Breves

Granorte

A GNR de Santa Maria de Lamas tentou impedir a acção de um piquete de greve na Granorte, em Riomeão, Santa Maria da Feira, a pedido da administração. Como relatou o Sindicato dos Corticeiros do Norte, os agentes prejudicaram a actividade do piquete «favorecendo objectivamente o desígnio da empresa». A lei prevê a presença de piquetes para persuadir os trabalhadores a aderirem à greve.

Na Cimianto, a produção parou

Na Cimianto, em Vila Franca de Xira, a produção parou. Durante a greve, apenas trabalharam aqueles que têm contratos a prazo. «A empresa tem por norma pressionar os trabalhadores na sua não adesão à greve, no entanto, mantemos uma posição de luta», afirmou Augusto Nunes, do Sindicato da Cerâmica do Sul. Em causa está a flexibilização dos horários de trabalho. «Querem obrigar-nos a fazer 60 horas semanais», denunciou o sindicalista.

Rotatejo

Na Rotatejo, empresa de distribuição do grupo Unicer, foram denunciadas ameaças, na manhã de terça-feira, sobre os trabalhadores que aderissem à greve. A chantagem foi feita através do responsável pelo pessoal: quem fizesse greve perderia os prémios devidos. Em declarações ao Avante!, um funcionário da Rotatejo revelou como os trabalhadores temem represálias e perseguições por parte da administração.

Misericórdia de Lisboa

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa procurou «intimidar» os seus trabalhadores, pressionando-os para que informassem previamente se aderiam ou não à greve. Nas palavras do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, trata-se de uma postura «ilegal e persecutória», mas que ao mesmo tempo «revela a dinâmica de mobilização e que leva a crer numa forte adesão».

Em Loures, mais que muitas

Em Loures os 60 carros do lixo não saíram à rua. Manuel Lopes, do STAL, lembrou que as razões «são mais que muitas» para lutar. O que mais preocupa os trabalhadores «tem a ver com o pacote legislativo que o Governo está a aplicar, nomeadamente a desvinculação dos funcionários públicos». Outra das matérias que os incomoda, «e têm razão para isso», é a mobilidade especial, que cria os quadros supranumerários.

Papéis Vouga

A gerência da Sociedade de Transformação Papéis Vouga, em S. Paio de Oleiros, impediu a entrada de dirigentes sindicais na empresa, no dia 21, para terem uma reunião com os trabalhadores. O encontro tinha sido previamente anunciado, cumprindo a legislação. A reunião acabou por ser feita com os dirigentes sindicais e os funcionários separados pela vedação da fábrica.
O Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose refere que «esta empresa é reincidente no comportamento ilegal», lembrando que já em Setembro de 2006 impediu a realização de um plenário. «Para este comportamento ilegal contribui também a morosidade e ineficácia da Inspecção Geral do Trabalho», comenta o sindicato.

Mural em Linda-aVelha

Em Linda-a-Velha, sábado à noite, só a consciência e determinação garantiu a pintura de um mural do Partido apelando à participação dos trabalhadores na greve geral. Apesar da pressão policial para que se interrompesse a iniciativa, os camaradas da organização local fizeram valer os direitos exercendo-os.


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Clara exigência de mudança

A greve geral de quarta-feira, convocada pela CGTP-IN, traduziu-se «na maior jornada de luta que este Governo já enfrentou» e «constitui uma importante expressão das razões profundas de descontentamento e protesto popular e uma clara afirmação de exigência de mudança», afirmou o secretário-geral do PCP, em conferência de imprensa.

Um grande impacto

«Ficaram colocados, na ordem do dia, os verdadeiros problemas do País e o rumo que ele está a prosseguir», afirmou Carvalho da Silva, salientando o grande impacto da luta.

Elevadas adesões

A greve geral de anteontem paralisou importantes sectores da economia nacional e os seus impactos fizeram-se sentir em todo o País. Isto é visível nos resultados conhecidos até ao final da manhã de quarta-feira.

Em força na indústria

Em muitas fábricas a adesão foi total ou provocou a paragem da produção, como nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Rotor/Nissan no Porto, Unicer em Faro, Lisnave, Impormol em Alenquer, Bentler em Palmela, Tapeçarias de Portalegre, Autosil em Lisboa, Quintas & Quintas em Esposende, Provimi em Ovar, SPPM em Palmela...

Trabalhadores em protesto redobrado

Na Valorsul, empresa responsável pelo tratamento dos resíduos sólidos urbanos dos concelhos de Lisboa, Loures, Amadora, Odivelas e Vila Franca de Xira, os cerca de 300 funcionários paralisaram durante 48 horas em defesa do Acordo de Empresa (AE), assinado o ano passado entre a administração e as estruturas...

Sempre em directo

A Comunic e o sítio do PCP na Internet acompanharam todos os momento da greve. A rádio digital do PCP transmitiu em directo reportagens da greve, entre a meia-noite e as 19 horas de quarta-feira. As notícias eram também dadas no site, que ilustrava as peças com imagens dos piquetes. As actualizações eram feitas quase ao...

A chantagem visível

Nos dias que antecederam a greve geral, foi conhecida a imposição de serviços mínimos e foram denunciadas outras formas de pressão para tentar reduzir o impacte público da luta, desde ameaças de retirar prémios até à proibição de plenários.