PS afirmou, mas de uma análise e reflexão colectivas – que envolveu naturalmente aqueles dois eleitos – sobre a necessidade de renovar e rejuvenescer a equipa, esclarece a Comissão Concelhia de Setúbal do PCP.
Aliás, «só por pura distracção ou má fé» é que a Federação do PS e o seu presidente podem afirmar que o PCP não informou os eleitos e não deu explicações aos eleitores. De facto, o PCP e os seus eleitos fizeram inúmeras declarações, tomaram várias vezes posição nos órgãos autárquicos, emitiram comunicados à população, estiveram disponíveis para todas as entrevistas pedidas pela comunicação social.
Quanto à situação financeira do município, o PS deveria pelo menos manter «alguma reserva e até vergonha»: por respeito aos setubalenses e aos que, enfrentando uma conjuntura económico-social muito adversa e encontrando as finanças do Município numa situação «caótica» deixada pela «gestão irresponsável» do PS, tiveram sempre uma gestão «rigorosa, séria e racional», corrigiram erros, superaram dificuldades.
Relativamente ao processo judicial em curso, a Concelhia do PCP reafirma a sua confiança nos seus eleitos (actuais e anteriores), esperando que os Tribunais façam rapidamente justiça. Mais, não percebe por que é que a oposição, podendo como pode, não põe termo a este mandato e provoca novas eleições. Bastaria que, tal como em Lisboa, todos apresentassem a sua renúncia. É que a CDU não receia eleições e está certa de poder de vencê-las e, inclusive, reforçar a sua influência eleitoral.


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